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Marca Sulfabril vai a leilão e pode voltar ao mercado

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Por Pedro Machado
04/10/2021 - 06h45
Atualmente, marcas que pertenciam à Sulfabril estão inativas
Atualmente, marcas que pertenciam à Sulfabril estão inativas (Foto: Patrick Rodrigues, BD)

Uma das principais grifes de vestuário de Blumenau e do Brasil no passado está disponível para voltar ao mercado pelas mãos de um novo dono. A marca Sulfabril, que pertencia à empresa homônima, vai a leilão no dia 3 de novembro. Trata-se de um dos últimos ativos da antiga companhia, que teve a falência decretada em 1999. Outros bens, como móveis, máquinas e o parque fabril da Rua Itajaí, já foram vendidos.

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Além da Sulfabril, o leilão inclui outras marcas: 3x4, Everteen, FlexBell, H.F. By H. Faith, Kissy Face, S, Salffy, SF Sulfabril, Turbine e Volt. O pacote todo está avaliado em R$ 2,43 milhões. 

Se não surgirem interessados, nova tentativa de venda será convocada para o dia 8 do mesmo mês. Na segunda chamada, o lance mínimo cai para a metade deste valor. O pagamento pode ser feito à vista ou parcelado em até 48 vezes, com pelo menos 20% de entrada.

Entenda o caso

O leilão das marcas deveria ter acontecido em julho de 2019. À época, no entanto, o Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJ-SC) suspendeu a alienação, atendendo a um agravo de instrumento protocolado pelo ex-presidente da empresa, Gerhard Horst Fritzsche, e pela massa falida. Ambos questionavam o valor de avaliação das grifes, estimado em R$ 3,36 milhões, sustentando que elas valeriam R$ 40 milhões.

A diferença expressiva de valores fez o TJ-SC recomendar a elaboração de uma terceira perícia, “a fim de dirimir a controvérsia”, observou o desembargador Luiz Zanelato naquela decisão. Nova avaliação, no entanto, apurou um valor ainda menor, de R$ 2,43 milhões – que será usado como referência no leilão de agora.

Marca Sulfabril que irá a leilão
Marca Sulfabril que irá a leilão
(Foto: )

Pesou contra, segundo a perícia, o fato de as marcas não estarem vinculadas a uma operação fabril, o que interfere nas projeções de produção, oferta e faturamento, e já estarem fora do mercado há muito tempo. O laudo que apontava uma avaliação de R$ 40 milhões, por outro lado, é de 2012, quando a empresa ainda estava ativa, apesar do processo de falência.

Fritzsche voltou a questionar a perícia na Justiça. No ano passado, ele interpôs um agravo de instrumento contestando a avaliação e reivindicando que as marcas não fossem vendidas por um valor classificado por ele como “irrisório”. O recurso, no entanto, foi negado pelo TJ-SC, abrindo caminho para a realização do leilão.

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