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MEMÓRIA DO CARNAVAL

Homenagem aos sambistas: familiares e amigos relembram personagens do Carnaval vítimas da Covid-19

Em 1918, a Gripe Espanhola impediu a maior festa popular do país; agora é a pandemia da Covid-19 que silencia vozes. Em meio à dor e saudade, o legado que o samba vai continuar

13/02/2021 - 06h28 - Atualizada em: 13/02/2021 - 09h54

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Por Ângela Bastos
Personalidades do Carnaval de SC que foram vencidos pela Covid-19
Personalidades do Carnaval de SC que foram vencidos pela Covid-19
(Foto: )

Desta vez não vai passar pela avenida um samba popular. A ofegante epidemia que se chamava Carnaval está suspensa em 2021. Vivemos dias da pandemia da Covid-19. O mundo do samba sofre o momento de maior impacto. Não apenas pela impossibilidade dos desfiles e eventos, do ajuntamento em bares e clubes, dos encontros nas esquinas e praças. Mas também por ser uma época em que lembramos das vozes silenciadas pelo coronavírus.

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Esta reportagem pretende ser uma homenagem às perdas do samba. Para isso, convidamos algumas pessoas para conversar e gravar um vídeo. Pedimos que trouxessem um objeto como lembrança daqueles vencidos pela doença.

Talvez não se contemple a todos os personagens que ajudaram a construir a história do samba e do Carnaval em Santa Catarina, e que, infelizmente, nos deixaram. Porém, embora impotente para trazer de volta os que se foram, pode servir como um acalanto ao coração dos familiares e dos amigos. Importante que se diga: para produzir o material, seguimos os protocolos recomendados pela Organização Mundial de Saúde. O encontro ocorreu no Teatro da Ubro, no Centro de Florianópolis.

Veja o vídeo:

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Quem sabe, como aconteceu com esta repórter que vos escreve e que em um certo dia precisou recorrer aos jornais do passado para se informar sobre a Gripe Espanhola (1918-1919), um jornalista do futuro queira saber sobre o impacto da pandemia no mundo do samba.

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Diferentemente do que aconteceu comigo, talvez ele não se debruce sobre folhas amareladas de um impresso. Mas localize um arquivo de vídeo com rostos e vozes, e lá encontre lágrimas e sorrisos. Eu, ao folhear os diários do século passado, descobri que, desaparecida a Gripe Espanhola, tivemos o mais animado Carnaval de até então, o da Revanche (sobre a gripe!), o da Ressurreição (sobre a morte!). 

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Que saiba o meu colega jornalista do futuro que, apesar da dor e da saudade destes dias, há um sentimento de que as cortinas estão temporariamente fechadas. Nesta bela Ilha ao Sul do Brasil, acredita-se que a canoa não vai virar, e que a vacina vai chegar para todos. E que se hoje o lamento é sobre os sambistas que foram brilhar para além do luar, existe o empenho para que o desejo deles seja realizado: o samba vai continuar.

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