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    POLÍTICA DE SC

    Vídeo: veja como foi a votação do impeachment de Moisés

    Repórteres e colunistas do NSC Total e da CBN Diário trouxeram todas as informações sobre a sessão que afastou o governador em SC

    17/09/2020 - 12h02 - Atualizada em: 25/10/2020 - 20h56

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    Éder
    Por Éder Kurz
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    Por Jean Laurindo
    Desembargador Luiz Felipe Schuch
    Desembargador Luiz Felipe Schuch vota neste momento
    (Foto: )

    O tribunal de julgamento do impeachment do governador de Santa Catarina, Carlos Moisés da Silva (PSL), e da vice-governadora, Daniela Reinehr (sem partido), ocorreu nesta sexta-feira (22) na Assembleia Legislativa (Alesc). O julgamento desta sexta se refere ao pedido aprovado em setembro pelos deputados estaduais no processo que acusa o governador e a vice de crime de responsabilidade por uma equiparação salarial de procuradores do Estado à mesma faixa salarial dos procuradores da Alesc.

    > Impeachment é aprovado, Moisés é afastado do governo de SC e Daniela assume

    O placar final da votação é 6 a 4 a favor do impeachment de Moisés. Já a vice-governadora, Daniela Reinehr (sem partido), ficou isenta da responsabilidade no voto do deputado Sargento Lima (PSL). Coube ao presidente do TJ-SC, Ricardo Roesler, o desempate que arquivou o processo contra a vice. A partir da próxima segunda-feira (26) Daniela assume o comando do governo estadual.

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    Assista como foi a votação:

    Como votaram os desembargadores e deputados:

    1. Deputado e relator Kennedy Nunes: a favor do impeachment

    2. Desembargador Carlos Alberto Civinski: contra o impeachment

    3. Desembargador Sérgio Antônio Rizelo: contra o impeachment

    4. Deputado Maurício Eskudlark: a favor do impeachment

    5. Desembargadora Cláudia Lambert de Faria: contra o impeachment

    6. Deputado Sargento Lima: a favor do impeachment de Moisés e contra o afastamento de Daniela

    7. Desembargador Rubens Schulz: contra o impeachment

    8. Deputado Luiz Fernando Vampiro: a favor

    9. Desembargador Luiz Felipe Schuch: a favor

    10. Deputado Laércio Schuster: a favor

    O relator do caso, deputado Kennedy Nunes (PSD), e o deputado Maurício Eskudlark (PL) votaram a favor do impeachment do governador e da vice. Já os desembargadores Carlos Alberto Civinski, Sérgio Antônio Rizelo e Cláudia Lambert de Faria se posicionaram contra o afastamento de ambos.

    O deputado estadual Kennedy Nunes, que é relator do caso, foi o primeiro a votar, a partir das 10h. Ele leu o relatório por cerca de duas horas e meia e votou a favor do afastamento temporário de Moisés e Daniela. 

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    Após o primeiro voto a sessão foi interrompida por uma hora. No retorno, o desembargador Carlos Alberto Civinski anunciou o voto contra o afastamento de governador e vice. Em seguida, às 16h, foi a vez do desembargador Sérgio Antônio Rizelo se manifestar e também votar contra o impeachment. O deputado Maurício Eskudlark deu o segundo voto a favor do impedimento, deixando o placar em 2 a 2.

    No início da noite, a desembargadora Cláudia Lambert de Faria fez um longo voto técnico e definiu também pela rejeição da denúncia, o que deixou o placar em 3 a 2 em favor da manutenção de Moisés e Daniela nos cargos. Às 21h22 a votação foi retomada com explanação e voto do deputado sargento Lima (PSL), que foi favorável ao impeachment. 

