O jovem encontrado morto em uma mala na Praia do Santinho, em Florianópolis, no final de dezembro de 2025, identificado como Alberto Pereira de Araújo, de 29 anos, dividiu apartamento com Matheus Vinícius Silveira Leite, de 27 anos, principal suspeito pela morte da morte da corretora gaúcha Luciani Aparecida Estivalet Freitas, que morava no mesmo residencial.
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Uma perícia foi feita no apartamento onde o crime teria ocorrido na última quarta-feira (15). Porém, nada de relevante foi detectado no local, conforme o delegado Alex Bonfim, responsável pela investigação. Os dois dividiram o apartamento por poucos meses em 2025, até pouco antes do jovem ser encontrado morto em uma mala.
Os dois homens eram de Laranjal Paulista, cidade do interior de São Paulo, segundo a Polícia Civil. Em depoimento à Polícia Civil na última quinta-feira (9), Matheus negou envolvimento com o crime da mala. Ele afirmou que conhecia Alberto “apenas de vista”.
Alberto foi encontrado morto e esquartejado dentro de uma mala no dia 28 de dezembro. A identificação dele só ocorreu em março, na esteira do caso de Luciani, após a Polícia Civil obter informações e uma foto de Alberto com moradores antigos do residencial. A corporação apura indícios de que as mortes de Alberto e de Luciani sejam relacionadas.
Suspeito está preso no RS desde 13 de março
Matheus Vinícius Silveira Leite está preso desde o dia 13 de março na Cadeia Pública de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. Ele foi preso na cidade de Gravataí, no estado vizinho, ao tentar fugir junto com a companheira durante as investigações pela morte da corretora Luciani. A mulher de 30 anos também foi presa.
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O suspeito estava foragido desde 2022 por suposto envolvimento na morte do dono de uma padaria em Laranjal Paulista. O homem tinha 65 anos e foi baleado na cabeça enquanto abria o estabelecimento.
Depois do crime, ele fugiu usando um transporte e adotou o nome falso “John Ricce”. Atualmente, ele morava na mesma pousada que Luciani e Alberto.
Por que a identificação de Alberto demorou?
Alberto estava desaparecido desde dezembro de 2025 e teve o corpo encontrado dentro de uma mala no dia 28 do mesmo mês. O sumiço dele não havia sido registrado pela família, natural de São Paulo, já que Alberto e os familiares não tinham contato próximo há algum tempo.
A identificação do jovem levou tempo porque não houve correspondência com registros de pessoas desaparecidas e, por consequência, nenhum reconhecimento de familiares ou pessoas próximas. No entanto, policiais conseguiram informações e uma foto de Alberto com moradores antigos da pousada, o que fez com que fosse possível avançar na identificação.
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O investigado pela morte de Luciani e, também, pela morte de Alberto, estava foragido desde 2022 por ser suspeito de matar a tiros o dono de uma padaria em Laranjal Paulista. O homem tinha 65 anos e foi baleado na cabeça enquanto abria o estabelecimento.
Depois do crime, ele fugiu usando um transporte e adotou o nome falso “John Ricce”. Atualmente, ele morava na mesma pousada que Luciani e Alberto. O homem foi preso em Gravataí, no Rio Grande do Sul, junto com a companheira, em uma tentativa de fuga após a morte de Luciani.
O que falta para que os crimes sejam relacionados?
Segundo a Polícia, apesar ainda faltam outros indícios para que as mortes de Alberto e de Luciani sejam relacionadas. A investigação sobre a morte da corretora gaúcha ainda não foi concluída e continua sendo conduzida pela Delegacia de Roubos e Antissequestro da Diretoria Estadual de Investigações Criminais, com o caso sendo investigado como latrocínio.
Relembre o caso Luciani
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