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Vacina da Covid-19 em SC: entenda tudo o que se sabe sobre o assunto

Estado tem plano de imunização e diz ter estoque de seringas e agulhas para a aplicação das doses

14/01/2021 - 18h48 - Atualizada em: 15/01/2021 - 08h41

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Catarina
Por Catarina Duarte
Vacinação contra a covid-19 pode começar na próxima semana
Vacinação contra a covid-19 pode começar na próxima semana
(Foto: )

A divulgação de uma data de início da vacinação contra a covid-19 aumentou a expectativa sobre o planejamento de SC para a imunização. O governo do Estado já possui um plano com a logística da aplicação de doses e afirma ter em estoque 9,5 milhões de seringas e 3 milhões de agulhas.

Já os municípios organizam planos próprios, prevendo agendamentos e até mesmo vacinação em drive thru. Em Florianópolis, a logística para a aplicação das doses inclui o uso do terminal de ônibus do Centro para a vacinação.

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Após uma reunião com o ministro da saúde, Eduardo Pazuello, na manhã desta quinta-feira (14), prefeitos anunciaram que a vacinação começará em todo o país no dia 20 de janeiro.

A data, contudo, depende ainda da liberação do uso emergencial pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) das vacinas CoronoVac e AstraZeneca. A decisão sai no domingo (17).

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Confira abaixo tudo o que se sabe sobre a vacinação contra a Covid-19 em SC: 

Quando começa a vacinação em SC

Em reunião virtual com a Frente Nacional de Prefeitos (FNP) nesta quinta o ministro da Saúde a data da vacinção. Presente na reunião, o prefeito de Florianópolis, Gean Loureiro (DEM), foi um dos que compartilhou a informação nas redes sociais.

A vacinação ainda depende da liberação do uso emergencial das vacinas CoronoVac e AstraZeneca. A primeira, que tem acordo de transferência de tecnologia com o Instituto Butantan, entregou a documentação ao órgão no dia 7 de janeiro. A Anvisa informou no sábado (9) que a documentação estava incompleta. 

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A três dias da data da liberação, o Instituto tem ainda pendentes 29% dos documentos necessários para a aprovação, segundo o painel que acompanha o registro de dados. No caso da AstraZeneca, imunizante que tem parceria com a FioCruz, 18,39% ainda precisam ser complementados.

Outro fator é a chegada de doses da vacina ao país. O governo buscará em Mumbai, na ìndia, 2 milhões de doses da vacina da AstraZeneca. O voo fretado da Azul deve partir na sexta-feira (15), às 23h. A viagem, que estava prevista para esta quinta, foi reagendada por questões de logística internacional.

Quem será vacinado primeiro em SC

O plano de vacinação de Santa Catarina prevê a imunização em quatro fases, em consonância com o plano nacional. No primeiro momento, serão imunizados trabalhadores da saúde, idosos com mais de 75 anos, moradores de asilos e instituições psiquiátricas com mais de 60 anos e a população indigena. A estimativa é que 426.678 pessoas sejam vacinadas nesta etapa.

A segunda fase terá como foco a imunização de pessoas entre 60 e 74 anos — 844.644 devem ser vacinados neste período. Num terceiro momento, o plano é que as doses sejam aplicadas em pessoas com comorbidades para a Covid-19, grupo que o Estado estima ser de 1.365.028 cidadãos.

Na última etapa, devem ser vacinados professores, agentes das forças de segurança e salvamento e funcionários do sistema prisional. A previsão do Estado é que a campanha de vacinação imunize mais de 2 milhões de pessoas. 

Quais vacinas podem vir para SC 

O governo de Santa Catarina anunciou que seguirá o plano de vacinação nacional que usará as vacinas da AstraZeneca e da CoronaVac. 

Segundo o divulgado pelo prefeito de Florianópolis, a primeira leva de vacinas será de 8 milhões de doses: 2 milhões da AstraZeneca e 6 milhões da CoronaVac. Já a segunda etapa será em fevereiro, com o envio de 30 milhões de doses aos estados.

A Federação Catarinense de Municípios (Fecam) tem um protocolo com o Instituto Butantan para a compra de 500 mil doses da CoronaVac. A compra efetiva das doses depende dos municípios ou de consórcios que reúnem várias cidades. 

Como será a vacinação nas cidades 

Alguns municípios catarinenses criaram reservas financeiras em seus orçamentos para a compra de doses de forma direta, caso o governo federal não adquirisse as vacinas. É o caso de Florianópolis, Blumenau e Joinville. Contudo, com um plano nacional, todos os municípios brasileiros devem receber imunizantes. O trabalho agora é para definir como será feita a aplicação das doses na população. 

Florianópolis ainda não lançou um plano de vacinação municipal, mas já anunciou alternativas para a aplicação das doses. Uma delas é a utilização do Terminal de Integração do Centro (Ticen) como ponto central para aplicação da vacina.

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A Capital dispõe de 300 mil seringas e 235 mil agulhas em estoque para a vacinação, com a possibilidade, segundo a Secretaria de Saúde, para a aquisição de mais insumos. 

O município vistoriou ultrafreezers da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), que poderiam ser usados para armazenamento de vacinas como a da Pfizer/BioNTech e Moderna. A prefeitura, contudo, deve seguir o plano nacional de vacinação, que não prevê o uso desses imunizantes.

Joinville e São José já possuem um plano de vacinação municipal. Nas duas cidades, haverá utilização das salas de vacinação já usadas em campanhas tradicionais de imunização. Além disso, ambas devem promover formas alternativas para aplicação de doses como drive thru e agendamento.

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Blumenau e Criciúma estão entre os municípios que ainda não detalharam suas estratégias de vacinação. A definição dos locais deve ser anunciada nos próximos dias, após a disponibilização da quantidade de doses que as cidades receberão.   

Risco de faltar seringa

O governo de Santa Catarina afirmou que tem 3 milhões de agulhas e 9,5 milhões de seringas preparadas para iniciar a imunização contra a Covid-19. A divulgação aconteceu após o Ministério da Saúde informar ao Supremo Tribunal Federal (STF) na quarta-feira (13) que o Estado seria uma das sete unidades da federação com risco de não ter estoque suficiente de insumos para iniciar a imunização. 

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A quantidade, segundo o governo, não inclui as aquisições feitas pelas prefeituras e nem os estoques já entregues aos hospitais para a vacinação das equipes. O número é superior ao indicado pelo Ministério, que apontou apenas 590 mil seringas e agulhas disponíveis 

Na manifestação ao STF, o Ministério da Saúde informou que prevê a entrega de 30 milhões de doses de diferentes vacinas contra a Covid-19. Com a distribuição prevista para janeiro, técnicos da pasta informaram que sete estados teriam dificuldades para aplicar as doses. 

Em entrevista ao G1 SC, o secretário de Estado da Saúde, André Motta, disse que os números do Ministério da Saúde não estão corretos.

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