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Tragédia

Professora morta em ataque a creche no Oeste de SC era prima de dupla sertaneja de Blumenau

Dupla fez publicações nas redes sociais lamentando a perda

05/05/2021 - 06h32 - Atualizada em: 05/05/2021 - 08h45

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Brenda
Por Brenda Bittencourt
Professora Keli Adriane Aniecevski, é uma das vítimas do ataque em Saudades
Professora Keli Adriane Aniecevski, é uma das vítimas do ataque em Saudades
(Foto: )

A professora Keli Adriana Aniecevski, de 30 anos, que foi morta no ataque a creche em Saudades, no Oeste de Santa Catarina nesta terça-feira (4), era prima da dupla sertaneja de Blumenau, Téo e Edu. Nas redes sociais, os cantores lamentaram a perda e lembraram de como era a familiar.

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“A Keli era uma pessoa de sorriso cativante, cheia de vida, com tantos sonhos que agora não poderão mais se tornar realidade”, escreveu a dupla.

Em entrevista ao G1 SC, Téo contou que os pais da professora estão em choque com o que aconteceu na pequena cidade de cerca de 10 mil habitantes.

— Meus tios estão inconsoláveis. A maneira como tudo aconteceu é muito forte. Ficam boas lembranças. Ela adora o que fazia, adorava trabalhar na escola e ser professora — afirmou o cantor.

Ele ainda conta que, mesmo com a distância entre Blumenau e Saudades, a família tinha contato frequente pelas redes sociais e, antes da pandemia, a dupla também se apresentava na região onde ocorreu o ataque.

Keli foi uma das cinco vítimas mortas em Saudades. Além dela, a agende educacional Mirla Renner e três crianças com menos de dois anos de idade foram assassinadas por Fabiano Kipper Mai. O autor do crime está preso.

O ataque

Um homem de 18 anos entrou na creche armado com uma espada. Segundo o delegado Jerônimo Marçal, o agressor teria atacado a professora Keli na entrada na escola. Ela então correu para a sala onde estavam quatro crianças, todas menores de dois anos.

Além deles, o suspeito atacou uma agente de saúde que fazia um trabalho no local no momento do crime. A morte dessa profissional também foi confirmada pela Polícia Militar de Chapecó.

Em entrevista à NSC TV, ele relatou que a Polícia Civil já foi até a casa do autor do crime e que lá teria encontrado "objetos estranhos". Ele não especificou o que seriam, mas reforça que os agentes trabalham com a possibilidade de que seria um crime isolado.

Com informações de G1 SC.

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