nsc
nsc

Opinião

Fura-teto de Bolsonaro é projeto reeleição e band-aid na CPI da Covid

Compartilhe

Dagmara
Por Dagmara Spautz
22/10/2021 - 16h06
Presidente Jair Bolsonaro
Presidente Jair Bolsonaro (Foto: Alan Santos/PR)

O mercado reagiu rápido à última aventura de Jair Bolsonaro, mostrando que pode até fazer vistas grossas a negacionismo e arroubos golpistas – mas furar o teto de gastos é ir longe demais. O fato é que, empenhado em garantir a reeleição, o presidente da República não está nem aí para a reação do setor econômico. O que lhe importa são dividendos eleitorais. E isso, acredita que conseguirá extrair do Auxílio Brasil.

Receba as principais notícias de Santa Catarina pelo Whatsapp

Vale aqui uma ressalva. O país tem hoje uma legião de pessoas vivendo na miséria, com fome – consequência de uma crise que o governo não teve competência para aplacar, e agravou. Diante do cenário, era necessário repensar o alcance e o valor dos benefícios sociais. A questão é como fazer isso. 

Paulo Guedes fica no governo, diz Jorginho Mello

Elaborado e anunciado às pressas, o Auxílio Brasil apareceu como um band-aid para abafar o relatório espinhoso da CPI da Covid. É um arremedo eleitoreiro do Bolsa Família - um programa que funcioncou porque tinha porta de entrada, saída e lastro.

Por que a Polícia Federal não consegue prender Zé Trovão

Não se trata apenas de extrapolar o teto de gastos, aprovado no governo Temer e prometido por Paulo Guedes - o tal teto, afinal, não resiste a um país com um enorme e crescente passivo social como o Brasil. Ocorre que Bolsonaro não está discutindo como subir na laje de forma segura, mas abrindo um rombo no telhado com apoio do Congresso – que pretende transformar a falta de limites em mais emendas em ano de eleição. Ao invés de enxugar despesas, a contabilidade criativa do governo vai empurrar com a barriga os custos do projeto reeleição e estender a crise.

Justiça reconhece vínculo de trabalho entre motoboy e app em SC

O primeiro sintoma é abstrato – impacto na Bolsa, aumento do dólar, aumento dos juros, além da debandada de uma parte da equipe econômica. Mas o resultado prático é bem palpável: o aumento da inflação, que já vem corroendo o poder de compra dos brasileiros. Ao fim e ao cabo, o custo de destelhar o teto e protelar a crise atingirá justamente os mais pobres. Vai comer pelas beiradas o benefício às famílias atendidas pelo Auxílio Brasil. 

Participe do meu canal do Telegram e receba tudo o que sai aqui no blog. É só procurar por Dagmara Spautz - NSC Total ou acessar o link: https://t.me/dagmaraspautz

Leia também

Teve reação à vacina da Covid-19? Saiba o que fazer

Entenda o conflito no Afeganistão com volta do Talibã ao poder em 10 perguntas e respostas​​​​

Variante Delta: veja a eficácia de cada uma das vacinas da Covid​​

Conheça os 16 animais mais estranhos e raros vistos em SC

As diferenças entre as vacinas da Pfizer, Astrazeneca e CoronavacReceba as principais informações de Santa Catarina pelo Whatsapp

Dagmara Spautz

Colunista

Dagmara Spautz

O que acontece de mais relevante em boa parte do litoral catarinense, especialmente Itajaí e Balneário Camboriú. Fontes exclusivas e informações de credibilidade nas áreas de política, economia, cotidiano e segurança.

siga Dagmara Spautz

Dagmara Spautz

Colunista

Dagmara Spautz

O que acontece de mais relevante em boa parte do litoral catarinense, especialmente Itajaí e Balneário Camboriú. Fontes exclusivas e informações de credibilidade nas áreas de política, economia, cotidiano e segurança.

siga Dagmara Spautz

Mais colunistas

    Mais colunistas