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“Em SC, quem não estiver alinhado com Bolsonaro não vai a lugar nenhum”, diz João Rodrigues (PSD)

Prefeito de Chapecó é pré-candidato ao governo de SC e defende que membros do PSD estejam em convergência com o presidente

21/10/2021 - 06h32 - Atualizada em: 21/10/2021 - 11h50

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Jean
Por Jean Laurindo
João Rodrigues (PSD) é apontado como possível candidato ao governo de SC em 2022
João Rodrigues (PSD) é apontado como possível candidato ao governo de SC em 2022
(Foto: )

O prefeito de Chapecó, João Rodrigues (PSD), disse que sua pré-candidatura a governador de Santa Catarina nas eleições de 2022 “não é dependente do presidente”, mas disse que a proximidade com Jair Bolsonaro o ajuda e defendeu que os membros do partido dele, o PSD, estejam alinhados com o chefe do Executivo na disputa do próximo ano.

Eleições 2022: quem são os pré-candidatos ao governo de SC a um ano da disputa

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– Em SC, qualquer integrante do nosso partido que tiver um sentimento diferente de estar alinhado com o presidente Bolsonaro é um ex-político, não vai a lugar nenhum. Por uma razão simples: temos aqui essa polarização no nosso Estado, entre a esquerda e a direita. Não tem um meio-termo aqui, não se consegue produzir em tempo esse meio-termo – afirmou.

João Rodrigues é empresário, radialista e já foi prefeito de Pinhalzinho, deputado estadual e federal. Atualmente, é prefeito de Chapecó no primeiro mandato. Ele foi entrevistado na manhã desta quinta-feira (21) na rodada de entrevistas com pré-candidatos ao governo de SC promovida pelo Diário Catarinense e pela CBN Diário.

Assista à entrevista

Relação com Bolsonaro

Rodrigues afirmou que tem amizade pessoal com Jair Bolsonaro desde quando atuaram juntos na Câmara dos Deputados, mas que a pré-candidatura dele ao governo de SC em 2022 “não é dependente do presidente” e que votará em Bolsonaro "independente se ele esteja comigo no meu palanque ou não". Disse que em 2018 “muita gente se elegeu pelo presidente, e não pelos seus serviços prestados”.

– Estar presente com Bolsonaro é claro que ajuda muito, a preferência do eleitorado catarinense é (por) Bolsonaro, mas eu, se tiver que ser governador, não é porque sou apoiador do presidente, tem que ser pelos meus méritos – afirmou.

PSD e Bolsonaro

Questionado pela apresentadora Eveline Poncio sobre o fato de o PSD estar planejando a eleição de 2022 distante de Bolsonaro em nível nacional, com o presidente da sigla, Gilberto Kassab, articulando uma candidatura própria da legenda, Rodrigues disse que “é um direito que ele tem”, mas que sua posição já está tomada.

– Mesmo que ele (Bolsonaro) tenha defeitos, claro que tem, precisa melhorar e muito. Mas tudo que ele fez e que imagino que fará pelo país, não tenho outra opção. Minha posição é essa. Se meu partido achar que dá, eu vou ficar. Se achar que não, eu saio, não sou problema para ninguém – apontou.

Definição de candidatura

Rodrigues disse que ser ou não candidato a governador em 2022 dependerá do “sentimento do catarinense”. Sobre a disputa interna com o ex-governador Raimundo Colombo e o ex-prefeito de Blumenau, Napoleão Bernardes, pela condição de candidato, disse que não crê em nenhuma interferência nacional e que não pretende disputar prévias.

– Temos entendimento recíproco de que tem que ter o candidato melhor para o momento. Se for meu nome, estarei pronto – afirmou.

Prisão

Rodrigues também falou sobre o episódio em que chegou a ser preso em 2018 por conta de uma condenação em um caso de fraude e dispensa de licitação que teria ocorrido em 1999, quando foi prefeito interino de Pinhalzinho, no Oeste de SC. Disse não temer que a situação o prejudique em uma eventual campanha para disputa a governador em 2022.

– Acho que isso me fortalece, porque se existe um dos pré-candidatos ao governo que já teve a vida revirada, fui eu. Não tem surpresa que possa pegar meu partido, meu eleitorado. Isso me fortalece, as pessoas sabem o que fiz, por onde andei. E serve como aprendizado. Mesmo sendo injusto, me ajudou a melhorar como ser humano – afirmou.

Kit Covid

O pré-candidato falou também sobre a atuação na pandemia, que teve situação crítica no Oeste de SC entre março e abril. Destacou ter aberto 75 leitos de internação e 40 de unidade semi-intensiva com recursos do município.

Disse que a prefeitura contratou um estudo junto à Universidade do Oeste de SC (Unoesc) para avaliar os casos atendidos no ambulatório de tratamento precoce montado na cidade, e que a pesquisa "servirá de prova ao país”. A defesa feita pelo prefeito do chamado tratamento precoce, a exemplo do presidente Bolsonaro, causou polêmica e críticas. O prefeito evitou se dizer abertamente a favor do chamado Kit Covid.

– Sou a favor de todo e qualquer medicamento receitado pelo médico. Não digo para o médico “coloque o kit covid”. A liberdade é médica, mas disponibilizei todos os medicamentos receitados pelos médicos, e o Kit Covid faz parte disso – afirmou.

A série de entrevistas

As entrevistas com pré-candidatos a governador de Santa Catarina ocorrem nas próximas duas semanas, sempre às 10h, com transmissão da CBN Diário e dos canais digitais da rádio, do DC e do NSC Total. Oficialmente, a definição dos candidatos só ocorre nas convenções partidárias, três meses antes da eleição. No entanto, a série de entrevistas busca permitir que o eleitores comecem a se preparar para a escolha e a se conscientizar sobre a importância do voto.

Outros nomes apontados como pré-candidatos ao governo de SC em 2022 também já foram entrevistados, como Antídio Lunelli (MDB), Décio Lima (PT), Esperidião Amin (PP) e Gean Loureiro (DEM).

A NSC também promove uma rodada de entrevistas com pré-candidatos à presidência da República em 2022. Já foram ouvidos nomes como Lula (PT), João Doria e Eduardo Leite (PSDB) e Luiz Henrique Mandetta (DEM).

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