O que esperar dos times catarinenses no Brasileirão

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Série A do Campeonato Brasileiro começa neste final de semana (Foto: Fernando Torres / CBF)

Temos apenas uma vaga na elite brasileira. É pouco para um futebol que achamos em evolução, o que não acontece na prática. Também já tivemos fora da realidade, quando quatro clubes disputaram a Série A do Campeonato Brasileiro. Neste ano, o Avaí tem a responsabilidade de representar Santa Catarina na competição. 

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Neste momento ainda não posso dizer que o Avaí fará um bom Brasileirão. Temos alguma esperança. Tendo em vista as dificuldades financeiras, o grupo está sendo montado em cima do campeonato

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Reconheço que as dificuldades estão sendo superadas na medida do possível. Por conta disso, o encaixe (entrosamento) do time deverá se dar lá pela quarta ou quinta rodada. Até lá os resultados são muito importantes, mais do que o normal para evitar um afastamento muito grande das primeiras posições.

Se olharmos para os nomes que chegaram e o grupo avaiano dá para ter alguma esperança. Largar bem é fundamental. Eduardo Barroca disse no Debate Diário, na CBN Floripa, que há apenas um campeonato. Você não consegue mais identificar os times que disputam a “sua competição” e os que brigam pelo título.

Que “seu campeonato” seria esse? Temos apenas a Série A nacional e nela existem objetivos traçados: manutenção na elite e título. Daí, então, a razão de dividirem o Campeonato Brasileiro. Na pratica isso deve mesmo ser considerado. Avaí e América, domingo (10), é o nosso primeiro grande momento. Precisamos aproveitar.

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E o Figueirense?

O outro representante do futebol de Florianópolis está na Série C, terceira divisão nacional. Irreal para quem já disputou e bem a Série A. Não vamos voltar às gestões administrativas, desastrosas, do passado para justificar essa queda. Mas tem tudo a ver. 

O Figueirense está dando a volta por cima e já demonstrou isso no estadual. A Série C hoje tem o mesmo formato das Séries A e B, o que é um avanço no calendário do futebol brasileiro.

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Chances muito grandes de uma boa campanha numa competição que tem Clube do Remo, Vitória da Bahia, Botafogo de SP, Volta Redonda, Mirassol, Paysandu, clubes de grande tradição.

O Figueirense manteve a base do estadual, agregando alguns novos valores. Penso que o alvinegro é o que tem melhor chance de acesso neste ano.

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Série B muito difícil

Na Série B nacional, Santa Catarina tem três representantes: Brusque, Chapecoense e Criciúma. 

O primeiro joga neste sexta, na Ressacada, campo neutro por conta da punição sofrida no caso de racismo contra o jogador Celsinho, do Londrina. O Brusque é a nossa grande esperança. Time campeão do Catarinense, motivado pela conquista, renovação do técnico e a manutenção do grupo vencedor deste ano. 

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O primeiro compromisso contra o Guarani, de Campinas, é para vencer mesmo que o adversário tenha uma histórica rica no futebol brasileiro. No momento não está bem. 

Na Série B já se diz que existem duas vagas apenas para o acesso. Uma seria do Grêmio e a outra do Vasco. O time carioca está amargando mais um ano de segunda divisão, também fora da sua história.

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Bahia, Cruzeiro, são outros candidatos ao acesso que estão se preparando para voltar à elite. Nesse meio está o Brusque.

Mas não é só o Brusque. A Chapecoense, que depois de alguns anos nos representou na primeira divisão nacional, vem de um vexame histórico quando foi o clube de pior campanha na história de pontos corridos do Brasileirão.

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Isso não pode se repetir. Há no meio disso uma história de grandeza, competência e grandes jornadas. Também a Chape está se reerguendo depois de dificuldades administrativas que levaram o clube a dívidas monumentais.

A Chape estreia contra o Ituano, em casa, um adversário acostumado a grandes jogos no Campeonato Paulista, que é tido como o melhor tecnicamente do país. Trouxe Gilson Kleina e alguns jogadores conhecidos como Thiago Alagoano, entre outros.

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E quem mais contratou foi o Criciúma. Na obrigação de voltar ao cenário nacional por causa de desastres como a segunda divisão do Estadual e a queda para a terceira divisão nacional, o Tigre está de volta à Série B com outra cara.

Simultaneamente vai disputar a Série B catarinense. O Criciúma vai jogar sob pressão. A torcida não aceita mais tanto desastre de um clube que tem condição financeira de formar grupos bem melhores. A estreia será contra o Londrina, dia 14.

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Vivemos, então, uma expectativa que não se sabe se é boa ou não. Apenas devemos reconhecer o trabalho dos clubes em dar a volta por cima depois de problemas administrativos que levaram todos a situação financeiras delicadas. Quem sabe a volta por cima acontece.

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