Mapeamento das 210 microbacias em Joinville está completo; estudos definem recuos para construções

Rios contam com diagnósticos socioambientais; tema provocou polêmica no passado

Compartilhe:

Joinville concluiu estudos sobre cursos d'água (foto: Mauro Schlieck, CVJ, Divulgação)

A cobertura dos estudos sobre os cursos d’água em Joinville está completa, cobrindo todas as microbacias do perímetro urbano da cidade. Os levantamentos foram determinados em lei municipal de 2022, como forma de apurar se rios, córregos, valas etc. ainda contavam com função ambiental, e com isso, definir as distâncias (recuos) das obras nas proximidades de cursos d’água. Os chamados diagnósticos socioambientais também indicam as características dos rios. Os primeiros estudos foram concluídos ainda em 2022, com avanço gradativo nos anos seguintes.

Continua após a publicidade

A aplicação do Código Florestal na área urbana foi uma das maiores polêmicas ambientais da história recente de Joinville. No final dos anos 2000, após ação judicial envolvendo obra municipal determinar o atendimento do recuo de 30 metros, previstos no Código, a prefeitura passou a cobrar o recuo na área urbana da cidade. Começa ali a disputa judicial sobre qual legislação deveria ser a diretriz para autorização de obras – se Código Municipal do Meio Ambiente, Lei do Parcelamento do Solo ou mesmo o Código Florestal, entre outras.

O tema rendeu ações judiciais, principalmente do Ministério Público cobrando o cumprimento do Código Florestal e de empreendedores, contra o município, questionando as regras baseadas no Código –  a grande questão era sobre o que seria área consolidada ou não. Na década passada, a prefeitura passou a exigir metragens menores, se assim o diagnóstico socioambiental indicasse. As contestações continuaram.

Continua após a publicidade

A situação passou a mudar a partir de 2021, quando entrou em vigor mudança em lei federal, sobre o tema, dando autonomia para os municípios decidirem as regras dos afastamentos. No ano seguinte, Joinville refez a lei municipal, mantendo os cinco metros de recuo se o curso d´água fizesse parte da microdrenagem e 15 metros na macrodrenagem, mas dividiu a cidade em 210 microbacias.

Cada bacia passaria a contar com respectivo diagnóstico, com definição das características de cada curso d’água, com elaboração por consultorias, entidades e também pela prefeitura. Após validados, os levantamentos passam a ser usados como referência para definir os recuos nas futuras construções. O mapeamento está completo.

Com foco na verticalização, cidade do litoral de SC tem nova lei sobre construção civil

Estudo aponta tamanho do déficit de moradias no Norte de SC

Continua após a publicidade

Viaduto em SC tem situação de emergência confirmada

Perto do sétimo porto entrar em operação, SC busca investimentos nos acessos

Continua após a publicidade

Rodovia com desvio no trânsito em SC por causa de viaduto tem plano de restauração

Por que SC insiste em participar de discussão sobre futuro da concessão de ferrovias

Continua após a publicidade

Primeira PPP de Joinville tem contrato de R$ 387 milhões