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TRAGÉDIA EM SAUDADES

Familiar de vítima do ataque a creche em SC cobra medidas de segurança em escolas

Jovem invadiu uma unidade infantil na pequena cidade de Saudades e matou cinco pessoas

05/05/2021 - 13h54 - Atualizada em: 05/05/2021 - 14h32

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Redação
Por Redação DC
Cinco pessoas morreram durante ataque em creche de SC
Cinco pessoas morreram durante ataque em creche de SC
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O ataque à creche Aquarela em Saudades, no Oeste de SC, traz à tona o debate sobre seguranças em unidades de ensino. No assassinato de cinco pessoas na manhã dessa terça-feira (4), o autor não teve dificuldades para entrar armado com uma adaga na escola infantil e cometer o crime. Na pequena cidade, o clima é de luto. Para Daniela Niederle, familiar de uma das vítimas, é preciso que sejam adotadas medidas de segurança.

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A técnica em Enfermagem não se refere a vigilantes ou vigias, por exemplo, mas a protocolos que podem ajudar a evitar que pessoas sem ligação com a comunidade escolar cometam esse tipo de atrocidade.

— Em primeiro lugar, precisamos manter a porta da escola fechada, precisamos de segurança para os alunos. O autor era conhecido da sociedade, nós conhecíamos os pais. Atrás disso, no entanto, ele deveria estar enfrentando algum problema maior.

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Velório coletivo gera comoção em Saudades
Velório coletivo gera comoção em Saudades
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Conforme Jair Hubner, morador de Saudades, o autor do ataque é de família “humilde e trabalhadora”. Na pequena cidade, a pergunta que mais predominou nesta quarta-feira (5) foi: por quê? É o que a própria polícia tenta entender.

Por ser um município pequeno, é normal que boa parte da população se conheça e é isso que vem causando estranheza em muitos moradores. A atitude do jovem de 18 anos, de tirar a vida de cinco pessoas, surpreendeu a todos — ele não tem passagem policial, por exemplo. 

— Conhecemos a família do rapaz. É humilde, trabalhadora, são muito ‘gente boa’, por isso não sabemos ainda dizer o que aconteceu. No começo, eu não quis acreditar que seria ele mesmo que tivesse feito essa atrocidade — aponta Hubner.

Na entrevista coletiva concedida no final da tarde de ontem, o Delegado da Polícia Civil de Pinhalzinho, Jerônimo Marçal Ferreira informou que o jovem, que era funcionário de uma empresa local, vinha sofrendo bullying e por conta disso não queria mais ir à escola e nem mesmo se relacionar com os amigos. 

— Durante o dia os policiais colheram informações para tentar traçar o perfil do autor do crime. Ao longo dos próximos dias vamos seguir trabalhando nisso. Mas pelas informações que já temos, ele era problemático e vinha sofrendo bullying na escola. Apresentava um perfil que é parecido com o de outros jovens — explica. 

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Moradores da cidade tentam entender ataque à creche em Saudades
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Como ele tentou tirar a própria vida com a arma que usou no crime, a Polícia Civil ainda aguarda a realização das cirurgias necessárias para que, posteriormente, ele possa ser interrogado. 

— Quero saber o que ele vai contar para juntarmos com peças de investigação e com a versão dele para tentar entender tudo isso — finaliza o delegado Jerônimo.

*Vinicius Rigo, Especial

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