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Upiara Boschi

Faz a leitura e a análise do contexto do cenário político de Santa Catarina, com informações de bastidores. Explica motivações e consequências das principais decisões tomadas nos poderes do Estado.

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Prefeito precisa decidir até 2 de fevereiro

Udo Döhler não descarta participação nas prévias do PMDB para governador de SC

Por Upiara Boschi

22/01/2018 - 20h59

O prefeito joinvilense Udo Döhler não descarta participar da prévia do PMDB para a escolha do candidato a governador. A disputa interna foi definida na reunião da executiva estadual da legenda, na manhã desta segunda-feira, após pedido do presidente da sigla e pré-candidato Mauro Mariani. A prévia foi marcada para 17 de março — dez dias antes do prazo final para renúncia dos pré-candidatos que precisam deixar os cargos que ocupam, caso do prefeito de Joinville.

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Sucessão de Cancellier na UFSC já começou

Por Upiara Boschi

03/01/2018 - 09h16

Antes que os partidos políticos coloquem oficialmente o bloco na rua, outra eleição está na agenda catarinense este ano. No dia 28 de março, ainda se recuperando da Operação Ouvidos Moucos e do suicídio do reitor Luiz Carlos Cancellier, a comunidade acadêmica da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) vai às urnas eleger um sucessor.

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No fim do recesso, Alesc arquivou 27 pedidos de impeachment contra Raimundo Colombo

Por Upiara Boschi

29/12/2017 - 11h22

O último gesto de peso político da Assembleia Legislativa em 2017 não foi a aprovação do orçamento do ano que vem ou o extinção das pensões dos ex-governadores. O Diário Oficial do parlamento trouxe na edição do dia 21 de dezembro, quinta-feira passada, os atos do presidente Silvio Dreveck (PP) que arquivaram 27 pedidos de impeachment contra o governador Raimundo Colombo (PSD).

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Fundo de empresários para renovar legislativos escolhe cinco catarinenses

Por Upiara Boschi

28/12/2017 - 14h16

O Brasil deve viver em 2018 uma contradição entre um clamor por renovação na política, especialmente nos legislativos, e uma campanha eleitoral limitada a 45 dias com a maior parte do dinheiro a que os candidatos terão acesso concentrado nas mãos dos caciques partidários. Um cenário muito difícil para jogadores que estão hoje fora do tabuleiro.

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Ao estilo Fábio Veiga, o ministro Henrique Meirelles vestiu o figurino de candidato no programa do PSD

Henrique Meirelles e a eleição de SC

Por Upiara Boschi

27/12/2017 - 09h00

Os catarinenses que pararam para ver o ministro Henrique Meirelles (PSD), da Fazenda, no horário eleitoral do PSD que foi ao ar na semana passada, devem ter sentido certa familiaridade. O estilo quase inconfundível do publicitário Fabio Veiga apresentou o ex-banqueiro com uma naturalidade nunca antes vista e o figurino de potencial pré-candidato à Presidência da República que ele deseja tanto ser.

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Plenário cheio no última sessão de 2017 na Assembleia Legislativa

Emendas parlamentares impositivas e a hora de acabar com o Fundo Social

Por Upiara Boschi

26/12/2017 - 12h16

Na última quarta-feira, o ano legislativo catarinense de 2017 foi encerrado com a aprovação do orçamento de R$ 26,5 milhões para 2018. Há tempos que a corriqueira aprovação da estimativa de arrecadação e despesa do ano seguinte não movimentava tantos os parlamentares e o motivo é mais do que óbvio: foi a estreia da cota de R$ 5 milhões para gastos obrigatórios no orçamento. O impacto é mensurável. No final de 2016, a Assembleia aprovou o orçamento deste ano com apenas 129 emendas à proposta enviada pelo governo estadual - das quais 125 eram as inserções aprovadas nas 36 audiências públicas do cada vez mais esvaziado programa Orçamento Regionalizado. Na quarta-feira, com os 40 deputados titulares autorizados a remendar o orçamento em um total de R$ 200 milhões, foram apresentadas cerca de 1,4 mil emendas parlamentares. É de esperar que esta nova tradição mude a relação entre governo e parlamento. Em teoria, não será mais necessário apoiar o governador de plantão para conseguir recursos para as bases eleitorais. Na prática, o que se viu em Brasília - onde as emendas impositivas são a regra desde 2015 - é que o azeite da relação entre Executivo e Legislativo passou a velocidade na liberação dessas emendas. Há, ainda, uma questão pertinente a ser colocada na mesa. Em 2003, o então governador Luiz Henrique da Silveira (PMDB) criou o Fundo Social. O artifício permitia que até 6% do ICMS das empresas fosse destinado ao fundo, que ganhavam um abatimento sobre o valor total. A fórmula permitiu que o governo ignorasse os percentuais de recursos que deveriam ser repassados a municípios e poderes, descarimbando dinheiro para obras no Estado. Um subproduto dessa política foi a criação de uma cota informal de indicações para os parlamentares aliados. Assim começou a nascer a tríplice aliança. Ao julgar a inconstitucionalidade do Fundo Social, o Tribunal De Justiça manteve o instrumento, desde que fossem repassadas as verbas de municípios e poderes. O instrumento perdeu o poder de descarimbar dinheiro para o Executivo, mas continuou azeitando a relação com a base. Em 2016, R$ 146 milhões do Fundo Social foram executados através das agências regionais. Este ano, R$ 160 milhões. Quando ainda tentava diminuir o impacto das emendas impositivas no orçamento de 2018, o governador Raimundo Colombo (PSD) deu um recado claro ao dizer “vamos ter que cortar de algum lugar, provavelmente do Fundo Social”. A discussão deveria ser mais ampla. Talvez tenha chegado a hora de acabar com o polêmico fundo.   Leia mais publicações de Upiara Boschi

