nsc
nsc

Investimentos

Renda fixa e renda variável: quanto investir em cada uma?

Confira dicas de especialista para diversificar a carteira de investimentos e aproveitar as oscilações do mercado financeiro

28/04/2022 - 16h07

Compartilhe

Estúdio
Por Estúdio NSC
NSC - Investe Mais - Renda fixa e variável
Perfil de risco vai direcionar para onde destinar a maior parte dos investimentos.
(Foto: )

Enquanto não inventarem uma forma de prever o futuro, não há como garantir fórmulas de sucesso para quem opera no mercado financeiro. Se não há como fugir da volatilidade do cenário econômico, o que resta aos investidores é traçar estratégias para prevenir e aproveitar essa oscilação.

Especialistas em investimentos indicam que a melhor maneira de se beneficiar do arranjo desse sistema é diversificar a carteira.

— Uma carteira diversificada de investimentos é o que chamamos da arte em combinar a renda fixa junto a renda variável em uma mesma carteira ou aplicação, sempre respeitando o perfil de investimento de cada pessoa — explica o analista de investimentos da Warren, Jhonatan Hornburg.

Investir em mais de um ativo ao mesmo tempo significa mais chance de encontrar um equilíbrio e não perder tanto caso algum deles sofra desvalorização. A função da carteira de investimentos diversificada é diminuir os riscos e aumentar a probabilidade de rentabilidade, o que na prática significa mais segurança para os investimentos.

— A principal vantagem da diversificação é você ficar exposto em diferentes tipos de ativos, no qual você pode acabar equilibrando a carteira, ter uma proteção. Pois, enquanto ativos de renda variável terão oscilação, a renda fixa vai ser o equilíbrio da carteira, e em momentos favoráveis à renda variável, a rentabilidade dos investimentos vai aumentar — ressalta o especialista.

Contudo, vale lembrar, principalmente aos iniciantes, da importância da reserva de emergência, já que não é possível prever quando iremos precisar dela. Jonathan orienta:

— O primeiro investimento de qualquer pessoa, deve ser a construção de uma reserva de emergência, que precisa sempre estar alocada em um investimento de baixo risco e alta liquidez. Depois da construção da reserva de emergência, podemos dar os próximos passos no mercado financeiro e aos poucos conhecendo os diversos tipos de produtos que o englobam.

Reduzir perdas e aumentar o patrimônio

Para a estratégia funcionar é fundamental estar alinhada com o perfil do investidor e seus objetivos.

— Cada investidor precisa de um perfil personalizado à sua realidade. É necessário primeiramente entender quais são os objetivos dele, qual o prazo que teremos para essas aplicações e o perfil de risco do cliente, porque dessa maneira será possível indicar os produtos que mais se encaixam na sua necessidade — explica Jonathan.

Dessa forma, para equilibrar os investimentos da carteira, é fundamental definir o perfil do investidor de acordo com a tolerância a riscos e as expectativas com o tempo de liquidez, bem como os objetivos na hora de investir. Assim, os investidores podem ser classificados em 3 principais grupos: perfil conservador, perfil moderado e perfil arrojado.

Tratando como critério na diversificação de carteiras, de maneira simplificada, quanto mais conservador o perfil do investidor, maior a concentração de investimentos em renda fixa — devido à maior previsibilidade de rentabilidade e liquidez. E ao contrário, quanto mais arrojado o perfil do investidor, quanto maior a predisposição a riscos, maior será a concentração de ativos de renda variável. O perfil arrojado, à primeira vista, traz mais chances de ganhos, mas a chance de perdas também aumenta por conta do maior risco.

Independentemente do perfil, o especialista recomenda que haja diversificação dos ativos na carteira.

— Para estipular a proporção é preciso entender o cliente. Geralmente, para aqueles com perfil conservador, é recomendável a aplicação apenas em ativos de renda fixa. Já do moderado ao arrojado, a exposição em renda variável é aumentada gradativamente. Mas mesmo no perfil arrojado a diversificação em ativos é necessária. Por exemplo, não é aconselhável que um investidor de ações aplique seu patrimônio somente em uma mesma empresa ou em empresas de um mesmo setor — ressalta Jhonatan.

Renda fixa e variável - NSC - Investe mais
Diversificar os investimentos é uma estratégia recomendada pelos especialistas.
(Foto: )

Outros critérios da diversificação de carteiras

A proporção aplicada em cada ativo, já considerando a divisão entre renda fixa e variável, deve considerar também o fator de diversificação de segmentos. Até mesmo os investimentos de renda fixa tem seus riscos. Todas as negociações estão sujeitas a diversas variáveis socioeconômicas. Ainda que algumas sejam mais previsíveis que outras, todas possuem certa volatilidade de acordo com o nicho de mercado que o ativo está inserido.

O especialista da Warren cita um exemplo de diversificação dentro de uma carteira de renda fixa.

— Mesmo para clientes conservadores que querem apenas renda fixa, é possível ter uma diversificação entre produtos pré-fixados, pós-fixados e os que são atrelados à inflação (IPCA) — aponta Jonathan, que completa:

— Dentro da renda variável é possível ter uma carteira diversificada em ações brasileiras e ações de empresas listadas fora do Brasil (BDRs), mas a volatilidade será bem elevada, pois são ainda mais suscetíveis às variáveis da economia.

Jhonatan alerta que ficar exposto apenas a um tipo de produto, principalmente de renda variável, pode provocar uma oscilação na carteira muito alta.

> 5 motivos para contar com um planejador financeiro

Como a diversificação de carteiras atua na precaução destes imprevistos, a dica de especialistas é ter cuidado na escolha dos ativos correlacionados. Funciona mais ou menos como a metáfora da laranja podre no cesto. Isto é, diversificar os investimentos que rendem em cenários diferentes é uma forma de evitar grandes perdas caso o segmento sofra alguma influência negativa. Da mesma forma, cenários diferentes também podem proporcionar maiores chances de exposição a influências positivas.

Contudo, apesar da diversificação de cenários e segmentos ser uma boa estratégia, é preciso ter cuidado para não pulverizar demais os investimentos. Espalhar muito pode deixar as ações sem força suficiente para renderem proporcionalmente em equilíbrio. Contar com a ajuda de um especialista nesta hora pode ser fundamental para não se perder na estratégia.

Especialista estrategista

Diversificar os investimentos é uma das estratégias mais eficazes, segundo os especialistas, para ter segurança e rentabilidade nas aplicações. Seja na formação da reserva de emergência ou nos investimentos visando objetivos de curto, médio e longo prazos, diversificar as aplicações se mostra uma opção bastante assertiva.

As aplicações de renda fixa e renda variável apresentam, por lógica, características e finalidades distintas, e orientadas para perfis específicos de investidores, por isso, alerta o especialista da Warren, é necessário antes de tudo entender o seu perfil de investimento, para entender o quanto de renda fixa e o quanto de renda variável é possível ter na carteira.

E para que você faça as escolhas certas na sua jornada de investidor, a Warren conta com um time de especialistas preparados para orientar você. Clique e conheça os atributos da Warren.

Leia também

Quando é o momento certo para vender ações?

Comece a investir e multiplique seus rendimentos; veja como

Como a guerra entre Rússia e Ucrânia afeta os investimentos?

Colunistas