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Upiara Boschi

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Faz a leitura e a análise do contexto do cenário político de Santa Catarina, com informações de bastidores. Explica motivações e consequências das principais decisões tomadas nos poderes do Estado.

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Alesc, uma eleição diferente

Por Upiara Boschi

16/11/2018 - 06h00

Alguns fatores fazem da eleição para a presidência da Assembleia Legislativa, em fevereiro do ano que vem, uma das mais importantes da história política catarinense. Por isso é importante mapear esses movimentos iniciais da disputa, a correlação de forças e que acordos podem definir o comando do parlamento estadual.

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Moisés vê Bolsonaro e ouve Guedes

Por Upiara Boschi

14/11/2018 - 19h27

O número 17 uniu os destinos de Jair Bolsonaro e Carlos Moisés da Silva, presidente e governador catarinense eleitos em outubro, em uma movimento brusco de mudança na política há muito pedida pelo eleitor e ignorada pelos partidos tradicionais. Nesta quarta, em Brasília, ambos voltaram a se encontrar em agenda pública, a reunião de Bolsonaro com 20 novos governadores.Moisés vai a Brasília para se encontrar com futuro ministro da Casa CivilApesar da vinculação partidária, é nítido que não há maior proximidade entre o presidente e o governador eleito. Ambos tiveram poucos encontros durante a campanha eleitoral e no segundo turno Bolsonaro chegou a anunciar uma neutralidade que formalmente durou dois dias. Nessa primeira agenda de eleitos, Moisés foi mais uma vez ofuscado em uma ribalta que contava com o paulista João Dória (PSDB), o fluminense Wilson Witzel (PSC) e o brasiliense Ibaneis Rocha (MDB).Membro da prestigiada plateia de eleitos, Moisés deve ter gostado do que ouviu. Futuro superministro da Economia, Paulo Guedes reafirmou o desejo de refazer o pacto federativo, equilibrando melhor com Estados e municípios a distribuição de recursos hoje fortemente concentrada na União. O futuro czar da economia fez um aceno imediato de alívio a governadores e prefeitos com a repartição de parte dos cerca de R$ 120 bilhões que o governo federal espera arrecadar com o leilão da transferência de direitos de exploração do pré-sal. Um alívio para quem, como Moisés, assumirá o poder com a folha de pagamento acima do limite e a arrecadação ainda titubeante.Claro que há contrapartidas. Guedes quer os governadores engajados junto a suas bancadas pela aprovação das reformas, especialmente a da previdência. É uma lógica política já tentada sem sucesso pela ex-presidente Dilma Rousseff (PT) - foram várias reuniões com governadores em busca dessa composição. Por essa lógica, o governador faria a pressão sobre as bancadas federais do Estado que comanda.Bolsonaro reclama de "irresponsabilidade" de Cuba ao suspender Mais MédicosEssa lógica não funcionou com Dilma justamente por causa da concentração de recursos em Brasília. Os governadores têm influência junto às assembleias legislativas, onde os parlamentares dependem diretamente de acesso à máquina do Estado. Os deputados federais levam uma vida à parte, baseada nas emendas, agora impositivas, e o no trânsito federal. É possível que a pressão direta dos prefeitos nas bases tenha mais efeito sobre eles que a dos governadores.Mas se o diagnóstico de Guedes está incorreto, o problema não é de Moisés e dos demais governadores. Há uma janela aberta para rediscutir a concentração de recursos em Brasília e precisa ser aproveitada. Outra janela de interesse direto do Estado deve ser apresentada mais à frente e tem relação com a posição liberal do futuro ministro. Futuro ministro das Relações Exteriores já afirmou que PT "odeia o ser humano"No final dos anos 1990, quando o ex--presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) deu início ao plano de desestatização, os Estados que aderiram a ele e aceitaram se desfazer das companhias locais, foram financeiramente ajudados. Na época, o governador Paulo Afonso Vieira (PMDB) não aceitou abrir essa janela. É possível que a história se repita e estará nas mãos de Moisés fazer essa escolha. Leia também:"Bolsonaro tem apoio e vai durar anos", diz José Dirceu  

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Alesc resiste em votar reforma este ano