    Logo depois, o desembargador Rubens Schulz votou contra o impeachment, sem se alongar. A votação seguiu com o deputado Luiz Fernando Vampiro (MDB), que leu todo o seu voto contra Moisés e Daniela. O desembargador Luiz Felipe Schuch foi o último magistrado do tribunal de julgamento a votar e foi contra os colegas, decidindo pela continuidade do processo e afastamento de Moisés e Daniela. 

    Com o último voto do tribunal, o deputado Laércio Schuster se mostrou favorável ao afastamento, definindo o resultado de seis votos a quatro por dar continuidade ao julgamento do impeachment contra Carlos Moisés. 

    Vice-governadora Daniela Reinehr comemorou voto do desembargador que rejeitou impeachment dela e do governador
    Vice-governadora Daniela Reinehr comemorou voto do desembargador que rejeitou impeachment dela e do governador
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    A vice-governadora Daniela Reinehr acompanhou a votação na Assembleia Legislativa e celebrou os primeiros votos favoráveis à rejeição da denúncia. Já o governador Carlos Moisés manteve a agenda com compromissos no Sul e no Oeste e acompanha a votação ao longo do dia, pela internet.

    A votação do impeachment

    A sessão foi aberta por volta das 9h10min pelo presidente do TJ, o desembargador Ricardo Roesler. Em sua fala de abertura, ele destacou o "momento histórico" da sessão. 

    — É mais um momento emblemático e sem precedentes na história da política e do judiciário catarinense, temos sobre os nossos ombros uma responsabilidade que transcende nossos interesses e anseios pessoais, responsabilidade essa que é incompatível com o exercício de conveniências — declarou Roesler.

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    Depois, seguindo o roteiro, estava prevista a leitura do parecer do relator, o deputado Kennedy Nunes (PSD), mas a sessão seguiu para a fala dos advogados, que se pronunciaram cada um por 15 minutos.

    O primeiro advogado a falar foi Péricles Prade, de acusação. Durante 15 minutos, ele defendeu a tese de que o governador Moisés e a vice Daniela incorreram em crime de responsabilidade ao cometerem “infrações político-administrativas”.

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    — Tanto o governador do Estado quanto a vice-governadora cometeram infrações político-administrativas caracterizadoras de crime de responsabilidade indiscutivelmente, porque houve atentado à probidade da administração, porque houve atentado à entrega e à guarda dos dinheiros públicos, porque conspurcou-se critérios e normas éticas que afetam a dignidade, a honra e o decoro dos cargos públicos, e porque principalmente ocorreu um desrespeito da lei e os princípios que regem — sustentou Péricles Prade.

    Já o advogado de defesa de Moisés, Marcelo Probst, começou a sustentação afirmando que o processo tem como pano de fundo "uma disputa política", e afirmou que o governador "preferiu otimizar a máquina pública a formar uma ampla e sólida base junto ao Parlamento estadual", e que ele "paga um preço muito alto por isso".

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    Probst também defendeu que a sessão desta sexta analise a “existência ou não de justa causa” envolvendo o governador, alegando que ela não pode se restringir a um processo burocrático. Sustentou ainda que Moisés não ordenou o ato para o aumento dos procuradores e disse que a competência de analisar o mérito dessa questão era da Procuradoria Geral do Estado. 

    A advogada Ana Cristina Blasi, que defende a vice-governadora, também se pronunciou. Ela defendeu que a suspensão do processo seria “a única providência cabível”, destacando que a vice-governadora “não ordenou despesa nenhuma”.

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    Primeiro voto foi a favor de afastamento

    Deputado Kennedy Nunes (PSD), relator do processo, votou pelo afastamento de Moisés e Daniela
    Deputado Kennedy Nunes (PSD), relator do processo, votou pelo afastamento de Moisés e Daniela
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    Após as manifestações dos advogados, teve início da fase de votação. Por volta das 10h10min, Kennedy Nunes (PSD) deu início à leitura do relatório que ao final confirmou o voto pela admissibilidade do processo. 

