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    Novo pedido de impeachment de Moisés cita compra de respiradores e inclui a vice-governadora

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    Por Dagmara Spautz
    10/08/2020 - 14h08 - Atualizada em: 10/08/2020 - 15h47
    Governador Carlos Moisés sofre novo pedido de impeachment
    Governador Carlos Moisés sofre novo pedido de impeachment (Foto: Ricardo Wonffenbuttel, Secom)

    O advogado Leonardo Boerchadt, de Florianópolis, apresentará nesta segunda-feira (10) à Assembleia Legislativa (Alesc) um novo pedido de impeachment do governador Carlos Moisés e da vice-governadora, Daniela Reinerh. O documento aponta supostos crimes de responsabilidade no reajuste dos procuradores estaduais – assunto que já é abordado no primeiro pedido de impeachment – e também em ações de governo na gestão da pandemia.

    O processo cita o caso dos 200 respiradores, comprados por R$ 33 milhões com pagamento antecipado, e a contratação do hospital de campanha de Itajaí, que não foi efetivada. São mais de 80 páginas no total.

    > Relator da CPI diz que governador Carlos Moisés "mentiu" e "demorou a agir"

    > Upiara: TJ-SC suspende tramitação do impeachment de Moisés

    Boerchadt organizou o documento com um grupo de juristas, a pedido de entidades catarinenses que ele prefere não revelar antes do protocolo oficial. Um nome veio à tona – o do empresário Hélio Bairros, presidente do Sindicato das Indústrias da Construção Civil (Sinduscon) de Florianópolis.

    À coluna, Bairros disse que assina o pedido de impeachment enquanto empresário catarinense, ou seja, não se trata de uma ação do Sinduscon.

    - Assino como pessoa física, insatisfeito com corrupção e falta de cuidado com o dinheiro público – afirmou.

    Ele acrescentou, no entanto, que outras entidades endossam o processo, assim como empresas e advogados do Estado. A lista de signatários deve ser divulgada após o protocolo oficial.

    O novo pedido chama atenção por incluir a vice-governadora Daniela Reinerh, o que é incomum nesse tipo de processo. O pedido de impeachmet apresentado pelo defensor público Ralf Zimmer, que caminhou na Alesc e foi suspenso por decisão do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC), era até então o único a tramitar no Legislativo que também incluía a vice.

    - Há responsabilidades determinadas pela Constituição que não foram cumpridas (pela vice-governadora) – avalia Boerchadt.

    O Governo de Santa Catarina ainda não se manifestou sobre o novo pedido de impeachment.

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