Por Upiara Boschi

14/11/2018 - 06h00

Ainda no clima de comemoração para acachapante vitória nas urnas dia 28 de outubro, o governador eleito Carlos Moisés da Silva (PSL) concedeu entrevistas no dia seguinte afirmando que pretendia mandar ainda este ano, sob a bênção do atual governador Eduardo Pinho Moreira (MDB), a ampla reforma administrativa prometida na campanha - aquela que vai despolitizar a máquina pública do Estado. Pouco mais de duas semanas se passaram e o clima na Assembleia Legislativa é de que as mudanças vão ter que esperar. É recorrente nos corredores e galerias do parlamento estadual que não haveria tempo hábil para analisar uma ampla reforma e que seria melhor aguardar a nova legislatura. O que tem ficado claro nos últimos dias é que o próprio Moisés e sua equipe de transição ainda lutam para entender a máquina e sua complexidade. É salutar. A Assembleia vive uma situação peculiar, como se três grupos convivessem por lá neste fim de legislatura. Há os sobreviventes, os 18 deputados reeleitos. Eles ainda tentam assimilar as direções apontadas pelo resultados das urnas e a recomposição do poder no Estado. O segundo grupo é o dos 15 que estão deixando a Alesc de forma melancólica - 11 reprovados nas urnas, quatro que nem tentaram concorrer. Eles ainda buscam explicações, culpas e desculpas. O terceiro grupo são os 22 novos deputados que já começam a se articular pelo parlamento e ocupar espaço político. É em meio a essa tríplice divisão que seria feita a reforma administrativa se analisada ainda nesta legislatura. A Alesc já vive o clima de disputa interna pela presidência, a ser votada em fevereiro - não seria interessante misturar os temas. Na disputa pelo comando do parlamento, três nomes saltam à frente: Valdir Cobalchini (MDB), ainda buscando unidade da bancada; Milton Hobus (PSD), tentando costurar um acordo sem MDB e PSL para dividir os mandatos da presidência entre quatro partidos; Júlio Garcia (PSD), articulando pontes entre os atuais e os novos deputados. Essa é a chave do jogo ainda no começo.

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Marun vai a Bombinhas vistoriar obra brizolista

Por Upiara Boschi

13/11/2018 - 19h30

Envolvido com o apagar das luzes da gestão Michel Temer (MDB), o ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun (MDB) dará um rasante por Santa Catarina na manhã desta quarta-feira. Ele vai visitar a obra do Centro de Educação Integral Leonel de Moura Brizola, em Bombinhas - que atenderá 1,8 mil crianças do 6º ao 9º ano deverá ser inaugurada dia 19 de dezembro. A atenção especial é porque a escola está entre as 20 escolhidas pelo Planalto para o “Desafio Chave de Ouro”, um conjunto de obras que ganharão esforço extra para marcar o fim do governo Temer. Santa Catarina tem outra obra na lista: o Centro de Eventos de Balneário Camboriú. Deputada estadual eleita e ex-prefeita de Bombinhas, a pedetista Ana Paula da Silva foi chamada às pressas para participar da vistoria com Marun. Considerando a homenagem a Brizola no nome da escola, talvez seja necessário fazer essa inauguração ainda em 2018 mesmo.

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Cabeça de Político: Ana Paula da Silva (PDT)

Por Upiara Boschi

13/11/2018 - 13h10

A deputada estadual eleita Ana Paula da Silva (PDT), a Paulinha, foi mais uma das surpresas das eleições deste ano. Ela deixou em abril a prefeitura de Bombinhas, cidade com cerca de 20 mil habitantes, para conquistar seis meses depois 51,7 mil votos e ser a quinta parlamentar estadual mais votada no Estado. No Cabeça de Político desta semana, ela conta como foi essa campanha, fala sobre como se posicionará em relação aos governos de Carlos Moisés e Jair Bolsonaro e comenta a doação eleitoral que recebeu do ex-governador Jorge Bornhausen.

