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Upiara Boschi

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Faz a leitura e a análise do contexto do cenário político de Santa Catarina, com informações de bastidores. Explica motivações e consequências das principais decisões tomadas nos poderes do Estado.

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Posse de Jair Bolsonaro. Foto: Sergio Lima/AFP

Fatos, versões, discursos

Por Upiara Boschi

02/01/2019 - 10h50

O fato: Jair Bolsonaro (PSL) tomou posse como 38º presidente do Brasil em um evento acompanhado por cerca de 115 mil pessoas em Brasília. Uma versão: posse de Bolsonaro foi maculada pelas dificuldades impostas ao trabalho dos jornalistas. Um discurso: o novo presidente fala em livrar o Brasil do socialismo. Outra versão: a primeira-dama Michelle Bolsonaro e seu discurso em Libras foram o destaque maior do evento. Uma certeza: os fatos geram muito menos repercussão do que as versões e os discursos.

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Poucos nomes de SC na posse de Bolsonaro

Por Upiara Boschi

01/01/2019 - 20h04

Representantes do Estado que deu 75,9% dos votos para Jair Bolsonaro no segundo turno das eleições, os políticos catarinenses não marcaram presença na posse do presidente em Brasília. Embora todos os deputados federais e senadores, eleitos e não eleitos, tenham recebido pelo menos o convite para solenidade no Congresso, poucos vieram à Capital Federal.

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Começa a Era Bolsonaro

Por Upiara Boschi

01/01/2019 - 17h42

A bordo do tradicional Rolls Royce, motivo de suspense até o início da cerimônia de posse, era cerca de 15 horas quando Jair Bolsonaro (PSL) chegou ao Congresso Nacional como o eleito de 57,7 milhões para de lá sair quase uma hora e meia depois como o 38o presidente do Brasil.

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Nova era política começa no Brasil e em Santa Catarina

Por Upiara Boschi

31/12/2018 - 06h00

Brasília e Florianópolis estarão alinhadas nesta virada de ano para o começo de novas eras políticas. As posses de Jair Bolsonaro na Presidência da República e de Carlos Moisés da Silva no governo do Estado, ambos filiados ao PSL, marcam uma guinada conservadora e com tons de antipolítica promovida pelos eleitores nas urnas. Em diferentes graus, foi um apelo por ruptura - e ela começa agora.

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Zélia Cardoso de Mello. Foto: José Doval/BD

Carta de ex-ministra a Guedes serve para Moisés

Por Upiara Boschi

29/12/2018 - 14h07

Quem tem melhores conselhos a dar: quem teve sucesso ou quem fracassou? No início de dezembro, a revista Época convidou ex-ministros da Fazenda (ou Economia) para escreverem cartas ao futuro superministro Paulo Guedes - o escolhido pelo presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) para tocar a pasta. Dez deles aceitaram o desafio, representando todos os governos de João Figueiredo a Michel Temer.

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A reforma que Moisés deve agradecer a Colombo e Merisio

Por Upiara Boschi

28/12/2018 - 06h00

Se olhar as imagens da confusão armada na Câmara de Vereadores de São Paulo na última quarta-feira, quando foi aprovada a reforma na previdência municipal paulista, o governador eleito Carlos Moisés da Silva (PSL) talvez devesse cogitar mandar um vinho e um cartão de boas festas aos pessedistas Raimundo Colombo e Gelson Merisio.

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Foto: Luís Debiasi, Agência AL

As insatisfações com o estilo Moisés

Por Upiara Boschi

27/12/2018 - 06h00

Há oito anos, o então governador eleito Raimundo Colombo anunciou um secretariado escolhido pela lógica política da época: espaços proporcionais aos votos de cada partido da aliança, critérios regionais na ocupação das vagas e muitos parlamentares convocados para abrir espaço aos suplentes. Com sua equipe quase toda definida, Carlos Moisés da Silva (PSL) se prepara para assumir o governo sem ter atendido nenhum desses antigos pré-requisitos. Era a vontade expressa na urna pelos 71% dos votos que lhe deram uma vitória improvável a bordo das ondas conservadora, antipolítica e de Jair Bolsonaro.

