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Filiação de Bolsonaro obriga SC a ter candidato do PP, diz Esperidião Amin

Ex-governador e atual senador pôs nome à disposição do Progressistas para concorrer ao comando do Estado nas eleições de 2022

18/10/2021 - 06h32 - Atualizada em: 18/10/2021 - 10h53

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Jean
Por Jean Laurindo
Esperidião Amin é possível candidato do PP a governador nas eleições de 2022
Esperidião Amin é possível candidato do PP a governador nas eleições de 2022
(Foto: )

O ex-governador e senador Esperidião Amin disse que o PP terá candidato a governador nas eleições de 2022, depois de duas disputas em que o partido apoiou candidaturas de outros partidos à Casa d’Agronômica. A afirmação foi dada em entrevista nesta segunda-feira (18) ao Diário Catarinense e à CBN Diário. Amin foi o terceiro convidado da rodada de entrevistas que os veículos da NSC fazem com pré-candidatos ao governo de Santa Catarina nas eleições de 2022.

Eleições 2022: quem são os pré-candidatos ao governo de SC a um ano da disputa

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Nas palavras de Amin, no caso de o presidente Jair Bolsonaro confirmar a volta para o PP para concorrer à reeleição, uma candidatura do Progressistas a governador será ainda mais certa.

– A candidatura está definida. Com a possível filiação do presidente Bolsonaro, isso que era um desígnio passa a ser uma obrigação. Voltando, ele (Bolsonaro) vai ter que ter um partido robusto – afirmou.

O senador acredita que se Bolsonaro voltar ao partido, o PP deve disputar a condição de ser a legenda com maior número com deputados no Brasil em 2022.

Amin é pré-candidato do PP a governador de SC em 2022 e foi entrevistado pelos apresentadores Mário Motta e Eveline Pôncio e pela repórter do Diário Catarinense e do NSC Total, Catarina Duarte. Reveja a entrevista no link abaixo e leia, a seguir, os principais pontos abordados por Amin:

Assista à entrevista

Definição de nome até janeiro

Amin disse que o partido já consolidou a decisão de ter candidatura própria a governador e que “o 11 vai aparecer na telinha (das urnas) ano que vem”. O nome a ser escolhido, no entanto, deve ser definido na virada do ano, segundo ele. Além de Amin, o prefeito de Tubarão, Joares Ponticelli, também é cotado como possível nome do Progressistas para disputar o governo.

– A definição do nosso partido é simples: teremos candidato a governador. Demais cargos majoritários poderão compor parceria, mas isso em segundo momento. Sem candidatura a governador, sem o cenário nacional razoavelmente definido, fica muito vago. Pela primeira vez, vamos atravessar o ano com nome do nosso candidato – afirmou.

Motivação para nova candidatura

Questionado sobre qual seria a motivação para concorrer a mais um mandato como governador – já comandou o Estado por dois mandatos e concorreu em cinco ocasiões –, Amin disse que o nome do PP “não precisa ser o Amin”, mas que também não está descartado.

– Não parei de me atualizar. Fiz doutorado em gestão pública por indicadores de sustentabilidade, isso é algo novo (...). O que é uma boa administração, de sujeito simpático que agrada ou de resultados? É essa contribuição que eu acho que pode dar – afirmou.

Na parte final da entrevista, Amin disse que “a segurança não é irmã gêmea da novidade” e defendeu a experiência como um trunfo para sua possível candidatura ao governo.

– O que houve de decepção por esse Brasil afora com a tal da nova política dá um alento não ao Esperidião, mas para todos aqueles que tendo experiência, estejam dispostos a renovar e inovar – sustentou.

Possível ida de Moisés ao PP

Amin também comentou a possível filiação de Moisés ao Progressistas, que chegou a ser ventilada há alguns meses. Caso Bolsonaro confirme a ida ao partido, a migração de Moisés pode ficar prejudicada, já que o presidente hoje é mais próximo de outros nomes do que do atual governador, que se elegeu pelo então partido de Bolsonaro em 2018.

– Não tenho nenhuma animosidade com o governador. Mas eu sou um homem que tem história de partido, o governador não tem história de partido. Ele vai ter que optar por um partido já existente, se familiarizar, e saber que não será unanimidade como está sendo hoje. Ele está apoiado na Assembleia, acho que está fazendo administração inteligente, mas vai ter que se definir num partido. Evidentemente tem defensores de sua filiação no nosso partido, isso é público e faz parte da liberdade que o partido confere – afirmou.

CPI da Pandemia

Amin também foi questionado sobre a CPI da Pandemia no Senado, que apresentou denúncias sobre a ação do governo federal no combate à Covid-19. Disse que a comissão é um “cavalo de troia para amedrontar o governo e servidores que têm que tomar decisões”. 

- Fazer uma CPI durante uma pandemia é coisa de "traíra". É quinta-colunismo. Em vez de disputar espaço no mundo, estamos disputando campanha eleitoral no meio da tragédia - afirma.

Prioridades para SC

Questionado sobre que áreas seriam prioridade em um eventual governo seu, defendeu o estímulo a ferrovias, à tecnologia, o reforço em reservas de água no Oeste e a exportação de produtos com tecnologia e alto valor agregado.

– SC tem vocação para isso. O governo tem que ser o animador, desde aspecto tributário até principalmente a qualificação – defendeu.

A série de entrevistas

As entrevistas com pré-candidatos a governador de Santa Catarina ocorrem nas próximas duas semanas, sempre às 10h, com transmissão da CBN Diário e dos canais digitais da rádio, do DC e do NSC Total. Oficialmente, a definição dos candidatos só ocorre nas convenções partidárias, três meses antes da eleição. No entanto, a série de entrevistas busca permitir que o eleitores comecem a se preparar para a escolha e a se conscientizar sobre a importância do voto.

A NSC também promove uma rodada de entrevistas com pré-candidatos à presidência da República em 2022. Já foram ouvidos nomes como Lula (PT), João Doria e Eduardo Leite (PSDB) e Luiz Henrique Mandetta (DEM).

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