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Brasil tem 2º pior ano de desmatamento da Amazônia, afirma Inpe

De agosto de 2020 a julho de 2021, cerca de 8.712 km² de floresta foram derrubados

07/08/2021 - 12h22

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Folhapress
Por Folhapress
Árvore em meio a chamas e muita fumaça, foto tirada do alto
Foto de agosto de 2020 mostra queimada ilegal na região de Novo Progresso no Estado do Pará. De acordo com o Inpe, período de 2020-2021 foi o segundo pior na série histórica recente
(Foto: )

O Brasil teve o segundo pior ano de desmatamento na Amazônia na série histórica recente. Com relativamente pouca diferença, somente o período de 2019-2020 foi mais destrutivo para o bioma.

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Os dados do Deter, do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), apontam que, de agosto de 2020 a julho de 2021, foram derrubados cerca de 8.712 km² de floresta, queda de aproximadamente 5% em relação aos 9.216 km² do período anterior. O histórico recente do Deter tem início em 2015.

A destruição ocorrida em julho deste ano ainda não está completa no sistema do Inpe, devido à ausência, até o momento, do último dia do mês. A inclusão do dia 31 de julho, porém, provavelmente não trará grandes alterações no cenário.

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O Deter é um sistema usado para auxiliar as políticas de controle de desmatamento, mas seus dados também podem ser utilizados para observar as tendências de crescimento ou redução do desmate durante o ano.

O sistema Prodes é o que aponta, anualmente - sempre considerando o período de agosto de um ano até julho do ano seguinte, o que reflete as dinâmicas de destruição e temporadas secas e de chuvas da floresta - as taxas de desmate na Amazônia.

O período 2020-2021 do Deter teve meses com desmatamento elevadíssimo, com quatro deles superando desmates de 1.000 km² e outros dois não muito distantes da marca. Enquanto o desmate se mantinha em níveis elevados, provocando olhares internacionais de preocupação dirigidos ao Brasil, as ações na área ambiental do governo Bolsonaro praticamente não mudaram do ano passado para cá.

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Mais uma vez, o governo apostou na Operação Verde Brasil e entregou o combate ao desmatamento às Forças Armadas, medida criticada por especialistas pelos seus elevados custos -em relação às verbas destinadas ao Ibama, entidade do Ministério do Meio Ambiente especializada em combate a crimes ambientais- e reduzida efetividade, considerando as altas taxas de destruição mensal vistas durante a administração Bolsonaro.

Mesmo sem mostrar resultados expressivos, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) prorrogou até 31 de agosto a chamada GLO (Garantia da Lei e da Ordem) ambiental, que possibilita a atuação militar contra desmatamento. Bolsonaro costuma, desde antes de sua posse, minimizar a importância do desmatamento e das queimadas na Amazônia.

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A mesma linha foi seguida pelo ex-ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, que deixou o cargo no fim de junho, em meio a inquérito no STF (Supremo Tribunal Federal) por operação da Polícia Federal que mira suposto favorecimento a empresários do setor de madeiras por meio da modificação de regras com o objetivo de regularizar cargas apreendidas no exterior.

Salles chegou a afirmar, em 2019, que o Amazônia já tinha desmatamento relativo zero e que não estava longe do desmatamento ilegal zero. Os dados, contudo, apontavam e continuam apontando para outro caminho, com crescimentos sucessivos da derrubada de mata, a maior parte dela praticada ilegalmente.

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