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Para onde vai o Figueirense?

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Por Roberto Alves
14/05/2022 - 07h00
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Técnico Júnior Rocha precisa de coragem para mudar o que vem sendo feito (Foto: Patrick Floriani, FFC, Divulgação)

As fracas apresentações do Figueirense na Série C do Brasileiro nos leva a reflexões sobre o futuro do clube no futebol. Por que esta preocupação? Por ser o Figueirense uma tradição, uma história e parte importante de uma cidade onde está a fiel e gigante torcida alvinegra. De nossa parte, aliás, tem sido assim com todos os nossos representantes, afinal este é o produto que trabalhamos.

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A pergunta que é o título da coluna tem algumas repostas que precisam ser analisadas. O Figueirense hoje tem grupo para subir a Série B? Diria que sim. Tem futebol para que isso aconteça? Não. Grupo, elenco e a formação de um bom time de futebol são coisas diferentes.

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O alvinegro não tem o encaixe que um time precisa. Chama-se isso de entrosamento. A adaptação da característica de cada jogador ao esquema do técnico. A antiga frase dos velhos sábios do futebol ainda vale para os tempos atuais: “Temos um bom grupo, não temos um time!”. Bom no papel, mas com limitações em campo. Sim, e daí?

Cabe ao departamento de futebol detectar a necessidade de contratar ou simplificar o futebol com menos filosofia, menos preocupação de esquemas mirabolantes e mais beleza e pureza do futebol simples e bem jogado. Hoje, não vejo mais o drible de outrora, inverteram as marcações e os pontas passaram a marcar os laterais. Os meias precisam recompor, jogando mais na marcação do que no ataque, os ponteiros também, e falta o centroavante de ofício, que foi trocado pelo tal de falso nove.

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Pelo que tem mostrado, o Figueirense precisa contratar. Tem gente jogando com o nome. Coragem para mudar é o que o técnico precisa. Uma boa conversa decide tudo através da famosa pergunta: “Quem quer jogar no Figueirense?”. Quem não responder com convicção, deve ser liberado. Não é possível que o torcedor alvinegro vai amargar mais um ano na Série C nacional.

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É fácil dizer que este não é o lugar do Figueirense, então precisamos provar que estamos no lugar errado. Não está acontecendo. Providências precisam ser tomadas, já para que mais tarde não fiquemos a lamentar o resultado final. Medidas têm que ser tomadas, se preciso duras, e até que venham a provocar mudanças radicais. É preciso. Não é cedo, não. É já. O Figueirense é muito grande e precisa valer sua força.

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Dúvidas

A única coisa que não podemos ter neste momento é dúvida do futuro do Figueirense. Investir agora para ter o retorno imediato. Uma nova busca no mercado precisa ser feita. Os últimos jogos do Figueira deixaram uma grande preocupação. O futebol impõe qualidade e muita vontade. Quem não estiver afim, que mude de profissão.

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O bom momento

Bem diferente do que anda acontecendo no Orlando Scarpelli ocorre na Ressacada, onde o Avaí vive um início de campeonato excelente. Mudanças ocorreram no Sul da Ilha. Alteração de gestão administrativa, montagem do grupo, encaixe do time e os resultados. Não é que tudo seja um mar de rosas. Virão resultados surpreendentes, negativos e positivos, e o mais importante, o comprometimento do grupo. As entrevistas são pautadas no otimismo, no futuro, na possibilidade de um voo mais alto. Enfim, há uma sinergia diferente no sul da ilha. Tomara tudo isso continue.

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Reflexos

Fruto deste ótimo começo de Campeonato Brasileiro está o crescimento do numero de sócios do Avaí. A casa dos 10 mil foi atingida com muitas possibilidades de crescimento. Importante. Projetos? Nada. Tudo passa pelos resultados de campo.

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Aniversariantes do mês

O último dia 10 marcou a passagem dos 49 anos de bom profissionalismo da Associação Chapecoense de Futebol. A historiadora Eli Bellani diz que o futebol na região começou em 1919, pela corporação da Polícia Militar. Do primeiro time de futebol em Chapecó, Passo Bormann Foot-ball, até a Chapecoense foram sete títulos estaduais e o desenvolvimento da região.

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Foi no dia 13 de maio de 1947 que nasceu na região carbonífera de Santa Catarina o Comerciário Esporte Clube, debaixo da Figueira da Praça Nereu Ramos, em Criciúma. Campeão estadual em 1968, dez anos depois virou Criciúma EC. Títulos, nomes históricos, crescimento patrimonial, uma região toda a acompanhá-lo e a importância para Santa Catarina de um clube poderoso. Registre-se os 75 anos de glória do poderoso Tigre.

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Giro Total

> Gente nossa:

Odilon Maia Martins tem 93 anos. É o remador mais idoso do mundo em atividade. Tem uma história muito rica no remo. E vamos contá-la neste domingo, da 15, no quadro “Sala VIP”, no programa Giro Total. 

> Surfe:

Ela tem 13 anos e já faz muito sucesso no surfe. Julie nasceu no Japão, aos 3 anos veio para o Brasil e aos seis começou a surfar. Reside em Itapoá, no Norte do Estado, e faz sucesso no circuito estadual.

> Todo cuidado:

vem aí o momento mais democrático do país, com as eleições. A patrulha está tão grande que um deputado federal de São Paulo está questionando a forma que o atacante German Cano, do Fluminense, comemora os gols que marca.

> Sinal:

Cano faz um sinal da letra L em homenagem ao filho, Lorenzo. Vários jogadores acompanham o colega na comemoração. Estão confundindo com outra coisa.

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Referência por resgatar a memória do Esporte catarinense, fatos do dia a dia e pitorescos, misturando bom humor e seriedade na dose certa.

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