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A eleição que não terminou

Por Upiara Boschi

13/11/2018 - 06h00

Formalmente as eleições acabaram dia 28 de outubro, na disputa de segundo turno pela Presidência da República e dos cargos de 13 Estados e o Distrito Federal. Na prática, a judicialização sempre estende algumas eleições. Aqui em Santa Catarina, a briga por uma das 16 cadeiras na Câmara dos Deputados continua viva. As urnas e os tribunais entrelaçaram os destinos de uma petista e dois pessedistas forma inusitada. Nos votos, quem ficou na frente a atual deputada estadual Ana Paula Lima (PT), escolhida por 76,3 mil catarinenses. Depois vêm os pessedistas. João Rodrigues (PSD), atual deputado federal, que teve 67,5 mil votos contra 61,8 mil do deputado estadual Ricardo Guidi (PSD). Pelas regras do quociente eleitoral, a vaga é do PSD e hoje ela está com Guidi porque a candidatura de Rodrigues foi indeferida pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-SC). Há, no entanto, ações judiciais para reverter esse quadro tanto a favor do indeferido quando da petista. Ana Paula talvez tenha sofrido a derrota mais frustrante desta eleição. Faltou apenas um voto - nela, na legenda petista ou em qualquer outro candidato da sigla - para que conquistasse a vaga que neste momento está com Guidi. Suas esperanças atendem pelo nome de Ivana Laís, candidata apresentada na última hora pelo PT-SC para completar a cota de mulheres e que teve o registro indeferido porque faltou uma certidão - mera burocracia. Assim, não valeram para a legenda os 491 votos que ela recebeu e que dariam mais uma cadeira ao PT em Brasília. A defesa petista recorre no TRE-SC alegando que a candidata não foi intimada a apresentar a documentação que faltava - a comunicação se deu apenas por mural eletrônico, como de costume. O julgamento seria semana passada, mas foi remarcado para dia 26 de novembro. Caberá recurso à decisão dos magistrados catarinenses. Sem contestações a seu registro ou campanha, o (ainda) eleito Ricardo Guidi vive essa apreensão em duas frentes. Além da possibilidade dos votos de Ivana Laís elegerem Ana Paula Lima, o pessedista também precisa acompanhar a longa novela sobre a retroescavadeira de Rodrigues. Recapitulando: o deputado federal foi condenado pela compra irregular do equipamento quando era prefeito em exercício de Pinhalzinho, no final dos anos 1990. Em 2010 e 2014 foi eleito e reeleito para a Câmara com base em habeas corpus que impediram a aplicação da Ficha Limpa. Em fevereiro deste ano o Supremo Tribunal Federal (STF) determinou o início do cumprimento da pena de cinco anos e três meses em regime semiaberto, chegou a ser preso, depois solto. Disputou a eleição deste ano com a esperança de que o STF analise o pedido de sua defesa que considera o caso já prescrito. Essa novela tem prazo para acabar. Para tomar posse em um terceiro mandato, ele preciso estar elegível no dia da diplomação, 18 de dezembro. Mesmo que os ministros decidam pela prescrição, esse julgamento precisa acontecer antes dessa data. O relator do caso, Gilmar Mendes, já adiou duas vezes o julgamento.   Leia também: Escolta de Bolsonaro contará com carros que suportam disparos de submetralhadora

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João Paulo Kleinübing assumiu o comando do DEM-SC em abril, mas vai ficar sem mandato. Foto: DEM nacional, Divulgação

Protagonista nacional, DEM atrai atenção em Santa Catarina

Por Upiara Boschi

12/11/2018 - 03h01

Não existe vácuo na política - diz um dos bordões mais conhecidos no meio. Em Santa Catarina há um espaço político praticamente vazio à espera de ser preenchido desde 2011, mas que agora tem tudo para ser alvo de especial cobiça: o DEM. Depois de passar à míngua os anos petistas e sofrer com a diáspora pessedista, o partido voltou ao palco com Temer e deve ter protagonismo político na era Bolsonaro. É uma das maiores reviravoltas da vida partidária brasileira e isso deve ter eco no Estado.

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Dirigente partidário mais bem-sucedido em 2018, Esmeraldino ainda é um enigma

Por Upiara Boschi

10/11/2018 - 06h00

As eleições deste ano não foram deram muita sorte aos presidentes dos principais partidos em Santa Catarina. No clube dos cinco maiores (MDB, PSD, PP, PSDB e PT), todos acumularam reveses políticos, partidário ou pessoas - às vezes em dose tripla. Na turma dos partidos médios, o PR do senador eleito Jorginho Mello e o PSB do ex-deputado federal Paulo Bornhausen têm motivos para sorrir, mas o mais bem-sucedido foi Lucas Esmeraldino, presidente do ex-nanico PSL. Candidato a senador, Esmeraldino assumiu o partido do presidente eleito Jair Bolsonaro em março e conseguiu organizá-lo no Estado e montar nominatas que na urna se tornaram bancadas de quatro deputados federais e seis estaduais - além de Carlos Moisés da Silva (PSL), o governador mais votado da história de Santa Catarina. O próprio Esmeraldino não se elegeu senador por minguados 18 mil votos e ainda luta na Justiça pela cadeira graças ao questionamento sobre a inelegibilidade de Beto Martins (PSDB), segundo suplente do eleito Jorginho Mello. Se não for guindado ao Senado pelos recursos judiciais, no entanto, Esmeraldino torna-se um elefante branco no seio do PSL catarinense. Apesar do mérito na construção vitoriosa do partido, agora o presidente estadual agora terá que repartir visibilidade com os eleitos - e nada ofusca mais do que mandatos. O próprio governador eleito Moisés tem mantido à distância a atual cúpula do partida na transição. Nas conversas de bastidor, tem sinalizado que se Esmeraldino não ganhar um cargo na gestão Bolsonaro - e ainda não há indicativo nenhum de que isso possa acontecer - ofereceria a ele o cargo de secretário de Articulação Nacional, com expediente em Brasília. A pasta tem a função de fazer o diálogo entre o governo estadual e os órgãos federais em Brasília - quase uma embaixada, normalmente utilizada para acomodar ex-deputados. Se for ofuscado na ascensão do PSL em Santa Catarina, Esmeraldino entra de forma improvável na lista de infortúnios dos presidentes estaduais. Vamos recapitular essa lista. Mauro Mariani, do MDB, ficou apenas em terceiro lugar na disputa pelo governo do Estado. Gelson Merisio, do PSD, chegou ao segundo turno, mas não conseguiu evitar uma acachapante derrota de 71% a 29%. Silvio Dreveck, do PP, foi o primeiro presidente da Assembleia Legislativa a não conseguir se reeleger deputado estadual. Marcos Vieira, do PSDB, conquistou a reeleição, mas viu a tropa tucana encolher ao tamanho de partido médio. Décio Lima, do PT, fez o pior resultado percentual do partido numa disputa pelo governo, 12,7%, desde os anos 1980.   Leia também: Bancada catarinense quer mais R$ 90 milhões para duplicação da BR-280

