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Zé Trovão se entrega à Polícia Federal em Joinville

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Por Dagmara Spautz
26/10/2021 - 13h31 - Atualizada em: 26/10/2021 - 14h32
Zé Trovão teve a prisão decretada no início de setembro
Zé Trovão teve a prisão decretada no início de setembro (Foto: Reprodução)

O caminhoneiro Marcos Antônio Pereira Gomes, conhecido como Zé Trovão, entregou-se nesta terça-feira (26) na sede da Polícia Federal em Joinville. Ele estava foragido desde o início de setembro, quando teve a prisão decretada pelo ministro do STF, Alexandre de Moraes, a pedido da Procuradoria Geral da República (PGR). Zé Trovão passou os últimos dois meses no México. 

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Em nota, a defesa afirma que ele se apresentou espontaneamente à polícia. “Na qualidade de advogados do Sr. Marcos Antonio Pereira Gomes, conhecido como Zé Trovão, informamos que na data de hoje promovemos sua apresentação espontânea ao Excelentíssimo Senhor Doutor Delegado Chefe da Polícia Federal em Joinville - Santa Catarina, cidade de seu domicílio. Assim, está ao dispor da Justiça para provar sua inocência. Na sequência, a defesa formulará pleitos de liberdade”. O comunicado é assinado pelos advogados criminalistas Elias Mattar Assad e Thaise Mattar Assad, de Curitiba. 

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A partir da Delegacia da PF, Zé Trovão será encaminhado ao Presídio. Ele não será interrogado. 

Ainda não está claro como o caminhoneiro conseguiu retornar ao país sem ser interceptado pelas forças de segurança. A coluna questionou a PF se Zé Trovão entrou no país por via aérea ou terrestre, mas ainda não houve resposta. Todas as informações estao concentradas na Coordenação de Comunicação da PF, em Brasília.

Por que a Polícia Federal não consegue prender Zé Trovão

Atos antidemocráticos

Zé Trovão foi incluído entre os investigados no inquérito que apura atos antidemocráticos depois que apareceu ao lado do cantor Sérgio Reis em um vídeo, gravado em Brasília, em que o cantor falava em invadir o Supremo Tribunal Federal (STF). O caminhoneiro já era figura fácil nas redes sociais bolsonaristas, embora não seja reconhecido como uma liderança de classe entre os motoristas de caminhão.

No dia 20 de agosto, Zé Trovão foi um dos alvos de mandados de busca e apreensão por incitação a atos antidemocráticos, expedidos pelo STF, que também teve outros alvos em SC. A ordem de prisão viria depois, diante do descumprimento das determinações judiciais.

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Fora do país desde agosto

O caminhoneiro teria saído do país ainda em agosto, antecipando o mandado de prisão que veio no início de setembro. Zé Trovão passou pelo Panamá e pelo México, onde hospedou-se em Guadalajara, Cidade do México e na turística Cancun, no Caribe. 

Em setembro, a PF colocou o nome de Marcos Antônio Pereira Gomes na lista vermelha da Interpol, onde estão os brasileiros com mandado ativo de prisão. Com isso, notificou a polícia internacional de que Zé Trovão era procurado pela Justiça no Brasil. Mas, como estava no México, as leis locais determinam que a prisão fosse referendada pela justiça mexicana - o que tornou o caso uma saia-justa diplomática. 

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No início de outubro, advogados de Zé Trovão pediram autorização para que ele retornasse ao país alegando dificuldades financeiras para permanecer na América Central. Ao que consta, essa autorização não foi concedida pelo STF. Na petição, a defesa alegou que o caminhoneiro é pai de um filho recém-nascido em Joinville, que depende “do trabalho e da renda paterna”, e que ele pretendia se apresentar espontaneamente à Justiça. A coluna apurou que não houve acordo prévio para apresentação de Zé Trovão nesta terça-feira. 

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