nsc
nsc

Saúde infantil

Obesidade infantil: conheça as causa e veja como prevenir a doença

Compartilhe

Carol
Por Carol Bandeira
26/07/2021 - 13h30
Obesidade infantil aumenta em 50% o risco de ser obeso na vida adulta
Obesidade infantil aumenta em 50% o risco de ser obeso na vida adulta (Foto: Reprodução/ Divulgação)

Já houve o tempo em que criança gordinha era sinônimo de saúde. Décadas atrás, isso acontecia porque as mães e avós preocupavam-se pelo fato de as crianças desnutridas serem mais vulneráveis a infecções (muito comuns naqueles tempos). Mas hoje tudo mudou, as doenças infecciosas foram relativamente controladas e os avanços das tecnologias trouxeram um aumento enorme de opções de fast-foods, doces, guloseimas e um sem fim de alimentos industrializados que contribuem para a obesidade infantil.

> Receba as principais notícias de Santa Catarina pelo Whatsapp

O uso de televisão, que antes tinha que ser dividido entre todos os membros da família passou para um momento em que cada um tem a sua própria TV, celular, tablet e toda tecnologia que aparecer no mercado. 

Os parquinhos e ruas cheios de crianças brincando e queimando energia, foi substituído por horas a frente das telinhas, e as refeições feitas em família com todos à mesa foi substituída pelo consumo de alimentos na frente das telas, reduzindo a atenção plena na alimentação e a manutenção de tradições culturais atreladas à alimentação. Todas essas mudanças têm levado a um aumento significativo nas taxas de excesso de peso e obesidade infantil.

Mais da metade da população brasileira está acima do peso

Segundo o mapa da obesidade da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica, na região Sul do Brasil, o excesso de peso atinge 5,6 a cada 10 adultos, 3,5 a cada 10 crianças com idade entre 5-9 anos e 2,5 a cada 10 crianças com idade entre 10-19 anos. No que se refere a obesidade, pelo menos 1 a cada 10 crianças já se encontram nesse estado no Brasil. Por que que esses dados são alarmantes? 

As consequências da obesidade infantil

Uma criança obesa ou com excesso de peso tem 50% mais chance de ter obesidade na vida adulta quando comparada a uma criança com o peso adequado.

A obesidade infantil está relacionada com maiores riscos de diversas doenças crônicas limitantes, tanto na infância quanto na vida adulta, como:

Hipertensão arterial

Diabetes tipo 2

Cardiopatias

Colesterol elevado

Problemas nas articulações

Redução da qualidade de vida

> Terapia alimentar: entenda como tratar o transtorno que atinge até 89% das crianças autistas

Como prevenir a obesidade infantil

A responsabilidade de prevenir a obesidade infantil está nos pais, e existem alguns momentos-chave para prevenção desse mal:

A responsabilidade de prevenir a obesidade infantil está nos pais
A responsabilidade de prevenir a obesidade infantil está nos pais
(Foto: )

Na gestação

Realizar um pré-natal adequado e ganhar peso dentro do recomendado ao longo da gestação, são passos fundamentais para prevenção da obesidade infantil. Estudos comprovam que mães que engordam muito na gravidez, apresentam um risco 80% maior de ter filhos com excesso de peso na infância.

Amamente seu bebê

A amamentação, além de trazer proteção imunológica e de nutrir o seu bebê, é responsável pela prevenção da obesidade infantil e na vida adulta. É realmente um líquido de ouro. Por isso, a Organização Mundial da Saúde recomenda que os bebês sejam amamentados até os dois anos de idade ou mais.

> Kombucha: conheça os benefícios da bebida milenar chinesa

Na introdução alimentar

Introduzir alimentos antes dos seis meses do bebê e ofertar açúcar e alimentos ultraprocessados antes dos dois aninhos de vida aumenta significativamente o risco da criança se tornar obesa ou ter excesso de peso na infância. Por isso é tão importante realizar uma correta introdução alimentar e manter uma alimentação equilibrada e balanceada ao longo da infância.

Entre os 5-6 anos

Limite o tempo de telas e vídeo-games e incentive seu filho a brincar ao ar livre e praticar atividade física, uma atividade que ele goste de fazer.

Evite proibições alimentares, mas mantenha uma rotina alimentar saudável na sua casa, sem disponibilizar alimentos ultraprocessados na despensa.

Prepare refeições coloridas e mesmo que seu pequeno se recuse a comer, mantenha as cores no prato (5 cores é o ideal), sem forçar ou obrigar a comer tudo. Respeite o apetite do seu pequeno.

> Frango ou carne bovina: qual é a melhor opção?

Comer em família e de forma equilibrada é o melhor exemplo que os pais podem dar para os seus filhos, crianças aprendem com os seus cuidadores.

Não faça seu filho entrar em uma dieta restritiva, porque não será saudável para ele. É importante procurar um nutricionista que possa guia-los na modificação dos hábitos alimentares de uma forma equilibrada.

Pense em tudo o que você pode fazer hoje para garantir a saúde do seu filho ao longo da vida. No futuro ele agradecerá!

Vamos juntos nutrir com amor as futuras gerações!

Leia também

Conheça os 16 animais mais estranhos e raros vistos em SC

Constipação na gestação: alimentação saudável e consumo de água podem auxiliar na melhora do quadro​​

Nevascas históricas em Santa Catarina; veja fotos e quando aconteceram

Efeitos colaterais da astrazeneca; veja os sintomas mais relatados

Carol Bandeira

Colunista

Carol Bandeira

Mãe de 3, especialista e uma das referências no país em nutrição materno-infantil. É empreendedora, docente e pesquisadora. Ajuda pais e nutricionistas a nutrir com amor as futuras gerações.

siga Carol Bandeira

Carol Bandeira

Colunista

Carol Bandeira

Mãe de 3, especialista e uma das referências no país em nutrição materno-infantil. É empreendedora, docente e pesquisadora. Ajuda pais e nutricionistas a nutrir com amor as futuras gerações.

siga Carol Bandeira

Mais colunistas

    Mais colunistas