O presidente da França, Emmanuel Macron, ficou preso nas ruas de Nova York enquanto esperava a passagem de uma comitiva de Donald Trump, na noite desta segunda-feira (22). O líder francês tinha acabado de deixar a sede da Organização das Nações Unidas (ONU) quando a situação ocorreu. As informações são do g1.
A cena foi flagrada por repórteres do portal de notícias francês Brut. Em vídeo veiculado nas redes sociais, Macron aparece conversando com um policial, que explica para o presidente da França o motivo da passagem bloqueada.
Segundo o portal de notícias, Macron ligou para Trump, ironizando a situação e pedindo o desbloqueio da via. No entanto, o presidente dos Estados Unidos não atendeu ao pedido do francês, que teve que seguir o caminho a pé.
— Como você está? Adivinha só? Estou esperando porque tudo está fechado para você [passar] — afirmou Macron ao telefone com Trump.
Macron coincé dans les rues de New York par le convoi de Trump. 🤣
— Pauline 🇫🇷 (@Pauline06272023) September 23, 2025
Quelques minutes plus tard, la rue s’ouvre… mais seulement pour les piétons.
Il a donc dû terminer son trajet à pied jusqu’à l’ambassade, subissant comme n’importe quel gueux. 😜👍 pic.twitter.com/gTsp8mO7Za
Em seguida, o presidente da França foi visto andando pela rua com sua comitiva e falando ao telefone novamente. Ele chegou a tirar fotos com passantes. Horas antes, Macron havia anunciado o reconhecimento do Estado Palestino pela França na Assembleia Geral da ONU.
O que será tratado na Assembleia Geral da ONU
Assuntos polêmicos devem marcar a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). Estão entre os tópicos:
- Crise diplomática entre EUA e Venezuela;
- Reconhecimento da Palestina;
- Guerra na Ucrânia;
- Cessar-fogo em Gaza;
- Guerra tarifária entre Brasil e EUA; e
- Questões climáticas.
Possível encontro de Lula e Trump
Os presidentes Lula (PT) e Donald Trump poderão se encontrar pessoalmente durante a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), que começa nesta semana em Nova York, nos Estados Unidos. Os líderes do Brasil e Estados Unidos, respectivamente, vivem um período de crise diplomática.
Havia expectativa de que Lula e Trump se encontrassem em junho, durante a cúpula do G7 no Canadá. No entanto, os presidentes não cruzaram caminhos, visto que o presidente dos EUA havia deixado o evento do encerramento com objetivo de se dedicar ao conflito no Irã.
Agora, é esperado que ambos se encontrem, mesmo que não exista reunião bilateral confirmada. Uma antessala para os presidentes poderia ser acessada pelos líderes, segundo fontes próximas à delegação do Brasil. Apesar disso, ainda não há confirmação de que os presidentes se cruzarão.
Brasil e EUA vivem crise diplomática
Desde julho, os dois países vivem período de crise diplomática. Na primeira semana do mês, Trump classificou as acusações contra o ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado a 27 anos e três meses de prisão, como uma “caça às bruxas”.
Poucos dias depois, Trump anunciou a sobretaxa de 50% sobre importações brasileiras. Considerada uma “chantagem inaceitável” por Lula, o presidente logo anunciou a Lei da Reciprocidade, que estabelece mecanismos de resposta a sanções estrangeiras.
Já em agosto, as tarifas norte-americanas entraram em vigor. Na segunda semana do mês, veio a condenação de Jair Bolsonaro e de outros sete réus pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Trump criticou o julgamento e anunciou restrições de vistos aos ministros do Poder Judiciário.
*Sob supervisão de Luana Amorim
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