A convivência entre animais e crianças pode ser extremamente benéfica, pois  auxilia a desenvolver diversas áreas comportamentais e sociais. O Dr. Sylvio Renan Monteiro de Barros, médico pediatra, afirma que os animais são uma companhia altamente estimulante para as crianças, não apenas desenvolvendo as atividades lúdicas e incentivando a criatividade, mas também pelo elo afetivo que se constrói nessa relação.

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“Hoje temos indicações médicas de trabalhos com animais para estímulo de crianças portadoras de síndrome de Down e paralisia cerebral, com excelentes resultados no desenvolvimento neuropsicomotor”, explica.

Ensine a criança a cuidar do animal de estimação

De acordo com o pediatra, é muito importante que a criança participe dos cuidados com o animal de estimação, pois ela estabelece uma relação com ele semelhante à relação que os pais têm com ela. “Esta relação lhe dá a oportunidade de vivenciar o outro lado do convívio social pais/filhos, facilitando-lhe o entendimento das orientações paternas”, acrescenta.

Ou seja, quando a criança assume algumas responsabilidades, como alimentar, limpar e dar afeto ao animal de estimação, ela passa a compreender melhor as responsabilidades que os pais têm em relação a ela.

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Relação benéfica para o QI

Além disso, alguns estudos mostram que o QI (Quociente de Inteligência) das crianças que têm contato direto com animais aumenta em alguns pontos, se comparado à média. Isso acontece, pois, ao observar os animais, a criança tende a perceber o mundo de outras formas. Observar o comportamento do cachorro durante as brincadeiras, por exemplo, faz com que ela preste atenção nas estratégias de fuga do bichinho.

Cuidados importantes

Entretanto, o Dr. Sylvio Renan Monteiro de Barros aconselha que a família não adote um animal de estimação no período inicial de vida da criança. “Porém, se a família já possui um animal de estimação, não vejo razão para se desfazer dele. É necessário, entretanto, que se redobre a atenção, pois animais, assim como nós humanos, têm ciúmes de ‘intrusos’ em seu lar, podendo se tornar agressivos com relação ao bebê”, adverte.

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Alergia ao bichinho

Outro cuidado importante é em relação às alergias. A alergia é uma doença genética, ou seja, passada de pais para filhos. Portanto, um animal não gera alergia nas crianças, ele apenas pode aumentar os sintomas em crianças que já são alérgicas. No entanto, com o avanço da medicina, já há formas para lidar com esse tipo de problema, como a vacina para alergia.

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