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Lula faz "autocrítica" e admite que PT errou em entrevista à NSC

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Por Dagmara Spautz
13/08/2021 - 16h16 - Atualizada em: 13/08/2021 - 16h33
Lula admite erros do PT em SC
Lula admite erros do PT em SC (Foto: Ricardo Stuckert, Divulgação)

O ex-presidente Lula (PT) fez uma “autocrítica”, que incluiu o Partido dos Trabalhadores, durante a entrevista que concedeu nesta sexta-feira (13), ao vivo, à CBN Diário e ao Diário Catarinense/ NSC Total. Ao falar da relação da legenda com Santa Catarina, Lula admitiu que "deve ter cometido muitos erros". E o partido também.

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A “autocrítica” é um tema recorrente desde a época do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff e dos fatos investigados pela Operação Lava Jato - por isso, virou quase um tabu. Ao comentar os "erros", no entanto, o ex-presidente limitou-se a comentar equívocos internos.

A afirmação de Lula foi feita em resposta a uma pergunta da colega Eveline Pôncio, que conduziu a entrevista. Ela questionou o ex-presidente sobre o momento em que vai decidir se será ou não candidato, e se está disposto a firmar novas alianças. Ele falava sobre a expectativa de enfrentar o presidente Jair Bolsonaro nas urnas, quando citou os equívocos.

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- Eu acho que o povo vai poder fazer um julgamento muito tranquilo, muito sereno. O povo, quando se dirigir à urna, vai ter que pensar no país e não no ódio. Esse é o país que precisamos construir, e Santa Catarina é um país (sic) assim. (Dizem) ah, mas tem um antipetismo em Santa Catarina. Não é verdade. O PT pode estar colhendo em Santa Catarina o resultado dos erros que o PT cometeu, e nós temos que saber por dos erros que nós cometemos, porque o PT já foi muito forte em Santa Catarina.

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O colunista Anderson Silva perguntou, então, a que erros ele se referia. Ele citou questões partidárias.

- Eu acho que o PT deve ter cometido muito erros. Eu devo ter cometido muitos erros também, e nós vamos ser avaliados pelas pessoas. (...) O PT em SC, como eu estava dizendo, já governou as cidades mais importantes desse Estado. O PT quase poderia ser governo aí. Acontece que nós tivemos, em momentos agudos, divergências internas profundas. Então nós mesmos do PT, em Santa Catarina, devemos avaliar quais os erros que nós cometemos que impediram que pudéssemos governar esse estado, que impediram que o PT fosse governando cidades importantes. A gente não pode jogar a culpa no eleitor e nem jogar a culpa nos outros. Então, como nós vamos entrar numa outra eleição, num outro momento político, não custa nada a gente avaliar o que que a gente fez do certo, o que que a gente fez de errado, onde é que a gente pisou na bola, onde não pisou, para que a gente faça as coisas mais corretas possíveis em 2022.

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Décio Lima, presidente do diretório estadual do PT em Santa Catarina, diz que entendeu a fala do presidente como um olhar para situações locais, que foram vivenciadas pelo partido no Estado. Lembrou que ainda em 2002, em plena “onda Lula”, o PT não conseguiu alcançar o segundo turno. 

O partido avalia que, naquele momento, houve um erro de “geopolítica”, porque teve dificuldade em engajar o eleitor de outras regiões do Estado na candidatura de José Fritsch, que tinha sido prefeito de Chapecó. Outra análise é que desentendimentos internos, como o que ocorreu entre Ideli Salvatti e Claudio Vignatti, repercutiram externamente e provocaram desgaste.

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Por fim, a opção pelo isolamento - que antecede o impeachment e da onda bolsonarista de 2018, que foi turbinada pelo antipetismo - é apontada como um equívoco. Décio Lima avalia que o partido errou, por exemplo, em ter aberto mão de integrar o governo Luiz Henrique da Silveira (MDB) – um momento que, avalia, teria sido importante na consolidação do projeto estadual.

- Ajudamos a eleger LHS no segundo turno e não aceitamos participar do governo. Optamos pelo apoio crítico, mas política exige lado.

Apesar do amplo apoio ao presidente Jair Bolsonaro, que lidera localmente as intenções de voto em Santa Catarina, o PT vê oportunidade de captar o eleitorado de Lula para um projeto local. Décio Lima é pré-candidato pelo partido.

Ouça a entrevista completa:

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