Os instrutores responsáveis pelo salto de rope jump de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, na Ponte do Esqueleto, em Limeira, São Paulo, “ficaram pálidos” após terem percebido que a lançaram sem a corda principal de segurança. É o que testemunhas ouvidas pela Polícia Civil disseram em depoimento na investigação sobre a morte da jovem.
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Luis Felipe Feliciano Egoroff, Maicon Fernandes Cintra e Vitor de Freitas Gonçalves estão presos e foram indiciados por homicídio com dolo eventual. Conforme informações do g1, as testemunhas afirmaram que o trio entrou em estado de choque, com as mãos na cabeça sem saber explicar o que tinha acontecido.
Uma das testemunhas afirmou que desceu até a base da ponte assim que a tragédia aconteceu, e que ficou com a vítima até o momento que a enfermeira, que também iria realizar o salto de rope jump, chegou ao local para prestar os primeiros socorros. Neste momento, a jovem ainda estava viva, mas com sinais vitais fracos.
A enfermeira, então, retirou o equipamento de segurança de Maria Eduarda, que deveria ter a corda acoplada, para conseguir realizar a massagem cardíaca. Outra profissional de saúde também estava no local e disse que pediu um guarda chuva para proteger o corpo da jovem.
O que é o rope jump
O rope jump é uma modalidade de salto em altura na qual a pessoa se lança de uma plataforma, ponte ou estrutura elevada presa a um sistema de cordas e equipamentos de segurança. Diferentemente do bungee jump, em que a corda elástica fica conectada ao praticante durante toda a queda, o rope jump utiliza cordas de escalada e técnicas específicas para controlar o movimento e amortecer a queda.
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Câmera foi retirada por um dos suspeitos
A câmera que Maria Eduarda segurava foi retirada por um dos suspeitos presos após o salto. Segundo testemunhas, o momento em que João Antônio Pivetta Ribeiro da Silva tira a câmera do braço da vítima foi gravado.
— Eu vi ele retirando a câmera. Ele até puxou ela, tipo assim, sabe, para poder tirar a corda do ombro ela […] Ele tirou a câmera, não conferiu o sinal vital dela — disse a testemunha.
Instrutores trocaram de roupa antes de fuga
Testemunhas também apontaram que os instrutores e outros integrantes do grupo responsável pelo salto tiraram o uniforme e trocaram de roupas para tentar sair do local. João e Gabriel conseguiram fugir, enquanto outros foram para uma área verde.
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Uma mulher viu alguns funcionários colocando os equipamentos em um carro e tentando esconder o uniforme que identificava a empresa. O helicóptero da Polícia Civil foi acionado para encontrar e abordar os envolvidos. Todos negaram qualquer tentativa de fuga, enquanto um deles afirmou que trocou de roupa por ter se sujado no primeiro salto do dia.
Pessoas que aguardavam para saltar filmaram a queda
Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, morreu após cair durante um salto de rope jump na Ponte do Esqueleto, em Limeira, no interior de São Paulo, no sábado (13). Segundo as investigações, a estudante participava da modalidade “aviãozinho” quando não teria sido conectada corretamente ao sistema de segurança.
Um vídeo que circula nas redes sociais mostra o momento em que funcionários carregam a jovem até a plataforma. Em seguida, ela é lançada e, poucos segundos depois, é possível ouvir pessoas gritando frases como “a corda” e “gente, a corda”.
Os três instrutores foram presos em flagrante após o acidente e, posteriormente, tiveram suas prisões convertidas para preventivas. O caso é investigado pela Polícia Civil, que apura possíveis falhas nos procedimentos de segurança adotados pela equipe responsável pela atividade.
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