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Bombinhas terá primeiros vinhos envelhecidos no fundo do mar no Brasil

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Por Dagmara Spautz
18/07/2021 - 11h06 - Atualizada em: 18/07/2021 - 15h32
Ânfora da marca croata Edivovina, envelhecida no fundo do mar
Ânfora da marca croata Edivovina, envelhecida no fundo do mar (Foto: Reprodução, Edivovina)

A parceria entre a uma empresa de mergulho no Litoral e vinicultores da Serra, com apoio da prefeitura de Bombinhas, levará Santa Catarina a ter a primeira adega subaquática para maturação de vinhos no país. O projeto, inédito no país, está em fase de implementação.

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A ideia partiu do empresário Renieri Balestro, da escola de mergulho Pata da Cobra, que desenvolveu a proposta e deu início ao processo de licenciamento. A deputada estadual Paulinha, que é de Bombinhas, fez o contato entre a empresa do Litoral e a associação dos produtores de vinhos de altitude. A empresa Catta Wines, de Bombinhas, é parceira do projeto.

- Será a união do turismo da Serra e do mar – diz Paulinha.

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As adegas subaquáticas são relativamente novas no mundo. A moda teria começado quando mergulhadores encontraram um navio naufragado no Mar Báltico, na costa da Finlândia, com 168 garrafas de champanhe a bordo. Entre elas, havia garrafas de Veuve Clicquot do século 19. A qualidade do champanhe, que passou décadas submerso, chamou atenção dos enólogos e as garrafas foram leiloadas por um alto preço.

A partir daí, produtores ao redor do mundo começaram a fazer experimentos semelhantes, mergulhando propositalmente as garrafas. Um dos primeiros testes ocorreu na Espanha, em 2003.

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Em pouco tempo, além das garrafas de champanhe, o vinho também passou a ser submerso. Entre os apreciadores, uma das marcas mais conhecidas de vinhos subaquáticos é a croata Edivovina, que vende garrafas maturadas sob as ondas por preços que variam entre 700 e 2,6 mil kunas croatas – que equivalem a R$ 600 a R$ 2 mil.

Para os produtores, as adegas subaquáticas possibilitam manter o vinho sob pouca luz, baixa temperatura, pressão e um leve balanço, que além de realçar algumas características, reduz o tempo de maturação do vinho. Tudo isso, é claro, depende de encontrar as condições ideais. Some-se a isso o fato de que as garrafas ganham a aparência de que acabaram de sair de um naufrágio.

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- Sabemos que é diferente, que agrega valor pelo inédito, pelo inusitado, e esperamos que melhore algumas características sensoriais. São condições que pouca gente estudou até agora. Não é só o vinho estar na água, mas tem a temperatura e o fato de estar sob pressão. Vamos descobrir como essas condições interferem – diz Humberto Conti, presidente da associação Vinhos de Altitude – Produtores Associados.

A ideia é que cada vinícola catarinense que aderir ao projeto inclua na adega subaquática dois rótulos, um tinto e um branco. Além da venda regular dos vinhos, em lojas especializadas e restaurantes, a proposta é agregar às adegas um programa de turismo, em que os mergulhadores poderão descer ao fundo do mar e escolher seu vinho. Também está nos planos a instalação, no futuro, de um winebar aquático em Bombinhas.

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Com a união entre Litoral e Serra, Santa Catarina sai na frente no desenvolvimento dos vinhos subaquáticos. A primeira marca brasileira a testar a técnica foi a gaúcha Miolo, que mergulhou espumantes na costa da Ilha de Ouessant, na França, a 60 metros de profundidade. Para os produtores catarinenses, há expectativa de fazer história:

- A pandemia fez vender mais vinhos, o brasileiro está perdendo o preconceito com o vinho nacional e constatando a qualidade, especialmente dos vinhos de altitude. Colhemos uma safra histórica em 2020, de grande qualidade. Nada melhor que esses vinhos entrarem embaixo d`água – diz Conti.

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