Quando o assunto é geração de emprego, Santa Catarina é líder nacional há anos, com a menor taxa de desocupação. Isso é resultado de uma economia dinâmica e competitiva. Mas quinta-feira, dia 18, ao ler postagem da coluna sobre novo programa de apoio empresarial do governo de São Paulo, o secretário da Fazenda de Santa Catarina, Paulo Eli, procurou a coluna e fez algumas comparações entre as duas economias. Disse que, no emprego, em 2020, SC foi ‘Davi’, com abertura de mais de 50 mil vagas, superando o ‘Golias’ SP. Em competitividade geral, afirmou que SC é a “nova Cingapura”. Veja a seguir:

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Por que o senhor decidiu comparar Santa Catarina com São Paulo?

– Só em janeiro, SC criou 32.077 empregos com carteira assinada. No ano passado, o nosso Estado abriu mais de 50 mil novos postos de trabalho (53.050), liderou no país. O gigante ‘Golias’, São Paulo, com 47 milhões de habitantes, foi superado pelo ‘Davi’ SC, com 7 milhões de habitantes. Desde o início da pandemia, aplicamos quase R$ 1,5 bilhão no Estado por meio do Badesc, BRDE, programa Juro Zero e fundo de aval. Para o Juro Zero liberamos quase R$ 70 milhões desde a chegada da pandemia. A gente também está renunciando tributos para ajudar empresas.

Setor de serviços de SC afirma que precisa de ajuda

O setor de turismo e eventos cobra ajuda. O governo pode fazer algo específico para ele?

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Estamos trabalhando algo para o setor de eventos. Tem questões com a Celesc. A gente vai trabalhar com linhas de credito do Badesc e BRDE com juros subsidiados. O fundo de aval a gente já fez, só que precisa achar um destaque para esse setor. Para o setor cultural, publicamos quarta-feira lei no Diário Oficial do Estado para incentivar a economia criativa.

Por que SC é a nova Cingapura?

Nós somos bons em logística, infraestrutura e atração de negócios, embora, ainda tenhamos muito a melhorar em infraestrutura.

O Estado também é bom em turismo…

O nosso turismo é excelente, mas na pandemia ele está sufocado. Imagina a geração de empregos que a gente teria se o setor turístico estivesse aberto?

O que mais o senhor destaca nos diferenciais de SC?

Santa Catarina é a nova Cingapura, novo “Tigre Asiático” no Brasil. Podemos fazer essa a comparação. Nos diferenciamos por ter cinco portos. Estamos trabalhando na privatização dos três portos públicos. Vamos privatizar para atrair mais negócios para o Estado porque o porto privado é muito mais competente que o público. Trabalhamos pela conclusão da duplicação da BR-470, obras na BR-163 no Oeste e programas que estamos fazendo em Dionísio Cerqueira, onde está a aduana. Nós somos um estado muito competitivo.

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Essa reação tem a ver com a campanha política?

Você sabe que a campanha para a eleição de 2022 já começou (o secretário de Turismo de São Paulo, o catarinense Vinicius Lummertz, é um dos cotados para ser candidato ao governo de SC pelo PSDB). Se a gente fizesse uma charge comparando São Paulo e Santa Catarina no emprego, Santa Catarina estaria lá na frente e, atrás viria uma placa indicando: siga-nos. A burocracia paulista atrapalha os negócios. Santa Catarina, magrinha, vai em velocidade incrível, como um foguete.

O que levou SC a ter esses diferenciais competitivos na economia?

Isso não é mérito só desse governo. É mérito de trabalho dos últimos 25 anos, de vários governos. É uma soma de esforços. Por que lutamos pela conclusão da BR-470? É que ela interfere desde o Oeste, quando a ligação segue pela BR-282, porque é por ela que as cargas chegam aos portos no litoral. Para se ter ideia, enquanto no Porto de Santos é preciso esperar dois dias para liberar uma carga, aqui é liberada no mesmo dia. Também precisamos levar o gás natural para o Oeste. Estou contente que o nosso trabalho na Secretaria da Fazenda, nos últimos três anos, está começando a aparecer.

Que empresas estão vindo para o Estado?

Muitas empresas estão vindo para Santa Catarina. Podemos citar a expansão das agroindústrias e uma série de empresas que estão se instalando entre Palhoça e Itapoá, às margens da BR-101. Dá para ver isso todo dia. São muitas fábricas novas. Um dos destaques em Joinville é o Perini Business Park. Isso tudo é feito pela iniciativa privada. O forte de Santa Catarina é a iniciativa privada.

Qual é a importância do status sanitário do Estado, de ser livre de aftosa sem vacinação?

Se colocarmos uma linha no tempo, o agronegócio catarinense explodiu mesmo no mercado mundial com essa certificação internacional de livre de aftosa sem vacinação (conquistada em 2007).

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Que medidas novas para a economia estão a caminho no governo?

Nós vamos trabalhar muito na questão do crédito e no projeto de desenvolvimento econômico Travessia, elaborado pela Fiesc. Vamos dar atenção aos arranjos produtivos na área de tecnologia. Para o setor de bens digitais, o Estado já tem lei que evita bitributação.

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