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Bolsonaro desprezou a vacina, e a CPI da Covid já pode provar

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Por Dagmara Spautz
13/05/2021 - 18h56 - Atualizada em: 14/05/2021 - 07h31
Bolsonaro desprezou as ofertas da vacina da Pfizer
Bolsonaro desprezou as ofertas da vacina da Pfizer (Foto: Marcelo Camargo, Agência Brasil)

O roteiro da tragédia brasileira na pandemia de Covid-19 passa pela demora na obtenção de vacinas. Hoje, o gerente-gera da Pfizer na América Latina, Carlos Murillo, provou qual foi o papel desempenhado pelo governo Bolsonaro na falta de doses. E, a não ser que a pizza já esteja no forno, deixou o presidente em maus lençóis.

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Bolsonaro desdenhou de uma vacina que diversos países no mundo já estavam negociando. Deixou sem resposta, por dois meses, a fabricante das doses que têm o melhor índice de eficácia contra a Covid-19.

Descobrimos, graças à CPI, que Carlos Bolsonaro, o filho zero-dois, vereador no Rio de Janeiro e sem nenhum cargo no governo federal, participou de reuniões com a Pfizer. Sim, senhores. Uma discussão de saúde de tamanha importância teve a participação de um vereador.

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A única explicação plausível para tamanho descaso é que o governo tenha acreditado, de fato, na hipótese de vencer uma doença potencialmente grave e fatal com ‘imunidade de rebanho’. Vale lembrar que Bolsonaro só assinou o contrato com a fabricante três meses atrás, quando a segunda onda da pandemia já assolava o Brasil de forma impiedosa.

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A Pfizer confirmou ter oferecido 1,5 milhão de doses para o país até dezembro de 2020, e outras 3 milhões até março deste ano. O que significa que teríamos 2 milhões de vacinados a mais, com as duas doses. Nunca saberemos exatamente quantos mortos ao longo dos últimos meses estariam nesse grupo. Quantas vidas teriam sido poupadas,

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Por ironia, esses dados foram confirmados à CPI da Covid na mesma data em que os Estados Unidos liberaram os vacinados a dispensarem a máscara. Ao vivo, na Globonews, a repórter Carolina Cimenti, em Nova York, tirou a máscara e passou batom. Um pequeno prazer para quem cobre o rosto há mais de um ano.

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Sem vacinas negociadas a tempo, o Brasil assistirá de longe os países que conseguirão voltar ao ‘normal’ muito antes de nós. Atrasaremos nossa retomada econômica e nossa reinserção no mundo. Para milhares de brasileiros, que tiveram e ainda terão a vida ceifada pela pandemia, esse dia jamais chegará.

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