    O deputado falou sobre a natureza jurídica do impeachment e dos crimes de responsabilidade, citando artigos da Constituição Federal e decisões anteriores de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) para enfatizar a “natureza política e não criminal” do processo de impeachment. Também discorreu sobre classificações de crimes de responsabilidade e citou os detalhes da denúncia feita pelo defensor público Ralf Zimmer Júnior contra Moisés e Daniela.

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    Primeiro desembargador votou contra afastamento

    Desembargador Civinski votou contra o impeachment de Moisés e Daniela
    Desembargador Civinski votou contra o impeachment de Moisés e Daniela
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    O desembargador Carlos Alberto Civinski foi o segundo a se manifestar e votou pela rejeição da denúncia contra Moisés e Daniela, empatando o resultado em 1 a 1. Ele falou por quase duas horas, contestou a alegação de que o governador teria cometido uma “omissão dolosa” e disse que a previsão legal foi seguida na concessão da verba de equivalência. Defendeu também que a procuradoria-geral do Estado seria o órgão responsável por orientar se a equiparação salarial dos procuradores deveria ou não ser paga pelo governo.

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    O desembargador sustentou que a discussão jurídica sobre o reajuste dos procuradores era complexa e que “não era possível tachar, de plano, como ilegal o procedimento administrativo pelo qual foi ordenado o pagamento da verba de equivalência”. Citou manifestações do Ministério Público que afastariam a tese de omissão. Já na parte final do voto, disse ver “ausência de justa causa” para as acusações e que os mesmos argumentos se aplicam ao caso da vice-governadora.

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    – Não vejo, em todas essas circunstâncias analisadas, elemento subjetivo do tipo dolo omissivo ou comissivo, além de não vislumbrar em nenhum dos fatos narrados na representação gravidade e intensidade tamanhas para denotar um atentado acintoso contra a probidade na administração, e tampouco contra a guarda e legal emprego dos dinheiros públicos, contexto que afasta a justa causa necessária para amparar a denúncia e justificar a tramitação do presente procedimento – justificou o desembargador.

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    Terceiro voto também foi favorável a Moisés

    Desembargador Sérgio Antônio Rizelo foi o terceiro a votar e também rejeitou impeachment contra Moisés
    Desembargador Sérgio Antônio Rizelo foi o terceiro a votar e também rejeitou impeachment contra Moisés
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    O desembargador Sérgio Antônio Rizelo falou em sequência e também votou contra o impeachment de Moisés e Daniela. Com isso, a votação ficou em 2 a 1 em favor do governador e da vice. No voto, Rizelo isentou Moisés de acusações como omissão por não ter instaurado sindicância ou suspendido o pagamento depois de ter sido informado de um pedido de impeachment motivado pelo assunto.

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    Ele ressaltou que essas denúncias “não são intercorrências raras” e defendeu que não houve ilegalidade no fato de o pagamento não ter sido suspenso antes de uma decisão contrária.

    – O pagamento da verba de equivalência foi regularmente processado e teve decisão motivada da Procuradoria-Geral do Estado, a quem competia manifestação de mérito sobre o tema – apontou.

    Deputado empatou votação com voto a favor do impeachment

    Deputado Maurício Eskudlark votou em favor do impeachment, empatando a votação em 2 a 2
    Deputado Maurício Eskudlark votou em favor do impeachment, empatando a votação em 2 a 2
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    O deputado estadual Maurício Eskudlark repetiu o voto que já havia dado no plenário da Assembleia Legislativa defendendo o impeachment do governador. Ele alegou que o governador teria dado um “aceite” na decisão que permitiu o pagamento da verba de equivalência aos procuradores. O parlamentar também criticou o fato de ele não ter aberto uma sindicância para apurar o assunto.

    – Se quisesse dar aumento aos procuradores, que [o governador] encaminhasse projeto de lei para a Assembleia Legislativa, que tem a missão precípua de legislar e fiscalizar. A tentativa de atenuar as condutas praticadas pelos denunciados é no mínimo controversa – pontuou.

