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Assalto em Criciúma: 14 suspeitos foram presos até esta quarta-feira, confirma polícia

Polícia divulgou duas novas prisões que aconteceram logo após o crime

09/12/2020 - 16h25 - Atualizada em: 09/12/2020 - 18h40

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Catarina
Por Catarina Duarte
Forças de segurança de SC em ação pelas ruas de Criciúma no dia seguinte ao crime
Forças de segurança de SC em ação pelas ruas de Criciúma no dia seguinte ao crime
(Foto: )

A Polícia Civil anunciou nesta quarta-feira (9) duas novas prisões de suspeitos do assalto a uma agência do Banco do Brasil em Criciúma, no Sul de Santa Catarina. Com essas detenções, chega a 14 o número de presos pelos investigadores. 

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Até o começo da semana, tinham sido confirmadas 12 prisões de suspeitos envolvidos no crime. Segundo a Secretaria de Segurança Pública de SC (SSP), as duas novas prisões divulgadas são de suspeitos presos logo após o crime. Não foram divulgadas mais informações sobre essas prisões.

Segundo o delegado Anselmo Cruz, da Delegacia Estadual de Investigações Criminais (Deic), as prisões ajudam a decifrar como o crime foi planejado

— Essas peças iniciais com as prisões em flagrante vão ajudar a construir o ‘quebra-cabeça’. Apesar dessas prisões em flagrante e da fuga dos criminosos, o que aconteceu foram peças que desde o primeiro momento, naquela madruga, já foram identificadas pelas forças de segurança e que estão sendo postas na mesa — disse Cruz, em analogia ao inquérito policial.

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O anúncio foi feito em coletiva nesta quarta-feira à tarde, em Criciúma, com a presença do governador Carlos Moisés (PSL). Além das prisões, a polícia confirmou uma ação de busca e apreensão realizada no Ceará ainda nesta quarta. 

Responsável pelas investigações, Anselmo Cruz disse ainda que a polícia trabalha para localizar um imóvel que teria sido usado pelos criminosos durante o planejamento da ação. O local seria próximo à agência onde foi cometida a ação. 

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Ação integrada 

Durante a coletiva foi destacado o trabalho entre as forças policiais. O diretor-executivo da Polícia Rodoviária Federal (PRF), José Lopes Hott Junior, afirmou que das 14 prisões, 10 ocorreram a partir de informações obtidas pela PRF. 

A Polícia Federal (PF), de acordo o superintendente em Santa Catarina Ricardo Cubas, atua com a busca em banco de dados, delegacias especializadas e eventos parecidos. São analisados os tipos de armamentos utilizados, a forma de agir e se há participação de organizações criminosas.

— As pessoas que atuam neste tipo de crime não respeitam fronteiras. Hoje eles estão atuando em Santa Catarina, amanhã no Paraná e depois em algum Estado do Nordeste. Não é a primeira vez que eles praticam esse tipo de crime — comentou.

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Relembre o caso 

Na madrugada do dia 1º de dezembro, cerca de 30 homens encapuzados agiram no assalto ao cofre da tesouraria regional do Banco do Brasil. O local fica anexo a uma agência bancária, no Centro de Criciúma.

Durante a ação, que durou cerca de duas horas, o grupo atirou em um policial militar, fez reféns e bloqueou ruas. Jeferson Luiz Esmeraldino, segue internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital São João Batista.

Dez carros usados pelo grupo na ação foram encontrados escondidos em um milharal na cidade vizinha de Nova Veneza.

A polícia também encontrou um galpão utilizado pelos assaltantes, em Içara, também no Sul de SC, a 9 km de Criciúma. Segundo a PM, o local foi utilizado para pintar os carros usados pelos criminosos no assalto.

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A estimativa da polícia é que a quadrilha tenha levado cerca de R$ 80 milhões, informou o delegado Anselmo Cruz, da Diretoria Estadual de Investigações Criminais (Deic). A declaração foi dada no último domingo (6) ao Fantástico, da TV Globo. 

Até segunda-feira (7) haviam sido localizados mais de R$ 1 milhão. A prisão mais recente até então tinha sido realizada no sábado (5) em Blumenau. Um homem foi preso hospedado em uma pousada no bairro Vila Nova.

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A operação, que envolveu os agentes do Batalhão de Operações Especiais (Bope), apreendeu com o suspeito R$ 26,5 mil em espécie, um carro recém-adquirido — que foi pago em dinheiro vivo, segundo a PM —, diversos chips de celulares, um caderno com anotações financeiras, dois celulares e “demais elementos que o ligam com o crime”.

Com as outras duas prisões confirmadas nesta quarta (9), o total de suspeitos capturados chegou a 14.

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