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Inteligência artificial KAyla, feita em SC, funciona como “VAR” em polêmica sobre Chapecó

Plataforma desenvolvida por empresa de Florianópolis é capaz de detectar, identificar e seguir mais de 120 tipos de objetos diferentes

03/07/2021 - 09h00 - Atualizada em: 04/07/2021 - 08h32

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Por Fabrício Vitorino
Imagem da ferramenta em ação
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(Foto: )

Na semana passada, a KAyla gerou polêmica nas redes sociais, ao “contar” os apoiadores do presidente durante motociata em Chapecó – resultado que apontou a divergência entre participantes e órgãos de segurança pública. O detalhe é que a KAyla é uma plataforma de inteligência artificial, visão computacional, realidade virtual, realidade aumentada e robótica, desenvolvido pela empresa RoboYell, de Florianópolis.

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Como explica Maurício Machado de Souza, CEO da RoboYell, KAyla foi feita “do zero, do início ao fim, completamente customizável às necessidades do cliente. O desenvolvimento começou há oito anos, e ela estreou no mercado em março de 2019”.

A plataforma é capaz de detectar, identificar e seguir mais de 120 tipos de objetos diferentes – carros, motos, ônibus, caminhões, barcos, navios, trens (veículos e placas), pessoas, fazer leitura corporal, reconhecimento facial, uso de máscaras, medição de temperatura, etc.

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Para Maurício Machado, a polêmica da motociata em Chapecó – sobre o total de apoiadores do presidente que participaram – serviu para testar a tecnologia. E mostrar como a aplicação e resultados podem, com ciência, tecnologia e metodologia, funcionar como um “VAR” em questões que, normalmente, envolvem política.

– Essa contagem de motos veio da parceria entre a RoboYell e a Ditec Smart Solutions, e nosso objetivo foi tão somente utilizar a KAyla para checagem de quantas motos passaram no dia 26/06 entre as 9h30min até 11h, na SC-480 (altura da Rod. Plínio Arlindo de Nes, 2180D). Nunca questionamos números, nosso objetivo foi mostrar o quanto a nossa tecnologia pode ser usada em um evento como esse, para que possamos extrair dados e informações, por exemplo, para tomada de decisões de quantos agentes de trânsito precisarão estarem no evento, com essa análise, poderemos evitar excessos, economizando assim recursos públicos – explica Machado.

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