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    Desembargadora dá terceiro voto a favor de Moisés

    Desembargadora Cláudia Lambert de Faria votou contra a continuação da denúncia
    Desembargadora Cláudia Lambert de Faria votou contra a continuação da denúncia
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    A desembargadora Cláudia Lambert de Faria também votou contra o pedido de impeachment de Moisés e Daniela. A magistrada afastou acusações de omissão dolosa feitas pelo denunciante e disse que não houve condutas que pudessem representar crime de responsabilidade. Também afirmou que não há “descrição fática que poderia se enquadrar à prática de ordenar despesa sem autorização legal”.

    A desembargadora fez um contundente voto de pouco mais de duas horas em que citou diversas decisões e manifestações anteriores sobre o tema. Ela disse que o fato de a verba de equivalência dos procuradores ter sido alvo de um pedido de impeachment no início do ano não resultaria em “qualquer dever legal” para o governador bloquear o pagamento à época.

    – Para além das condutas supostamente praticadas pelo governador do Estado e da vice-governadora não se amoldarem a nenhum dos crimes de responsabilidade que lhe são imputados, a forma como proceder de ambos quanto aos fatos aqui descritos é lícita porque têm amparo no ordenamento jurídico. Os agentes não são culpados, visto que deles não se poderia exigir conduta adversa – afirmou, na conclusão do voto.

    Terceiro deputado a votar é favorável ao impeachment

    Sargento Lima votou sim pelo impedimento de Moisés e não pelo impedimento de Daniela
    Sargento Lima votou sim pelo impedimento de Moisés e não pelo impedimento de Daniela
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    O voto do Sargendo Lima (PSL), o terceiro deputado a votar, se posicionou a favor do impeachment de Moisés e contra o impedimento de Daniela. O deputado bolsonarista defendeu que Moisés foi fraco, passivo e omisso, afirmou que o governador tentou desconstruir a direita e a figura política de Daniela, motivo porque teria deixado uma armadilha para a vice-governadora o que a levou a ser processada por crime de responsabilidade. 

    Lima ainda sugeriu renúncia ao governador, durante a sua fala, e argumentou que seu voto não se embasa em lei, mas no que ele chamou de justiça:

    - Eu fico procurando e procurando e não encontro absolutamente ninguém contestando a construção política do que levou a esse erro (da equiparação salarial). Eles (os procuradores do Estado) continuam recebendo e numa época de crise dessas que estamos enfrentando - disse.

    Quarto desembargador vota pela rejeição do impeachment

    Desembargador Rubens Schulz vota não pelo impedimento
    Desembargador Rubens Schulz vota não pelo impedimento
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    Sucinto, o desembargador Rubens Schulz antecipou o voto contra o impedimento de governador e vice sob argumento de que o trabalho dos magistrados é baseado em conceitos jurídicos e teóricos e não em política:

    - Assim como os senhores têm norte político, a nossa (decisão) por óbvio, tem o norte jurídico. Não pode ser diferente. É muito simples. Existem três decisões transitado em julgado e decisão transitada em julgado se cumpre, senão, se quebra o sistema.Os outros atos imputados tanto ao governador quanto a vice eu não vou ficar aqui reiterando, acompanho todos os meus colegas. 

    Votação empata mais uma vez com voto contra Moisés

    Vampiro vota sim pelo afastamento de Moisés e Daniela
    Vampiro vota sim pelo afastamento de Moisés e Daniela
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    O deputado estadual Luiz Fernando Vampiro (MDB) leu seu voto na íntegra e acusou Moisés e Daniela por crime de responsabilidade, se posicionando a favor do impeachment, disse que houve fraude administrativa na equiparação salarial e criticou os votos contra o pedido de impedimento, que podem arquivar o processo ao fim da votação:

    - A jurisprudência desse tribunal (de julgamento) não vai ter resultado com culpa dos deputados. Eu vou sair na rua de cabeça erguida. Eu credito que essa jurisprudência é muito perigosa para Santa Catarina, vai ter prefeito não mais responsabilizado, não mais penalizado.

