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Tecnologia de moda de SC passa a ser fabricada também na Itália

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Por Estela Benetti
10/09/2018 - 06h10 - Atualizada em: 10/09/2018 - 06h10

Empresa de tecnologia que nasceu de um projeto de dois estudantes de Ciência da Computação da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Claudio Roberto Grando e Ricardo Cunha, a Audaces lançou seus primeiros produtos no mercado em 1996. Cerca de meio ano depois, no início de 1997, fez a primeira exportação para a Argentina e, logo depois, para a Espanha. Nos dois casos, vendeu um software para modelagem e encaixe para o setor de moda, o Audaces Vestuário. Esses contatos com clientes estrangeiros foram feitos numa feira internacional no Brasil, diz o presidente da empresa, Claudio Grando.

– Desde o começo, nós criamos soluções pensando que deveriam ser inovadoras. E não só aqui no Brasil, mas que fosse algo relevante para o mundo. A Audaces sempre viu a exportação como algo importante e necessário. Somos uma empresa de tecnologia, por isso, sempre entendemos que não poderíamos competir com o mercado só estando no Brasil. É preciso estar no máximo de países possível para entender o comportamento do mercado e antecipar as próximas inovações tecnológicas – afirma Grando. 

Hoje, mais de 50% dos clientes da Audaces estão fora do Brasil, em mais de 70 países. Por isso, a empresa se tornou multinacional este ano. Abriu a primeira fábrica lá fora justamente num dos países que mais ditam moda, a Itália. Está produzindo na unidade a Neocut Bravo, máquina de corte desenvolvida no Brasil nos padrões da indústria 4.0, tipo de produto que tem muita procura na Europa. 

Em 2001, a Audaces alcançou a liderança em tecnologia ao setor de moda no Brasil, posição que mantém até hoje. Claudio Grando explica que a tecnologia mudou completamente hoje se comparada com os primeiros anos. Ao desenvolver sistemas e equipamentos, a Audaces pensa no cliente exigente da Europa. Assim, consegue atender o mundo todo. 

Inteligência 4.0

Hoje, o produto que orgulha muito a equipe da  Audaces, de 160 colaboradores, é a máquina de corte Neocut Bravo, feita dentro do conceito da indústria 4.0. Com mais de 300 sensores interconectados e, ao mesmo tempo, conectados à nuvem. Toma decisões sobre pontos de corte sem perda de tecido entre as peças e revela o ritmo das atividades, para o gestor saber o nível de produção. A empresa tem 50% dos clientes na Europa e projeta crescer 30% no exterior este ano. 

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Especialista na economia de Santa Catarina, traduz as decisões mais relevantes do mercado, faz análises e antecipa tendências que afetam a vida de empresários, governos e consumidores.

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