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O que esperar da Comissão de Ética da Alesc em 2019

Por Upiara Boschi

09/11/2018 - 11h00

Um deputado estadual reeleito tem sido rápido ao responder quais funções não pretende ocupar na Assembleia em 2019: – A presidência e a comissão de ética – brinca. Ele acredita que algumas polêmicas em redes sociais envolvendo a novata bancada do PSL podem acabar lá. Um desafio para uma comissão praticamente zero quilômetro no Legislativo catarinense e que talvez precise discutir o que é decoro parlamentar em tempos de redes sociais.   Leia também: Votação da reforma da Previdência em 2018, por enquanto, não passa de uma boa intenção

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Pinho Moreira quer a presidência do MDB-SC

Por Upiara Boschi

09/11/2018 - 06h00

Maior partido do Estado, o MDB sofreu um baque nas urnas este ano. O inédito terceiro lugar de Mauro Mariani na disputa pelo governo, a decisão de não ter candidato próprio ao Senado, a substancial redução de votação na disputa pela Câmara dos Deputados e pela Assembleia Legislativa, os resultados ruins de lideranças que se apresentavam como padrinhos de candidaturas, tudo isso com a máquina do governo nas mãos do partido. Essa é parte da lista de questionamentos na mesa em que os emedebistas discutem o futuro do partido no Estado. Na terça-feira, uma reunião de forte peso político foi realizada na Assembleia Legislativa - no tradicional almoço da bancada, com as presenças adicionais do governador Eduardo Pinho Moreira e dos prefeitos Gean Loureiro de Florianópolis, e Udo Döhler, de Joinville. Pela primeira vez, Pinho Moreira manifestou a vontade de retornar à presidência estadual do partido. Recebeu na hora o apoio de Döhler. O que esperar da Comissão de Ética da Alesc em 2019 Pinho Moreira comandou o partido em boa parte dos governos Luiz Henrique da Silveira (MDB) e Raimundo Colombo (PSD), como vice-governador em três dos quatro mandatos da dupla. Uma verdadeira era de ouro do (P)MDB em termos eleitorais, consolidando o partido como o maior do Estado. Se for candidato, dificilmente haverá disputa. Até agora, quem mais se movimentou pelo cargo foi o deputado federal eleito Carlos Chiodini - aliado de Mariani, atual presidente estadual da sigla. Mariani saiu desgastado da eleição e chegou a dizer que voltaria à vida empresarial. Nos bastidores, tem dito que não é bem assim. Chiodini seria um nome de renovação, uma tentativa de adequar o MDB aos novos tempos da política, mas também é visto como uma continuidade do atual presidente - de quem herdou o espaço como deputado federal. Após o primeiro turno, os emedebistas acordaram com uma forte ressaca e uma mensagem de whatsapp do ex-governador e presidente de honra do partido, Casildo Maldaner, conclamando o partido a levantar a cabeça e se preparar para as eleições municipais. Tem base para se recuperar. Embora o partido tenha perdido cerca de 274 mil votos para deputado federal e 180 mil para deputado estadual entre 2014 e 2018, conseguiu manter o mesmo número de eleitos na Assembleia - nove parlamentares, a maior bancada. Conta com isso e com as sinalizações de proximidade que o governador eleito Carlos Moisés da Silva (PSL) tem enviado. O maior deles tem sido a relação próxima com Pinho Moreira na sucessão - o que talvez justifique esse retorno do comandante emedebista à presidência emedebista.

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