    Desembargador vota a favor do julgamento

    Luiz Felipe Schuch
    Luiz Felipe Schuch
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    Durante quase 2h, o desembargador Luiz Felipe Schuch, que havia avisado no início da sua fala que seria prolixo, mencionou legislação, citou doutrinas e leu jurisprudências relacionadas a processos de impedimento, crimes de improbidade e de resposponsabilidade, além de tratar sobre equiparação salarial.

    Por fim, e diferente dos colegas magistrados, votou com o relator do pedido, a favor do do julgamento do impeachment contra governador e vice-governadora.

    Último voto do tribunal misto é a favor do impeachment

    Deputado Laércio Schuster
    Deputado Laércio Schuster
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    Depois de 16h, o deputado Laércio Schuster, foi o último a votar e acompanhou o relator deputado Kennedy Nunes (PSD). Schuster disse que Moisés estava ciente sobre todos os passos e pontos prejudiciais da equiparação salarial e que “tal ato não pode ser desmerecido ou ser tomado como automático”.

    - É o ônus do cargo do governador, as responsabilidades que se espera de quem ocupa tal cargo e tal nobre função – disse.

    Entenda

    O tribunal de julgamento foi formado no dia 23 de setembro, após a Alesc aprovar o processo de impeachment por 33 votos a 6, no caso de Moisés, e 32 a 7, no caso de Daniela. Dois dias depois, o deputado Kennedy Nunes (PSD) foi sorteado como o relator da denúncia.

    O tribunal de julgamento é composto por cinco deputados estaduais e cinco desembargadores do Tribunal de Justiça (TJ-SC) para julgar o processo de impeachment.

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    Os desembargadores escolhidos foram os seguintes: Cláudia Lambert, Rubens Schulz, Sérgio Rizelo, Carlos Alberto Civinski e Luiz Felipe Schuch.

    Já os deputados eleitos para o tribunal de julgamento são: Kennedy Nunes (PSD), Laércio Schuster (PSB), Luiz Fernando Vampiro (MDB), Maurício Eskudlark (PL) e Sargento Lima (PSL).

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    A votação do tribunal de julgamento será por maioria simples (seis votos), e em caso de empate o presidente do TJ, Ricardo Roesler, tem o voto de desempate. Caso o processo seja aprovado, Moisés e Daniela serão afastados dos cargos por até 180 dias para o julgamento do impeachment.

    O julgamento ocorrerá em outra sessão do mesmo tribunal misto e será a decisão final sobre o impeachment. Até lá, caso Moisés e Daniela sejam afastados temporariamente nesta sexta-feira, o governo ficaria com o presidente da Assembleia Legislativa, Julio Garcia.

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    O pedido de impeachment de Moisés de Daniela

    O pedido de afastamento do governador de SC e da vice que será votado nesta sexta-feira se refere a um possível crime de responsabilidade cometido no caso dos procuradores. O governo é acusado de fazer uma equiparação salarial de procuradores do Estado à mesma faixa salarial dos procuradores da Alesc. De acordo com o pedido, o reajuste seria ilegal e também não poderia ter sido feito por decisão administrativa, como ocorreu, mas somente por projeto de lei.

    O pedido analisado nesta sexta não tem relação com a compra de respiradores no início da pandemia de covid-19. Nesse caso, um segundo pedido de impeachment foi aprovado no começo desta semana pelos deputados. Esse processo pede o afastamento de Moisés por conta da compra dos 200 respiradores por R$ 33 milhões. Desta vez, somente o governador foi alvo de processo – o pedido que envolvia a vice foi arquivado ainda na comissão especial que fez a primeira análise do caso..

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