Santa Catarina começou o ano de 2026 com retração nas exportações no primeiro mês. As vendas externas do estado somaram US$ 815,4 milhões, 3,7% menores frente ao mesmo mês do ano anterior. Essa média foi o impacto negativo das reduções de vendas aos Estados Unidos, China e Argentina, destacou a Federação das Indústrias do Estado (Fiesc) que acompanha essa estatística com atenção.

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A balança comercial de SC mostrou uma retração de exportações em -43% para os EUA, de -33,2% para a Argentina e de -30,3% para a China. As vendas a esses que são três grandes mercados do estado somaram, ao todo, menos de US$ 100 milhões. Fecharam o primeiro mês do ano em US$ 99,5 milhões, apurou o Observatório Fiesc.

– Seguimos sentindo o impacto do tarifaço dos Estados Unidos nas exportações e as vendas para a China estão sendo afetadas pela desaceleração da economia chinesa e por políticas que favorecem a substituição de importações por produção local em alguns produtos – destacou o presidente da Fiesc, Gilberto Seleme.

Assim, o maior mercado externo catarinense em janeiro foi o Japão, que comprou 29,3% mais do estado e somou US$ 66,7 milhões em aquisições de SC, com liderança da carne suína.

A propósito, as carnes de aves seguiram no topo das exportações de SC. Em janeiro, faturaram US$ 217 milhões, com alta de 22,4% frente ao mesmo mês de 2025.

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As vendas externas de carne suína somaram US$ 130,6 milhões, alta de 6,3% no período. Também se destacaram dois produtos não tradicionais da pauta, os transformadores elétricos registraram crescimento de 107% da receita frente ao mesmo mês de 2025 e conservas de carnes e miudezas tiveram alta de 88% nas vendas lá fora.

Entre os que tiveram retração, o peso maior veio mesmo da queda de vendas aos EUA. As exportações de motores elétricos recuaram 16,7% frente ao mesmo mês de 2025, e as partes de motor caíram 20,8%. A queda também foi pesada para madeira e móveis, com recuo de 18,8%. Uma retração expressiva foi de madeira compensada, 36,3% na mesma comparação.

As importações também recuaram, refletindo a maior demanda por insumos industriais devido aos juros altos no Brasil e exportações menores. As importações caíram 8% e somaram US$ 3 bilhões em janeiro.

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