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IMPASSE NA DUPLICAÇÃO

Bolsonaro recebe manifesto da BR-470, mas desvia do assunto

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Por Evandro de Assis
06/08/2021 - 14h20 - Atualizada em: 06/08/2021 - 14h35
Comitiva de empresários falou duas vezes com o presidente, mas não obteve respostas
Comitiva de empresários falou duas vezes com o presidente, mas não obteve respostas (Foto: Divulgação)

Chegou às mãos do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) nesta sexta-feira (6) o manifesto de 121 entidades empresariais de Santa Catarina em defesa do investimento de R$ 200 milhões do Estado nos lotes 1 e 2 da duplicação da BR-470. O consultor do Conselho de Desenvolvimento Econômico de Rio do Sul (Codensul), Cleber Stassun, entregou o documento a Bolsonaro durante visita a Joinville. Mas a comitiva do Vale do Itajaí não obteve respostas do presidente, que desviou do assunto.

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Os emissários das entidades empresariais estiveram com Bolsonaro em duas oportunidades, ambas de poucos minutos. Na primeira, segundo Stassun, Bolsonaro informou que falaria sobre a BR-470 no evento com empresários, no Norte do Estado. Mas a rodovia não foi mencionada pelo presidente, muito menos o impasse entre DNIT e Secretaria de Estado da Infraestrutura sobre os R$ 200 milhões parados enquanto as obras perdem ritmo por falta de recursos.

Depois do evento, na segunda conversa, Bolsonaro desconversou e disse que o assunto está com o ministro Tarcísio Gomes de Freitas, da Infraestrutura.

— A gente pressionou e cobrou um entendimento, mas ele não quis se comprometer — avaliou Stassun.

Os representantes do movimento também entregaram o manifesto a parlamentares federais catarinenses que estavam em Joinville. O documento, cujas assinaturas foram colhidas às pressas, em apenas três horas, por razão da visita presidencial, defende a aplicação do dinheiro estadual nos lotes que ficam entre Navegantes e Gaspar porque há menos desapropriações atravancando as obras. Mesma posição do governador Carlos Moisés (sem partido), que gostaria de entregar os dois lotes da BR-470 duplicados no primeiro semestre de 2022. Segundo o governo, seria uma forma de justificar o investimento catarinense numa obra que pertence à União.

> Moisés não vai participar da agenda de Bolsonaro em SC

O DNIT, com o apoio do senador Jorginho Mello (PL), sustenta que seria mais proveitoso investir R$ 50 milhões em cada um dos quatro lotes, até Indaial. Desde o dia 21 de junho o convênio entre as partes está na gaveta do diretor-geral do DNIT, Antônio Leite dos Santos Filho.

No dia 17 deste mês, o ministro Tacísio participará de uma audiência pública sobre a queda de braço na Comissão de Infraestrutura do Senado. Até lá, os empresários catarinenses pretendem continuar fazendo pressão para que a duplicação da BR-470 não perca a verba.

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