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SC tem 22 equipamentos israelenses que ajudaram a resolver caso Henry

UFEDs permitem que os peritos possam fazer uma verdadeira varredura nos aparelhos celulares, mesmo os bloqueados por senha ou criptografados

12/04/2021 - 15h30 - Atualizada em: 12/04/2021 - 16h00

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Por Fabrício Vitorino
UFED, equipamento israelense usado para extração de dados de aparelhos celulares, fundamental pare resolver o caso Henry, no RJ, já está disponível para uso nas investigações em todas as gerências do IGP/SC
UFED, equipamento israelense usado para extração de dados de aparelhos celulares, fundamental pare resolver o caso Henry, no RJ, já está disponível para uso nas investigações em todas as gerências do IGP/SC
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O UFED, equipamento israelense usado para extração de dados de aparelhos celulares, fundamental pare resolver o caso Henry, no RJ, já está disponível para uso nas investigações do Instituto Geral de Perícias de Santa Catarina (IGP/SC). Ao todo, são 22 unidades - 20 UFED Touch 2 e 2 UFED 4PC (que conecta direto ao computador, sem o tablet).

A adoção da plataforma, fabricada pela empresa israelense Cellebrite, é fruto de investimentos que começaram em 2015, quando Santa Catarina recebeu dois equipamentos (com licença válida por três anos) da SENASP. As licenças foram renovadas em 2018 e, no final de 2020, o IGP adquiriu outras quatro.

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Em 2021 o IGP recebeu oito do MPSC e, além disso, de 2016 em diante, algumas unidades do IGP conseguiram, via alinhamentos com o Poder Judiciário, receber os equipamentos também. Com a soma de todas as ações, o IGP sai de 2 equipamentos em 2015 para 22 equipamentos disponíveis à perícia em 2021. O custo médio de cada aparelho - que oscila muito em função do dólar - fica em torno de R$ 200 mil, ainda segundo o IGP/SC.

Os UFEDs permitem que os peritos possam fazer uma verdadeira varredura nos aparelhos celulares, mesmo os bloqueados por senha ou criptografados. O aparelho também é capaz de detectar todos os rastros deixados. E, com a geolocalização, por exemplo, é possível até mesmo traçar as rotas feitas pelo usuário.

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Vale lembrar que os UFEDs não conseguem extrair dados de aplicativos, como o WhatsApp e o Telegram. A criptografia usada nas plataformas impede que até mesmo dispositivos com tecnologia de ponta e de última geração consigam ver ou ouvir o conteúdo das mensagens. Porém, backups fora dos apps – ou prints (fotos das telas) são perfeitamente possíveis de ser recuperados e usados nos inquéritos.

Perito criminal André Bittencourt Martins, de Criciúma, e perito criminal Tiago Petry, diretor do Instituto de Criminalística do IGP/SC
Perito criminal André Bittencourt Martins, de Criciúma, e perito criminal Tiago Petry, diretor do Instituto de Criminalística do IGP/SC
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Atualmente, a informática forense representa 20% da demanda pericial do Instituto de Criminalística em Santa Catarina. Somente em 2020, foram mais de 5 mil exames realizados.

Segundo o diretor do Instituto de Criminalística do IGP, perito Tiago Petry, as perícias em informática forense representam, atualmente, a maior demanda por exames periciais no Instituto de Criminalística do IGP. “O IGP planejou e agora executa esse importante passo em direção à padronização e modernização para a perícia criminal na área de informática forense”, destaca.

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