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Amin e Merisio

Pré-candidatura de Amin é obstáculo à terceira tentativa de aliança PSD-PP

Por Upiara Boschi

22/12/2017 - 22h43

Houve um momento em 2010 que as dificuldades para recomposição da tríplice aliança levaram o DEM de Raimundo Colombo a abrir conversas com o PP de Angela Amin. Na época, a candidata do PP liderava com alguma folga as pesquisas e o lageano aparecia em terceiro ou quarto lugar, dependendo da pesquisa. Aquela condição fez um dirigente pepista resumir o impasse daquela tentativa de aliança. — Nós temos a candidata, eles têm o dinheiro. O impasse não foi superado, Colombo conseguiu na última hora trazer PMDB e PSDB para sua candidatura. Isolada, Angela foi derrotada em primeiro turno. Eleito, Colombo tratou de reatar laços com setores do PP - incorporado informalmente à base governista. Pela costura que envolvia Gelson Merisio e Joares Ponticelli (PP), os pepistas seriam incluídos na aliança em 2014 no lugar do PSDB - efeito da migração dos demistas para o PSD e a base da então presidente Dilma Rousseff (PT). Na última hora, prevaleceu o veto do PMDB ao PP, que precisou buscar abrigo na chapa do tucano Paulo Bauer (PSDB). Colombo mais uma vez venceu em primeiro turno. Para impedir que essa história de alianças frustradas se repita, o PP inovou na estratégia este ano. Aprovou ainda em agosto, em convenção, a intenção de coligar com o PSD. Uma espécie de atrelamento prévio à pré-candidatura de Merisio. Nome natural do partido para a disputa de 2018, o ex-governador Esperidião Amin foi contra a estratégia capitaneada pelo presidente da Alesc, Silvio Dreveck, e Ponticelli. Para evitar um racha no partido, acertou-se uma divisão de mandato entre Amin e Dreveck, que assumiria após deixar o comando do parlamento, em fevereiro. Diante do fogo amigo que Merisio enfrenta no próprio PSD - a tabelinha Júlio Garcia/João Rodrigues e o morde-assopra de Colombo em relação ao projeto - Amin decidiu colocar-se com mais força no jogo. Defende que o PP tenha pré-candidato também e coloca seu próprio nome à disposição. Argumenta que o desejo expresso em convenção de estar junto com o PSD não obteve uma resposta a altura - no máximo uns tapinhas nas costas dados por Merisio. — Fiz tudo para não rachar o partido em agosto. Mas em março, se for necessário, vamos rachar. Duvido que a maior parte do partido não queira candidatura própria. Contra Amin, pesam duas famas: a de ser bom apenas na largada da eleição e a de ter um teto eleitoral baixo. Para a primeira, beneficiaria-se da curta campanha prevista para 2018, apenas 40 dias. Sobre agregar, poderia ter adesão do eleitor de esquerda se o adversário for do PMDB ou PSDB. Ou seja, assim como em 2010, o PP tem um candidato. Terá o que complementava a frase daquele antigo dirigente?   Leia outras publicações de Upiara Boschi

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João Pizzolatti em 2009, no plenário da Câmara dos Deputados, quando vivia o auge político

João Pizzolatti: décadence sans élégance

Por Upiara Boschi

21/12/2017 - 20h22

Quem vê a figura de João Pizzolatti encostado em uma cerca, com sinais de embriaguez, questionado rispidamente por pessoas indignadas com o acidente de trânsito que ele teria causado na tarde de uma quarta-feira, pode ter dificuldades de lembrar que estava ali uma das figuras mais importantes - e controversas - da política catarinense nas últimas décadas. Poucas vezes um ocaso político foi tão rápido e avassalador quanto o do ex-deputado federal do PP.

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