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O início do fim do Anel Viário em Criciúma

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Por Denis Luciano
28/06/2021 - 08h44
Do asfalto ao chão batido, o atual fim do Anel Viário
Do asfalto ao chão batido, o atual fim do Anel Viário (Foto: Denis Luciano / NSC Total)

Pelo Anel Viário de Criciúma, seria possível contornar a cidade, em uma pista com a condição suficiente para receber os caminhões que até então engarrafavam as ruas centrais. A ideia era antiga, e começou a sair do papel em 1998, no governo do então prefeito Paulo Meller (PMDB). 

Quase duas décadas depois, em 2015, o mesmo Paulo Meller, nessa época na condição de presidente do Departamento Estadual de Infraestrutura (Deinfra), participou de um evento no distrito do Rio Maina no qual anunciou a última etapa do Anel Viário. Seria uma obra de 9,9 quilômetros, R$ 60 milhões.

No mapa, o trecho azul escuro é o que será executado. A extensão preta não será feita
No mapa, o trecho azul escuro é o que será executado. A extensão preta não será feita
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O projeto exposto por Meller tornou-se inviável, pela quantidade de desapropriações necessárias em trecho altamente urbanizado na última etapa. Passou tanto tempo entre a ideia original e a tentativa de execução que a urbanização tomou conta do espaço por onde passaria a rodovia. A etapa que seria a definitiva acabou resumida a um trecho de 6,6 quilômetros executados e, a partir daí, uma pendência, que está em pauta agora.

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O que será feito

A Câmara de Criciúma aprovou, há poucos dias, a contratação de um projeto de licenciamento ambiental dos 2,6 quilômetros que serão possíveis de executar, entre Vila Zuleima e a Avenida Luiz Lazzarin, no acesso ao distrito do Rio Maina. O resto do Anel Viário originalmente concebido não será executado. Logo, ficará incompleto.

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Esse projeto ambiental, de R$ 200 mil, determinará o que será necessário para executar os 2,6 quilômetros, já assumidos pelo governador Carlos Moisés (PSL). - Estamos aguardando os projetos da prefeitura de Criciúma para ordenar a execução dessa obra - confirmou, em recente visita à cidade. 

A pedregosa estrada que, no futuro, será parte do Anel Viário
A pedregosa estrada que, no futuro, será parte do Anel Viário
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- Com esse projeto, saberemos o quanto de desapropriações será necessário. Mas não serão valores elevados - apontou o secretário de Infraestrutura, Planejamento e Mobilidade Urbana de Criciúma, Tita Belloli.

Buracos e lama no trecho que vai virar rodovia
Buracos e lama no trecho que vai virar rodovia
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O inicio da etapa final

Quem trafega pelo Anel Viário de Criciúma, ao avançar pela etapa mais recente, inaugurada em 2017 entre os bairros São Simão e Vila Zuleima, encontra uma boa pista. Larga, bem feita e sinalizada, facilita o escoamento de cargas evitando a área central da cidade. Dentro dos objetivos originais da rodovia. Até se deparar com um viaduto sobre a SC-445.

Ali, o Anel Viário acaba. Poucos metros depois do viaduto, o fim do asfalto é anunciado por uma placa e, logo após, entulhos e um monte de terra que, certamente, serve de barreira para os motoristas menos atentos. 

Dali por diante, uma estrada ora estreita, ora nem tão estreita, com buracos, pedregulhos e muito lixo nas margens. E que no mapa se chama Rua Aurora Pizoni Pirola.

A futura etapa final do Anel Viário de Criciúma avança por um quilômetro de chão batido, costeando o Bairro Monte Castelo, até encontrar um asfalto, na Rua Felipe Colombo. 

Dali, o traçado proposto para a nova rodovia encontra outro asfalto, nas rua Luiz Colombo e Alina Mateus, contornando o Parque dos Imigrantes e chegando à Rua José Gerônimo Mateus, terminando na Avenida Luiz Lazzarin, no acesso principal ao distrito do Rio Maina.

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A alça que faltará ao Anel Viário

No ponto onde terminarão os 2,6 quilômetros que o Governo do Estado executará, haverá uma grande rótula. Dali por diante, o Anel Viário tomará carona em vias urbanas já existentes em Criciúma: a Rua João Ronchi e as avenidas Caeté, Assembleia de Deus e Universitária, até encontrar novamente o Anel Viário, no início da Rodovia Antônio Justi. 

Avenida Assembleia de Deus, revitalizada em 2016, é uma conexão na parte pendente do Anel Viário
Avenida Assembleia de Deus, revitalizada em 2016, é uma conexão na parte pendente do Anel Viário
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São 3,4 quilômetros de impossível execução, por conta da grande urbanização que a cidade teve nessa região a partir de 1998, quando da concepção original do projeto do Anel de Contorno Viário. Nesse percurso, a via planejada cruzaria os bairros Liberdade, Cidade Mineira Nova e Cidade Mineira Velha.

No mapa, em azul escuro, o traçado do trecho final que não sairá do papel
No mapa, em azul escuro, o traçado do trecho final que não sairá do papel
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As etapas já existentes

A primeira etapa, que começou a ser construída em 1998 e foi concluída anos depois, tem oito quilômetros e criou uma nova ligação entre o Bairro Presidente Vargas, no limite entre Criciúma e Içara, e o trevo com a SC-108, no Bairro São Simão. Esse trecho começa como Rodovia Jorge Zanatta e depois passa a Rodovia Otávio Dassoler.

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A segunda etapa conectou o cruzamento da Avenida Universitária com a Rodovia Antônio Justi, no Bairro Universitário, até o trevo da Rodovia Jorge Zanatta com a Rodovia Paulino Búrigo (SC-445, em Içara). Nessa extensão, que corta vários bairros de Criciúma, são 14,6 quilômetros. No percurso, a via tem os nomes ainda de rodovias Alexandre Beloli e Antônio Darós, e cruza a Via Rápida, inaugurada em 2017.

Rodovia Alexandre Beloli, uma das partes já executadas do Anel Viário de Criciúma
Rodovia Alexandre Beloli, uma das partes já executadas do Anel Viário de Criciúma
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Mais recentemente veio a terceira etapa, com 6,8 quilômetros, entregue pelo Governo do Estado em 2017, na conexão entre os bairros São Simão e Vila Zuleima, em extensão chamada de Rodovia Archimedes Naspolini.

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Jornalista com longa experiência no rádio e no digital, Denis Luciano aborda os principais assuntos do Sul catarinense, uma das regiões mais relevantes no Estado.

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