Empresa de Timbó que fornece para o setor automotivo já olha a crise pelo retrovisor

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Alex Marson, CEO do Grupo Rudolph: receita recorde nos primeiros nove meses de 2021 (Foto: Divulgação)

Depois de um 2020 duro para os negócios em geral, o Grupo Rudolph, que tem sede em Timbó, já olha pelo retrovisor a crise econômica desencadeada pela pandemia do coronavírus. Dono de três empresas – Rudolph Usinados, Rudolph Fixações e USITIM – que fornecem peças e componentes especialmente para a indústria automotiva, acumulou receita operacional líquida de R$ 137,6 milhões entre janeiro e setembro. O salto é de 100,4% sobre o resultado do ano passado e também representa um novo recorde para o período.

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O avanço expressivo se deve muito à base deteriorada de 2020, quando as receitas foram de cerca de R$ 68 milhões, impactadas pela emergência sanitária. Mas ainda assim representa um salto significativo frente ao desempenho de 2019, no cenário pré-pandemia, quando as vendas nos primeiros nove meses somaram R$ 92 milhões.

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O CEO Alex Marson credita o resultado a três fatores: a migração para uma proposta de maior valor agregado, o repasse de custos da inflação (que tem impacto no preço final de venda) e um reposicionamento estratégico. 

Até dois anos atrás, o carro-chefe da empresa era o setor automotivo leve (os veículos de passeio), mas o cenário se inverteu. Hoje as receitas para os segmentos pesado e agrícola, que sofreram menos na crise, já representam 35%, a maior fatia do faturamento.

O Grupo Rodolph planeja, para os próximos anos, crescimento orgânico e inorgânico, revela Marson. Por inorgânico entende-se parcerias e até mesmo compras de outras empresas. No exterior, a companhia já conta com uma unidade na Eslováquia.

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