Santa Catarina manteve a segunda colocação no recém-divulgado Ranking de Competitividade dos Estados de 2023, montado a partir da avaliação de 99 indicadores do ano passado divididos entre sustentabilidade ambiental, eficiência da máquina pública, infraestrutura, inovação, potencial de mercado, educação, solidez fiscal, segurança pública, capital humano e sustentabilidade social.

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Esses três últimos pilares foram pontos-chave para o Estado, que viu São Paulo se distanciar na ponta, mas, ainda assim, ganhou folga na vice-liderança, imediatamente à frente de Paraná e Distrito Federal.

O ranking é montado pelo Centro de Liderança Pública (CLP) ao ser atribuída a cada estado uma pontuação de 0 a 100, em um cálculo que dá pesos diferentes a cada pilar de indicadores.

O mais importante deles é o de segurança pública, equivalente a 12,7% da nota final e liderado mais uma vez por Santa Catarina — São Paulo, por sua vez, é apenas o quarto e vê nisso seu maior gargalo.

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— Apenas no começo de 2023 já foram aplicados mais de R$ 80 milhões em equipamentos para as forças de segurança. Estamos também investindo no aprimoramento da qualificação dos nossos servidores da área para melhorar ainda mais esses indicadores. Ou seja, com tecnologia, motivação e a integração teremos um futuro ainda melhor no setor de segurança em Santa Catarina — disse o secretário catarinense Paulo Cezar Ramos de Oliveira, conforme divulgado pela gestão Jorginho Mello (PL).

Em capital humano, que compõe 8,2% do resultado final, Santa Catarina saltou 23 posições de um ano a outro e alcançou a liderança no país na edição de 2023 do ranking.

Dentro desse pilar, destacaram-se os indicadores catarinenses que tratam de empregos formais e inserção de adultos e jovens no mercado de trabalho, que alcançaram 100 pontos cada. Cabe melhora, no entanto, nos que se referem à produtividade e qualificação da mão de obra.

Já no pilar de sustentabilidade social, também liderado mais uma vez por Santa Catarina, o Estado teve destaque nos baixos índices de desigualdade de renda, famílias abaixo da linha da pobreza e mortalidade infantil. Ainda são gargalos, contudo, a busca por equilíbrio racial e acesso a saneamento básico.

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Os desafios para SC avançar no ranking

Santa Catarina obteve uma nota geral de 84,22, uma melhora de 4,97 pontos em relação ao ranking anterior. São Paulo, na liderança, ampliou sua distância de 3,95 para 5,55.

Na comparação com Paraná e Distrito Federal, no entanto, o Estado ampliou sua margem para 12,14 e 15,11 pontos, respectivamente, o que antes estava em 3,98 e 4,75.

Pesaram na nota catarinense as pioras expressivas nos pilares de educação e eficiência da máquina pública. No primeiro caso, Santa Catarina foi apenas o 21º estado brasileiro entre indicadores de avaliação da educação e teve queda nas taxas de frequência dos alunos da educação básica.

Em relação ao outro pilar, os maiores desafios estão em melhorar a eficiência do Judiciário catarinense, a diferença de salários do setor público ao privado e a oferta de serviços públicos digitais.

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O desempenho de SC no ranking de competitividade

Pilar – posição entre estados (variação em relação ao ranking anterior) – nota

  • Capital humano – 1º (+23) – 100
  • Segurança pública – 1º (-) – 100
  • Sustentabilidade social – 1º (0) – 100
  • Eficiência da máquina pública – 3º (-2) – 92,33
  • Infraestrutura – 3º (-1) – 61,9
  • Inovação – 3º (+1) – 82,14
  • Potencial de mercado – 4º (-) – 90,79
  • Educação – 5º (-2) – 73,37
  • Sustentabilidade ambiental – 5º (-1) – 72,59
  • Solidez fiscal – 7º (+8) – 73,24

Desafios do estado em ESG e ODS

Os indicadores averiguados na composição do ranking remetem também aos critérios de ESG (Environmental, Social and Governance), amplamente utilizados pelo setor privado, e aos 17 objetivos do desenvolvimento sustentável (ODS), desenhados pelas Nações Unidas (ONU) com metas para 2030.

Por conta disso, o CLP também monta outros dois rankings, com recortes de ESG e ODS. No primeiro caso, Santa Catarina caiu uma posição, para o terceiro melhor estado do país.

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Pesaram contra os indicadores ruins referentes à transparência das ações de combate ao desmatamento e recuperação de áreas degradadas. Isso também afetou o desempenho catarinense no ranking de ODS, em que o Estado, ainda assim, manteve-se na segunda colocação em relação à edição anterior.

Os resultados repercutiram também na Assembleia Legislativa catarinense (Alesc) em sessão na última quarta-feira (23), dia da divulgação dos rankings pelo CLP e quando foi reinstalada entre os deputados uma Frente Parlamentar em Apoio aos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS).

— Estamos muito bem colocados, porém estamos com alguns desafios e temos de chamar a atenção do governo para uma ação conjunta para enfrentar esses temas em que somos piores — avaliou na ocasião o deputado estadual Fabiano da Luz (PT), que coordena a frente, segundo divulgado pela Alesc.

O CLP também divulgou nesta semana um ranking de competitividade dos municípios, em que Santa Catarina também teve destaque ao contar com Florianópolis na primeira posição.

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