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Reações da vacina contra Covid: entenda como acontecem

Professor de imunologia da UFSC explica que as reações mais comuns são febre, dor muscular e inchaço no local da injeção

11/06/2021 - 15h54 - Atualizada em: 11/06/2021 - 16h16

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Diane
Por Diane Bikel
A vacinação contra a Covid-19 no Brasil começou em janeiro deste ano
A vacinação contra a Covid-19 no Brasil começou em janeiro deste ano
(Foto: )

A aplicação da vacina contra a Covid-19 tem provocado dúvidas sobre seus efeitos colaterais. Por esse motivo, o Diário Catarinense conversou com um especialista em imunologia da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) para explicar as reações corporais mais comuns após a aplicação da primeira dose.

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As reações mais corriqueiras, de acordo com o professor de imunologia da UFSC, André Báfica, são febre, dor no corpo, dor muscular e inchaço no local da injeção:

- Em qualquer vacina incluímos compostos chamados de "adjuvantes", que é a maneira de ativar o sistema imune e aumentar a potência da vacina. Quando o sistema imune é ativado, acontece uma inflamação localizada. Algumas vezes, essa inflamação é traduzida como um conjunto de sintomas, que podem ser febre por exemplo, ou então dores musculares.

Segundo Báfica, se os sintomas não aparecem, não é sinal de que a vacina não está funcionando.

- Isso pode variar de pessoa para pessoa. Há muito tempo, sabemos que as vacinas induzem respostas inflamatórias e, quando o sistema imunológico é ativado, pode se transformar em febre e dor no corpo. Algumas vezes pode parecer uma síndrome gripal passageira - explica o especialista.

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Entenda as diferenças das vacinas

O imunologista André Báfica explica que as três vacinas usadas no Brasil são fabricadas de forma diferente.

Coronavac: é produzida com o vírus inativado. Forma mais antiga de produção de vacinas virais.

AstraZeneca: é produzida com um vetor viral 'vivo', chamado de adenovírus. Apesar de 'vivo', ele é inofensivo e não tem o poder de se replicar. O vírus, de acordo com o imunologista, pode causar um quadro similar a uma síndrome gripal. O organismo identifica o vírus e ativa o sistema imunológico.

Pfizer: a Pfizer utiliza uma parte do genoma do vírus em forma de uma molécula de RNA mensageiro. Essa molécula leva uma mensagem até as células para que elas criem uma defesa contra o vírus.

O imunologista explica que nenhuma das vacinas possui o vírus da Covid-19 'vivo' na produção.

- As reações podem ser leves, moderadas ou graves. Porém, a maioria tem reações leves ou não tem reações - afirma.

André ainda alerta para os cuidados com alergias.  

- A vacina da febre amarela é produzida em ovos embrionados de galinhas. Existem pessoas que possuem alergias a proteínas dos ovos e, nestes casos, algumas precauções devem ser tomadas. Nesse sentido, podem existir pessoas que tenham reação alérgica a algum composto colocado nas vacinas contra a Covid-19. Assim, é necessário que quem tem algum quadro alérgico, saiba os compostos de cada uma das vacinas para entender qual é melhor para ser tomada. 

André diz que as dúvidas, nesse caso, podem ser levadas aos postos de saúde.

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Importância da vacina

A vacina, fabricada para proteger a sociedade de um vírus, precisa ser tomada por todos. Segundo o imunologista, é preciso imunizar toda a população para que a pandemia acabe e não entre em uma nova fase.

A Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina (DIVE/SC) acompanha todos os possíveis casos de evento adverso pós-vacinação de todas as pessoas que estão sendo vacinadas.

Em nota, o órgão explica que os sintomas podem ocorrer com qualquer vacina. “Até o momento, os casos analisados pela Diretoria estão sendo considerados muito comuns ou comuns e de leve a moderada intensidade, com o aparecimento de dor no local da aplicação como principal queixa e também alguns relatos de dor no corpo e dor de cabeça”, escreveu a Dive.

“Como as vacinas contra o novo coronavírus são recentes, esse acompanhamento é fundamental”, completou o órgão.

*Sob supervisão de Vinícius Dias

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