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Investigação do ataque a creche em SC apura se assassino planejou crime pela internet

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Por Dagmara Spautz
05/05/2021 - 17h15 - Atualizada em: 05/05/2021 - 18h16
Flores em frente à creche onde ocorreu o ataque em Saudades, no Oeste de SC
Flores em frente à creche onde ocorreu o ataque em Saudades, no Oeste de SC (Foto: Sirli Freitas, Especial)

A Polícia Civil e o Instituto Geral de Perícias (IGP) vão se debruçar sobre e-mails, mensagens trocadas pelas redes sociais e contatos do responsável pelo ataque a uma creche em Saudades, no Oeste do Estado. A análise dos dados eletrônicos é fundamental para levantar detalhes sobre a motivação e o planejamento do crime. O ataque deixou cinco mortos na terça-feira – entre eles, três bebês.

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Nesta quarta-feira (5), o Ministério Público pediu à Justiça a quebra de sigilo do computador, de um pendrive e do vídeo game recolhidos na casa do agressor, um jovem de 18 anos. O promotor Douglas Dellazari solicitou acesso imediato da investigação ao conteúdo armazenado. A solicitação já foi atendida.

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A análise dessas informações indicará, por exemplo, se o suspeito participava de fóruns suspeitos de discussão online. Esse tipo de comportamento foi identificado em ataques anteriores no Brasil, como no massacre de Suzano (SP), em 2019. Naquele caso os atiradores, que abriram fogo contra alunos de uma escola, faziam parte de grupos de ódio no submundo da internet.

> Pai de criança morta no ataque a creche em SC chora e desabafa: "Um anjinho"

Por enquanto, ainda não há indícios claros de que o agressor de Saudades tenha seguido roteiro semelhante. Mas o delegado regional, Ricardo Casagrande, diz que neste momento nenhuma hipótese é descartada nas investigações.

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A análise do material eletrônico ficará a cargo da própria Polícia Civil e também do IGP – possivelmente, no setor de informática forense, que é especializado na análise de dados eletrônicos.

Não há prazo para a avaliação do material. O tempo de análise depende do volume de dados que será descoberto após a quebra de sigilo.

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