Soluções para enfrentar os problemas e desafios ambientais foram destaques na primeira edição do seminário Impacto Futuro, realizado nesta quinta-feira (27), durante o dia todo, no Plaza Caldas da Imperatriz SPA & Resort, em Santo Amaro da Imperatriz, Grande Florianópolis. A iniciativa é do Impac – Instituto Mauro Passos de Proteção Ambiental e Climática. Último palestrante do evento, o professor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Paulo Horta, falou sobre lições da COP30 e fez alerta contundente sobre a urgência de ações coletivas que revertam a destruição ambiental.

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O seminário teve 12 palestras e cerca de 100 participantes. A programação de conhecimento começou com mesa redonda sobre os 50 anos do Parque Estadual da Serra do Tabuleiro, o maior de SC. Os painelistas Fernando Brüggemann (biólogo e professor), Guilherme Willrich (biólogo do Plaza Caldas) e Daniel de Araújo Costa Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA) falaram sobre desafios da reserva, gestão e reforçaram a necessidade de fortalecer políticas de preservação e ampliar iniciativas de educação ambiental para preservar o território. 

Evento teve 12 palestras e atraiu cerca de 100 pessoas (Foto: Gabriela Lemos)

Violência de gênero teve alerta no evento

Convidada para falar sobre a força do audiovisual na preservação ambiental em painel com a participação também do deputado Marquito (Marcos José de Abreu), a cineasta catarinense Lícia Brancher aproveitou o seminário para fazer um alerta sobre a violência de gênero que ganhou repercussão nacional com o feminicídio da estudante da UFSC Catarina Kasten, numa praia de Florianópolis. Lícia afirmou que é urgente debater a violência de gênero em todas as esferas sociais.

Infelizmente, Catarina Kasten, foi atacada quando caminhava numa bela trilha de praia de Florianópolis. Foi impedida da liberdade de ir e vir num local que gostava de viver, junto à natureza. É uma violência que precisa ser contida de todas as formas. Depois do alerta, Lícia ressaltou que o audiovisual é um instrumento de educação e mobilização para temas socioambientais.

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Marquito falou sobre a COP30, que acompanhou em Belém, no Pará. Ele citou as contribuições de Santa Catarina frente ao cenário de emergência climática, reforçando a importância de transformar debates globais em ações locais concretas. Entre os projetos de SC que ele levou para a COP, um foi sobre educação ambiental para mais de 700 crianças junto à Serra do Tabuleiro, iniciativa do Impac.

Empresas e arquitetura frente ao clima

Entre os palestrantes do evento, executivos da empresa Fast, de Capinzal, Oeste de SC, que entre as atividades que desenvolve estão sistemas para tratamento de esgoto. Matheus Wilbert e João Bacher falaram sobre o desafio do saneamento básico em municípios catarinenses e as inovações no setor na América Latina. 

A arquiteta Thaisa Kleinübing apresentou em palestra o evento soluções para a arquitetura ser mais sustentável e eficiente na preservação da natureza. A palestrante internacional Yazmin Trejos fez abordagem sobre o papel do propósito individual e da liderança na construção de um futuro mais colaborativo.

O fundador e diretor da Carbon Zero, Carlos Alberto Tavares Ferreira, falou sobre a importância de o setor empresarial ter metas claras para a redução de emissões de carbono visando a preservação do clima.

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Preservação ambiental e energia foi o tema dos professores da UFSC, Ricardo Rüther e Jacques Mick. Eles destacaram que as universidades, especialmente as públicas e gratuitas, têm papel fundamental na pesquisa e inovação.

Cooperação para preservar o clima

Esse seminário foi o primeiro grande evento do instituto Impac, fundado pelo engenheiro ambientalista Mauro Passos. Ele fez questão de incluir na programação um passeio pelas trilhas do Plaza Caldas, junto à mata, as mesmas que as crianças fizeram em projeto especial este ano.

-Foi um dia de muito aprendizado e troca de informações de diferentes áreas que se complementam. Um dia de impacto e reflexão para fomentar a ação em prol de um futuro melhor – avaliou Mauro Passos.  

Segundo ele, o Seminário Impacto Futuro reforçou a importância da cooperação entre ciência, sociedade civil, setor público e iniciativa privada para construir caminhos reais de enfrentamento à crise ambiental e climática e promoção da sustentabilidade em Santa Catarina. Adiantou que o Impac fará um seminário no primeiro semestre de 2026 para debater somente a importância dos manguezais na Região Metropolitana de Florianópolis.

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