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ICMS da gasolina

Moisés prefere engolir sapo a desmentir Bolsonaro sobre preço da gasolina

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Por Dagmara Spautz
20/09/2021 - 14h23 - Atualizada em: 20/09/2021 - 15h00
Governador Carlos Moises com o presidente Jair Bolsonaro
Governador Carlos Moises com o presidente Jair Bolsonaro (Foto: Tiago Ghizoni, Arquivo NSC)

Apenas seis governadores não assinaram a suscinta nota conjunta, divulgada no domingo (19), em que outros 20 desmentem o presidente Jair Bolsonaro quanto à culpa dos estados pela alta no preço dos combustíveis. Um deles é o governador Carlos Moisés.

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Alérgico a manifestações que batam de frente com o presidente da República, que lidera as pesquisas eleitorais em Santa Catarina, Moisés prefere engolir mais um sapo a questionar abertamente as alegações do governo federal quanto ao custo da gasolina, que impacta na inflação e pesa no bolso do catarinense.

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Interessado na reeleição, o governador sabe que precisa do apoio de ao menos uma parte do eleitor bolsonarista se quiser conquistar um novo mandato - e confrontar o presidente afeta diretamente essa faria do eleitorado. Por esse motivo, Moisés deixou de assinar diversas cartas conjuntas que questionaram ações do presidente ao longo dos últimos meses - a mais recente delas, em apoio aos ministros do STF. Também foi voz dissidente no fórum de governadores, sugerindo chamar o presidente Jair Bolsonaro para o diálogo. 

Trata-se de uma estratégia política pessoal de Moisés, para proteger a própria imagem de novos desgastes - ainda que, paradoxalmente, isso o exponha a "levar a culpa" em nome do presidente. É uma estratégia de risco.

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Sem fazer referência direta ao governador, o Governo do Estado vem respondendo às acusações que recebe nas redes sociais pela alta no preço dos combustíveis. No dia 26 de agosto, em uma publicação nos perfis oficiais, esclareceu que desde 1988 Santa Catarina mantém o mesmo índice de ICMS sobre a gasolina: 25%. O texto é claro: “não caia em fake news”.

Curiosamente, o teor é bem semelhante ao da nota dos governadores assinada no fim de semana. O manifesto afirma que o aumento da gasolina é um problema nacional, e que resolvê-lo passa por “falar a verdade”.

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“Os governadores dos entes federados brasileiros signatários vêm a público esclarecer que, nos últimos 12 meses, o preço da gasolina registrou um aumento superior a 40%, embora nenhum estado tenha aumentado o ICMS incidente sobre os combustíveis ao longo desse período”, afirma o texto.

Os 20 signatários são de partidos diversos, da direita à esquerda – de Romeu Zema (Novo-MG) a Flavio Dino (PSB-MA), passando por Eduardo Leite (PSDB-RS) e João Doria (PSDB-SP). A maioria tem pretensões para 2022, mas apostou em uma estratégia diferente de Moisés: descolar-se o quanto antes da alta dos combustíveis, e devolver a bomba ao governo federal.

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