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Mais de 20 tubarões foram vistos em Balneário Camboriú desde agosto

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Por Dagmara Spautz
24/10/2021 - 13h55 - Atualizada em: 24/10/2021 - 15h26
Obras de alargamento da faixa de areia em Balneário Camboriú
Obras de alargamento da faixa de areia em Balneário Camboriú (Foto: Divulgação, prefeitura de Balneário Camboriú)

Desde o fim de agosto, quando começaram as obras de alargamento da Praia Central, pelo menos 23 tubarões foram avistados na orla de Balneário Camboriú. A contagem é feita pelo Museu Oceanográfico da Univali, em Balneário Piçarras, que coleta os registros e confere os relatos, para identificar as espécies.

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A maior parte dos relatos vem de pescadores esportivos e artesanais, que fazem capturas na região. As últimas foram de tubarões-mako, também conhecidos como anequins. Desde quinta-feira (21), quatro tubarões-mako foram capturados por pescadores em Balneário Camboriú. Segundo Soto, todos eram espécimes juvenis.

Esses tubarões são considerados os mais rápidos do mundo e sua condição de preservação é vulnerável. Os anequins já apareceram outras vezes pela região. Em 2019, por exemplo, um espécime foi resgatado em Itapema. Dias depois, um tubarão da mesma espécie apareceu morto na praia.

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Relação com alargamento

Especialistas indicam que as obras de alargamento, que revolvem o fundo do mar com o equipamento de dragagem, têm causado uma maior movimentação de tubarões na orla de Balneário Camboriú. Os animais, no entanto, não são novos pela região: o litoral Sul do Brasil é habitat natural para espécies como o tubarão-martelo, o tubarão-azul e mangona.

Por que o alargamento da praia em Balneário Camboriú atraiu tubarões

- Com a dragagem de areia do fundo oceânico há o afloramento e exposição de espécies que vivem no fundo mar, ativando ainda mais o processo da cadeia alimentar. Seres marinhos como crustáceos, moluscos e pequenos peixes se tornam presas fáceis para peixes maiores e, estes peixes maiores atraem outros ainda maiores que é o caso dos tubarões – diz André Neto, biólogo marinho e responsável técnico do Oceanic Aquarium.

As espécies capturadas e avistadas em Balneário Camboriú não são as mesmas que respondem por incidentes na região Nordeste, por exemplo. O International Shark Attack File (ISAF), Arquivo Internacional de Ataques de Tubarões, não traz nenhum registro em todo litoral Sul do Brasil.

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Na peixaria, é cação

Os tubarões são alvo da pesca comercial - só em Santa Catarina, são pescados anualmente cerca de 20 mil tubarões, que chegam às peixarias com o nome de cação. O Brasil consome 45 mil toneladas de tubarões ao ano, o que acende o alerta para a necessidade de preservação dos animais.

- Eles são responsáveis por equilibrar as teias alimentares, por serem grandes predadores estão no topo da cadeia alimentar e contribuem para o controle e a saúde das populações das espécies que são suas presas. Além de exercerem uma função extremamente importante na manutenção da saúde dos oceanos, pois comem os animais e peixes doentes, feridos ou mortos. E devemos lembrar que das cerca de 360 espécies conhecidas, apenas algumas produziram algum tipo de interação com o homem – diz Federico Argemi, biólogo do Oceanic Aquarium.

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