O exame de DNA realizado no corpo encontrado em Major Gercino, na Grande Florianópolis, comprovou que trata-se da corretora gaúcha Luciani Aparecida Estivalet Freitas, morta em Florianópolis. A informação foi confirmada pela Polícia Científica e pela família da vítima ao NSC Total. A conclusão do exame aconteceu nesta terça-feira (14), mais de um mês após o corpo ter sido encontrado, no dia 11 de março.

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A Polícia Científica não afirmou, até a última atualização desta matéria, quais são os próximos passos para a liberação do corpo da corretora gaúcha. Entretanto, a família da vítima afirmou que lhe foi informado que o corpo deve ser liberado entre esta terça e quarta-feira (15).

A família ainda relatou que vêm sofrendo profundamente durante as últimas semanas a cada nova informação divulgada.

— No fundo, eu não queria que fosse o corpo dela, por mais que tudo indicasse que fosse… estamos sofrendo bastante — disseram.

Segundo a Polícia Civil, Luciani teria sido morta entre os dias 4 e 5 de março. O corpo permaneceu até a madrugada do dia 7 no apartamento dela, quando foi retirado e levado para uma área rural e jogado em um rio, dividido em cinco partes. As primeiras partes foram encontradas no dia 11 de março. Já no dia 17 de março, outras partes do corpo foram localizadas durante buscas nas margens do Rio Tijucas, em Major Gercino.

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Família planeja enterro no Rio Grande do Sul

A família informou que a liberação do corpo mais próxima e que quer marcar o enterro de Luciani para o próximo sábado (19), em Canoas, no Rio Grande do Sul, onde a maior parte dos familiares vive.

A confirmação da data ainda será divulgada nos próximos dias. No início de abril, a família foi até a pousada onde a corretora morava e teria sido morta, no Norte da Ilha, em Florianópolis. O apartamento dela estava fechada para uma perícia, segundo a família, e, foi liberado para a retirada dos bens.

Quem era Luciani?

Quem está preso suspeito pela morte da corretora gaúcha?

Ao todo, três pessoas estão presas suspeitas pela morte da corretora gaúcha: Ângela Maria Moro, de 47 anos, Matheus Vinícius Silveira Leite, de 27 anos, e a companheira dele, de 30 anos. A prisão temporária de Ângela foi prorrogada nesta semana.

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Angela foi presa em flagrante no dia 12 de março por estar em posse de diversos bens pertencentes à Luciani. Ela é responsável pela pousada onde a corretora morava, no Norte da Ilha. Perguntada pelos policiais, Angela disse que Matheus, que também morava na pousada, pediu para que ela guardasse objetos relacionados à corretora em um dos apartamentos desocupados da pousada.

No apartamento, foram encontradas malas com pertences pessoais, além de outros bens adquiridos por Matheus, como dois arcos de balestra, controles de videogame, e uma televisão.

Segundo a polícia, diversas compras estavam sendo feitas no CPF de Luciani desde 6 de março. As mercadorias seriam entregues em um endereço no norte da Ilha. Os policiais realizaram vigilância no local e avistaram o momento em que um adolescente chegou para retirá-los.

Ele, então, teria dito que as mercadorias eram de seu irmão, Matheus, e que moraria com a família no mesmo bairro que Luciani, local em que posteriormente foi encontrado o carro da mulher que, na época, estava desaparecida.

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Segundo a Polícia Civil, Luciani teria sido morta entre os dias 4 e 5 de março. O corpo permaneceu até a madrugada do dia 7 no apartamento dela, quando foi retirado e levado para uma área rural e jogado em um rio, dividido em cinco partes.

Como o sumiço de Luciani foi descoberto

A última vez que Luciani havia sido vista foi na Praia dos Ingleses, no dia 4 de março. A família começou a desconfiar de erros gramaticais em mensagens enviadas pelo celular da corretora. Em uma delas, o contato da corretora disse que estava bem, mas que estaria sendo perseguida por um ex-namorado.

De acordo com os irmãos, ela também mandava figurinhas e emojis, o que não era o habitual, desde o dia 4 de março, quando ela foi vista pela última vez na Praia dos Ingleses, no Norte da Ilha. De acordo com informações da Polícia Civil, que analisou imagens de câmeras de segurança, o carro dela foi visto por volta das 2h na região. Depois, às 4h, foi visto atravessando a Via Expressa, já na Grande Florianópolis e, por volta das 9h, entrando na Ponte Pedro Ivo Campos, na Capital.

boletim de ocorrência foi registrado no dia 9 de março. No mesmo dia, o irmão da corretora, Matheus Estivalet Freitas, que mora em Itapema, no Litoral Norte, foi até o apartamento de Luciani acompanhado de policiais e gravou um vídeo, mostrando comidas estragadas e louça suja acumulada na cozinha.

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Outro caso pode estar relacionado à morte de Luciani

No dia 18 de março, um corpo que foi encontrado esquartejado dentro de uma mala na Praia do Santinho em dezembro de 2025, em Florianópolis, foi identificado pela polícia. Segundo o delegado Alex Bonfim, da Delegacia de Homicídios da Capital (DHC), trata-se de Alberto Pereira de Araújo, de 29 anos.

No mesmo dia, a polícia descobriu que Alberto morava na mesma pousada que Luciani, a partir de informações e uma foto de Alberto com moradores antigos da pousada. Ele estava desaparecido desde dezembro. O desaparecimento do homem não havia sido registrado pela família, natural de São Paulo, já que não havia contato próximo entre os familiares e Alberto há algum tempo.

Alberto era natural de Laranjal Paulista, mesma cidade de Matheus, um dos investigados pelo envolvimento na morte da corretora. 

No dia 9 de abril, Matheus foi ouvido pela primeira vez pela Delegacia de Homicídios, em Porto Alegre, onde está preso, em relação ao caso de Alberto, já que ele é considerado um dos principais suspeitos pelo crime. Matheus, no entanto, negou qualquer envolvimento com a morte do jovem e disse que conhecia Alberto “apenas de vista”.

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As duas investigações são realizadas de forma independente. Sobre a morte de Luciani, o caso é conduzido Delegacia de Roubos e Antissequestro da Diretoria Estadual de Investigações Criminais, enquanto em relação à Alberto, a apuração está sendo feita pela Delegacia de Homicídios da Capital.