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Partidos ainda procuram alternativas para as Eleições 2022 em Blumenau

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Por Evandro de Assis
10/10/2021 - 16h43 - Atualizada em: 10/10/2021 - 18h44
Napoleão, Kleinübing e Décio Lima disputaram a eleição majoritária em 2018
Napoleão, Kleinübing e Décio Lima disputaram a eleição majoritária em 2018 (Foto: Divulgação)

A constatação de que as Eleições 2022 serão páreo duro para os candidatos de Blumenau à Assembleia Legislativa e à Câmara Federal, compartilhada na coluna de semana passada, faz partidos e lideranças políticas aventarem duas soluções: atrair nomes novos, de impacto, ou repensar a participação de blumenauenses na eleição majoritária. A um ano da disputa, a avaliação geral é de que a cidade corre o risco de permanecer sub-representada.

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A atração de candidatos ainda não mapeados pelas legendas ocorre em clima quase desanimado. A eleição de 2022 tende a ser adversa para outsiders. Claro, o humor do eleitor pode mudar daqui até a disputa, mas a impressão é de que ele estará menos disposto a aventuras. Dinheiro e estruturas partidárias favorecerão quem já tem história na política.

Sobra a alternativa de reduzir as expectativas de participação na eleição majoritária em nome da representação legislativa. Desistências já têm ocorrido, mas sem que resultem em candidaturas blumenauenses mais parrudas a deputado.

João Paulo Kleinübing (DEM), que concorreu a vice-governador em 2018, não estará na urna desta vez. Discutiu-se uma candidatura à Assembleia, mas o ex-prefeito recolheu o time e vai cursar o doutorado. Odair Tramontin (Novo), antes cotado para o governo, agora fala em Senado — ainda um cargo majoritário, mas no Legislativo.

Décio Lima (PT) vive situação diferente. Será candidato ao governo porque terá a esposa, Ana Paula (PT), na disputa por uma cadeira legislativa. O trabalho estadual que já vem fazendo acabará por beneficiá-la indiretamente. E ainda há a possibilidade de retorno do PT ao Planalto, o que reforçaria a família Lima em Santa Catarina.

Resta, então, Napoleão Bernardes (PSD). O ex-tucano procura brecha para sair candidato ao Senado. Esbarra na concorrência interna no PSD e na possibilidade de afunilamento de candidaturas ao governo. Com Carlos Moisés (sem partido) reforçado politicamente na campanha de reeleição, o número de chapas pode diminuir.

Uma cadeira na Câmara Federal é vista como chance do ex-prefeito reaprumar a carreira. Aliás, Napoleão despontou como jovem promessa em 2010, quando recebeu 55,8 mil votos para deputado federal ainda na condição de vereador. O ex-prefeito faria campanha ao lado do deputado estadual Ismael dos Santos (PSD) e ocuparia o espaço do delegado Rodrigo Marchetti (PSD), que por enquanto prefere esperar até a próxima eleição para vereador, em 2024.

É decisão a ser tomada, provavelmente, às vésperas das convenções.

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