Devido a impactos da guerra no Oriente Médio nos preços do petróleo, o preço do diesel subiu em mais de sete estados entre R$ 2 e R$ 3 por litro na bomba, informou a presidente executiva da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Tânia Zanella, em evento do setor na noite desta segunda-feira, em Florianópolis. E o presidente da Federação das Cooperativas de SC (Fecoagro), Ivan Ramos, destacou que os custos de matérias-primas para fertilizantes importadas da região em guerra subiram de 15% a 20%, o que encarece os adubos.

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Esses aumentos foram causados pelos impactos da guerra até segunda-feira (09). Mas uma entrevista do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, dizendo que os ataques contra o Irã estavam quase acabando, reduziu preços do petróleo na manhã de hoje na Ásia.

Mas diante da alta do diesel, a presidente da OCB informou que existe uma grande preocupação com o desabastecimento de combustíveis no campo, como foi registrado no Rio Grande do Sul. Além disso, essa alta de preços chegou ao consumidor. Ela informou que a organização está mapeando isso e buscando soluções.

– A OCB vai protocolar um ofício para a  Agência Nacional do Petróleo (ANP), para que ela fiscalize para ver, se de fato, as distribuidoras de combustíveis não estão retendo, colocando isso lá na ponta para depois encarecer. Ou se é a lei da oferta e da procura que está elevando preços – afirmou Tânia Zanella.

A presidente executiva também citou uma proposta destacada ontem, de aumentar o percentual do biodiesel no diesel. Comentou que o Brasil, hoje, pode ser o grande diferencial nisso. Pode baratear esse custo, inclusive na bomba, e rápido porque produz biodiesel e consegue atender essa demanda.

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Ivan Ramos, que está à frente da produção de fertilizantes da Fecoagro, instituição que responde por cerca de 40% a 50% da oferta de adubos consumidos em Santa Catarina, disse que a organização enfrenta uma grande dúvida para fazer compras nessa guerra. Mas optou por seguir comprando e tentando preços menores, para não deixar o mercado desabastecido.

– Tem matéria-prima que custava US$ 400 dólares por tonelada e, na média aumentou em US$ 100 dólares em uma semana. Isso significa aumento do custo de produção para o agricultor – destacou Ivan Ramos.

Segundo ele, essa alta de custo inclui preços da matéria-prima para fertilizante, o frete mais caro em função do aumento do diesel e o seguro de carga mais caro porque o navio precisa passar numa região de guerra.

Ivan Ramos disse que a Fecoagro segue comprando para não deixar o mercado desabastecido, mas torce para que a guerra no Oriente Médio acabe logo.

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