O Assas, empresa de tecnologia de Joinville que se tornou uma das principais plataformas do Brasil em gestão financeira empresarial, entrou no setor de seguros com a aquisição da Mutuus, uma corretora digital de Canoas, Rio Grande do Sul, voltada ao mercado corporativo. Com isso, o Asaas passa a ter uma nova vertical promissora, que deve atingir faturamento de 130 milhões até 2029, e fica mais perto de alcançar receita anual de R$ 1 bilhão.

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Em outubro de 2024, o Asaas chamou a atenção dos mercados ao receber um dos maiores aportes internacionais de investimentos da área de tecnologia. Foram R$ 820 milhões de fundos internacionais e nacionais, mirando receita anual de R$ 1 bilhão para este ano, 2026.

Fundada em Joinville há 15 anos pelos irmãos Piero e Diego Contezini, a empresa tem, atualmente, mais de 240 mil clientes no Brasil e oferece mais de mil empregos diretos no país. Se destaca na oferta de automação financeira para pequenas e médias empresas.

A entrada em seguros digitais representa a presença em um dos principais segmentos do setor financeiro brasileiro. Ao mesmo tempo, o Asaas segue operando em seguros com um canal de aquisição próprio, independente dessa oferta integrada na plataforma, que será via Mutuus.

– Assim como aconteceu com o mercado financeiro anos atrás com a ascensão das fintechs, o segmento de seguros passa agora por uma transformação digital importante, e estar bem-posicionado neste início representa uma vantagem estratégica para capturar valor no longo prazo. Com isso, podemos potencializar o lançamento de produtos inovadores, fortalecer nossa posição competitiva e acelerar iniciativas – explica Pedro Rocha, vice-presidente de novos negócios.

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O fundador da Mutuus, Andress Barão, que seguirá na gestão do negócio, destaca que esse M&A significa uma aceleração do sonho da empresa de crescer mais rápido. A insurtech tem sete anos de atuação. Essa aquisição, liderada pela empresa Questum, é a quarta do Asaas. As anteriores foram das empresas Base ERP, Code Money e Nexinvoice.

O Asaas tem autorização do Banco Central para atuar como instituição de pagamentos e, como Sociedade de Crédito, Financiamento e Investimento (SCFI). Essa última condição permite oferecer soluções de crédito para empresas.

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