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Tragédia no Oeste

Cenas de horror e gritos por socorro: professora relata desespero durante ataque a creche em SC

Aline Biazebetti trabalha no local no período da tarde e já estava de uniforme quando ouviu as colegas pedindo ajuda

04/05/2021 - 12h17 - Atualizada em: 05/05/2021 - 11h24

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Por Redação NSC
Aline trabalha na escola no período da tarde e ouviu os pedidos de socorro
Aline trabalha na escola no período da tarde e ouviu os pedidos de socorro
(Foto: )

A invasão a uma escola na cidade de Saudades, no Oeste de Santa Catarina, na manhã desta terça-feira (4) que deixou três crianças e duas profissionais mortas chocou os moradores da região. 

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Em entrevista à NSC TV, Aline Biazebetti, que é agente educacional da creche no período da tarde e mora próximo ao local do crime, contou que ouviu gritos de socorro. Ela já estava uniformizada para o trabalho e correu para fora de casa para saber o que estava acontecendo. 

— Escutei gritos de pedidos de socorro, eram muito fortes. Aí eu saí e vi as minhas colegas pedindo socorro, para ligar para polícia. Eu consegui ligar, mas não consegui falar nada, só pedi socorro – relata a profissional.

Ela conta ainda que as funcionárias da creche começaram a levar as crianças feridas para a porta da unidade, e que chegou a levar um menino ferido para o hospital. Sobre o trabalho na unidade, ela disse que, por conta da pandemia, poucas crianças estavam indo para o ensino presencial. 

— As crianças só estão indo meio período, então não tinham muitas crianças. A gente nunca esperava que alguém entrasse ali e fizesse uma coisa dessas. 

Bastante abalada, a jovem contou ainda que conversou com colegas que conseguiram salvar outras crianças do ataque:

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— Colegas minhas que trabalham com a turma dos bebês bem pequenos, elas viram que estava acontecendo alguma coisa, levaram as crianças para o frandário e esconderam todas embaixo do mármore. Aí uma outra professora ficou segurando a porta. Ele [o jovem que cometeu o ataque] tentou abrir mas acabou desistindo. Elas fecharam tudo para se proteger e conseguiram salvar. 

Sobre o sentimento que toma conta da cidade e como será o retorno ao trabalho após essa tragédia, Aline desabafa: 

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— Vai ser difícil voltar, não sei como vai ser porque entrar lá e lembrar das cenas de horror e pedidos de socorro que ficam ecoando na cabeça da gente vai ser muito dfícil.

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