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O que a política de Blumenau tem que a de SC e a do Brasil não têm

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Por Pedro Machado
28/08/2021 - 11h32 - Atualizada em: 28/08/2021 - 11h40
Sintonia entre prefeito e vice não encontra parâmetro no Estado e no governo federal
Sintonia entre prefeito e vice não encontra parâmetro no Estado e no governo federal (Foto: Reprodução, Arquivo pessoal)

A política de Blumenau tem algo que a de Santa Catarina e a do Brasil não têm neste momento: um vínculo harmonioso no topo do poder. Tem chamado a atenção o bom relacionamento entre o prefeito Mário Hildebrandt e a vice Maria Regina Soar, que transparece em eventos e aparições públicas. Hildebrandt não perde a oportunidade de elogiar a aliada de última hora. “Quando dividimos os dias difíceis com alguém parceiro isso fica muito mais fácil”, escreveu recentemente o prefeito nas redes sociais em uma postagem de gratidão. A vice tem exercido papel de protagonismo ao liderar o plano municipal de imunização contra a Covid-19.

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Esse convívio propositivo deveria ser regra entre duplas que se dispõem a governar o que quer que seja, mas nem sempre é assim – o que faz até mesmo o básico se tornar fato meio raro. Não há, por exemplo, sinergia semelhante na esfera estadual. A distante vice Daniela Reinehr não mediu esforços para se manter no posto de Carlos Moisés quando o titular da cadeira foi duas vezes afastado em processos de impeachment. As divergências ideológicas entre ambos sempre foram nítidas. Tampouco existe tamanha reciprocidade em Brasília. O vice-presidente Hamilton Mourão já é praticamente persona non grata na gestão de Jair Bolsonaro.

Alguém poderia dizer que a política municipal é mais simples por envolver um leque menor de atores e interesses e que a proximidade física pode ser um fator preponderante na busca de convergências. Faz sentido. Mas há exemplos na história recente que mostram o contrário. O hoje vereador Jovino Cardoso foi um vice sem expressão – e bem longe dos holofotes – no primeiro mandato de Napoleão Bernardes. O escanteamento do número dois do Executivo à época sugere que a dobradinha vitoriosa em 2012 foi formada mais por conveniência eleitoral, como costuma ser em muitos casos, do que por afinidade de projetos.

Também é verdade que Mário e Maria formam uma dupla que já foi considerada improvável. Em 2018, quando ocupava a secretaria de Saúde, ela entregou o cargo, já com Mário prefeito. Correu nos bastidores da época a tese de que os dois não se bicavam. Na busca pela reeleição, dois anos depois, o Podemos de Hildebrandt encontrou no PSDB um aliado robusto e com a experiência de quem já estava na prefeitura para compor a chapa majoritária. Quando Maria Regina foi a indicada pelos tucanos, houve certa desconfiança pelo suposto histórico de desentendimento entre ambos.

Se havia qualquer diferença, elas parecem estar enterradas. Bom para a política, que ganha quando gestores públicos caminham na mesma direção.

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