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Empresa de SC vai vender cosméticos veganos e hipoalergênicos para o exterior

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Por Estela Benetti
10/09/2018 - 06h05 - Atualizada em: 10/09/2018 - 06h05
Divulgação

Entre as empresas que são convidadas a levar seus produtos ao exterior em função da qualidade está a Biozenthi, produtora de cosméticos veganos de Criciúma. Fundada em 2010 pelo biólogo Márcio Accordi, a empresa está finalizando procedimentos para iniciar exportações para a Austrália e prevê os primeiros embarques em cerca de dois meses. Logo após, exportará também para a Nova Zelândia e Japão. Numa segunda etapa, o plano é entrar na Europa, depois nos EUA. 

Accordi explica que essa ida ao exterior ocorre por insistência de pessoas que conheceram os produtos no Brasil. Chamou a atenção delas o fato de serem hipoalergênicos, sem glúten, sem parabeno e sem matéria-prima animal. 

– Eu pesquiso muita botânica por ser biólogo e geneticista. Vou para o laboratório e desenvolvo produtos à base de plantas – conta o empresário, que entrou neste mundo de cosméticos naturais para fazer produtos anticâncer e para a pele. 

As vendas na Austrália e Nova Zelândia serão por meio de uma joint venture, da qual Accordi será um dos sócios com 50% do capital. E os produtos Biozenthi que serão vendidos no exterior terão que ser aprovados pelos órgãos reguladores de cada país, mas são processos mais rápidos que no Brasil. Entre medicamentos, shampoos e cosméticos, o laboratório de Criciúma tem 60 itens. O tipo de produto já motivou até um convite do consulado da Suíça no Brasil para a instalação de fábrica no país, com incentivos financeiros e fiscais. Ter unidade na Europa está nos planos de Accordi porque a maioria das matérias-primas que usa – de 80% a 85% – é importada da Espanha, Inglaterra, Alemanha, Japão e EUA. Do país são usados somente os extratos botânicos, explica ele. Além disso, há expectativas elevadas de vendas. 

No Brasil, a Biozenthi está presente nas regiões Sul e Sudeste e está indo para as demais. Mas as exportações sinalizam um maior faturamento. Acostumada a crescer mais de 100% ao ano, a Biozenthi teve expansão menor com a crise: 36% em 2016 e 48% no ano passado. Além dos esforço próprio, a empresa teve assessoria do Sebrae e da Unesc. 

Do software à biotecnologia

O empreendedorismo sempre foi a marca da trajetória de Márcio Accordi. Tinha uma empresa de software e migrou para a biotecnologia seguindo orientação de um consultor argentino que, durante um curso, falou que a área estaria em alta no futuro. Como era biólogo, fechou a empresa de TI e fundou a Biozenthi. Accordi conta que no começo foi difícil, mas persistiu porque precisava desenvolver produtos que ele próprio, portador de psoríase, pudesse usar. 

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