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Cocaína na mala

Cruzeiro em que catarinenses foram presos na França tinha duas quadrilhas viajando com drogas

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Dagmara
Por Dagmara Spautz
23/04/2022 - 15h40
Navio MSC Seaside em cruzeiro no Mediterrâneo
Navio MSC Seaside em cruzeiro no Mediterrâneo (Foto: Divulgação)

O navio em que viajavam os dois catarinenses presos no dia 4 de abril em Marselha, na França, com 12 quilos de cocaína, tem chamado atenção da imprensa internacional por ter transportado, supostamente, membros de pelo menos duas quadrilhas diferentes de tráfico internacional de drogas sem que uma soubesse da outra. O fato foi relatado em sites como Cruise Law News, que trata de notícias envolvendo questões legais em cruzeiros marítimos.

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As informações que circulam em jornais europeus e publicações especializadas citam especialmente o primeiro grupo de 10 brasileiros que viajavam no navio MSC Seaside e foram detidos no porto de Valência, na Espanha. No desembarque, cães farejadores localizaram 15 malas com fundo falso - cada uma delas com tres quilos de cocaína. Os jornais relatam que, segundo informações da polícia, as pessoas presas tinham destinos diferentes - uma parte iria a Portugal, outra ficaria na Espanha - eram ligadas a diferentes grupos criminosos, e não tinham conhecimento umas das outras.

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A prisão dos catarinenses, identificados apenas pelo primeiro nome - João, morador de Camboriú, e Taynara, de Balneario Camboriú - ocorreu poucos dias depois, quando o navio chegou à França. Ainda não está claro se eles tinham ligação com os demais presos. É possível que se trate de um terceiro grupo criminoso transportando drogas no mesmo navio.

Somando-se as apreensões na Espanha e na França, a quantidade de drogas encontrada com passageiros brasileiros equivale a R$ 18 milhões. A rota do MSC Seaside em que a cocaína foi embarcada é uma das viagens transatlânticas de fim de temporada, quando os navios deixam o Brasil e retornam à Europa para o circuito de verão no hemisfério Norte.

As ocorrências de tráfico internacional partndo do Brasil nesse tipo de viagens é considerada comum - o que chama atenção das autoridades internacionais. A coluna questionou a Polícia Federal, em Brasília, sobre o controle de bagagens dos navios que partem para viagens internavionais de passageiros. Por enquanto, não houve resposta.

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