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Foto: Gustavo Lima/Agência Câmara

O futuro de João Rodrigues

Por Upiara Boschi

25/12/2018 - 19h57

João Rodrigues comemorou o Natal duas vezes em 2018. Na semana passada, chegou a publicar em suas redes sociais as fotos da ceia de Natal antecipada que realizou em família diante da previsão de se entregar na segunda-feira para continuar cumprindo a pena de prisão. No sábado, no entanto, uma liminar do Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinou a suspensão da execução da pena e o deputado federal do PSD pôde ficar em casa com a família. Essa ceia dupla é apenas mais um ingrediente de um ano em que João Rodrigues nunca vai esquecer. O pessedista abriu janeiro como pré-candidato a governador; foi preso em fevereiro por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF); conseguiu voltar a exercer o mandato em junho, foi solto em agosto por uma liminar do STJ; lançou-se candidato à reeleição; teve a liminar cassada pelo STF; foi indeferido como candidato pelo TRE-SC em setembro, mas lhe foi permitido constar nas urnas eletrônicas, recebeu em outubro 67,9 mil votos que seriam suficientes para a reeleição, mas que continuam em suspenso; assistiu pelas redes sociais a diplomação dos eleitos no dia 18 de dezembro, com o colega Ricardo Guidi (PSD) sentado na cadeira que seria sua. Essa maratona encerrou-se com a liminar do ministro João Otávio Noronha que concordou com a defesa de que já prescreveu o crime pelo qual Rodrigues foi condenado a cinco anos e três meses de prisão - a compra irregular de uma retroescavadeira quando era prefeito interino de Pinhalzinho, no início de sua trajetória política nos anos 1990. A sucessão de decisões e liminares e pedidos que se chocam faz com que encarar o caso João Rodrigues seja entender na prática o que significa a expressão cipoal jurídico. A dúvida que fica na cabeça de todos os que acompanham o caso ou se interessam pela política catarinense é quais os efeitos práticos desta liminar quase natalina do STJ, em vigor atualmente. E a resposta é mais simples do que o de costume. Significa que Rodrigues não volta para a Papuda, por enquanto. E que, também por enquanto, Ricardo Guidi continua sendo o deputado federal eleito. Diante da repercussão da decisão do ministro Noronha, a procuradora-geral da República Raquel Dodge se antecipou e foi ao STF pedir que seja anulada a decisão e que o parlamentar catarinense volte para a prisão. O caso deve ser analisado pelo presidente Dias Toffoli, em regime de plantão. De alguma forma, Rodrigues vai conseguir fazer com quem STJ e STF finalmente analisem a questão levantada sobre a prescrição do crime. Isso deve acontecer apenas na retomada do recesso, por isso o futuro imediato do deputado depende de Toffoli. Na questão do mandato, a defesa de Rodrigues quer a confirmação da prescrição para requerer no Tribunal Superior Eleitoral a validade dos votos suspensos do pessedista. E aí, caro leitor, é outra briga jurídica para saber se essa possível prescrição teria efeitos retroativos sobre o período em que por estar condenado Rodrigues estava inelegível. Ou seja, a novela vai avançar 2019 sem prazo para terminar. Palpite do colunista? Rodrigues solto e Guidi deputado.

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Créditos: Guto Kuerten, Agência AL

Impasse na Educação mostra diferenças entre Moisés e ala ideológica do PSL

Por Upiara Boschi

24/12/2018 - 09h00

O governador eleito Carlos Moisés da Silva (PSL) chegou à véspera de Natal com uma importante pendência em seu secretariado. O nome do futuro ou futura comandante da pasta da Educação continua em aberto e por trás dessa indefinição existe algo que pode até se tornar rotineiro ao longo da gestão: a diferença de estilo entre Moisés e a ala mais ideológica dos pesselistas eleitos.

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