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"O governo federal não está sendo justo com SC", diz Antídio Lunelli (MDB)

Empresário e prefeito de Jaraguá do Sul pretende concorrer ao comando do Estado nas eleições de 2022

13/10/2021 - 06h32 - Atualizada em: 13/10/2021 - 11h03

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Jean
Por Jean Laurindo
Antídio Lunelli, prefeito de Jaraguá do Sul e pré-candidato ao governo de SC
Antídio Lunelli é prefeito de Jaraguá do Sul e pretende concorrer a governador em 2022
(Foto: )

O prefeito de Jaraguá do Sul, Antídio Lunelli (MDB), que se apresenta como pré-candidato a governador de Santa Catarina nas eleições de 2022, disse acreditar que o governo federal não está sendo generoso e justo com Santa Catarina. A fala foi dada em entrevista ao Diário Catarinense e à CBN Diário. Lunelli foi o primeiro convidado da série de entrevistas que os veículos da NSC promovem com nomes que podem concorrer ao governo catarinense no próximo ano.

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– O presidente recebeu em Santa Catarina a maior votação no primeiro turno e a segunda maior no segundo turno em 2018. O governo federal não está sendo generoso com SC, não está sendo justo com SC. Fui eleitor do Bolsonaro, fiz campanha para Bolsonaro, mas ele deveria olhar SC com melhores olhos. Entendemos a pandemia, o que passa o governo federal, mas ele poderia ter anunciado alguma coisa de bom para SC, e até o momento não vimos nada – afirmou.

Antídio Lunelli é empresário e prefeito de Jaraguá do Sul no segundo mandato. Ele vem manifestando o desejo de concorrer a governador, mas está em uma polêmica disputa interna com outros nomes do MDB que também almejam a vaga. O pré-candidato foi entrevistado pelos apresentadores Mário Motta e Eveline Pôncio e pelo colunista do jornal A Notícia e do NSC Total, Jefferson Saavedra. Reveja a entrevista no link abaixo e leia, a seguir, os principais pontos abordados por Lunelli:

Assista à entrevista

Disputa interna no MDB

Antídio Lunelli abriu a entrevista respondendo sobre a disputa interna entre ele e outros dois nomes do MDB – o senador Dario Berger e o deputado Celso Maldaner – pela condição de pré-candidato ao governo em 2022. Lembrou que os três estiveram juntos em visitas a prefeituras no Vale do Itajaí, quando teria sido acertado que o partido iria de chapa de pura, com ele como candidato ao governo, Dario ao Senado e Maldaner a vice, “mas sem fechar as portas”.

No dia seguinte, no entanto, Dario negou qualquer acordo e afirmou que o partido deveria decidir somente nas prévias, em fevereiro do próximo ano.

– Até no momento, é o que continua valendo (a definição somente nas prévias). Precisamos da aprovação do diretório. Mas sempre ficou claro no diretório, desde que houvesse acerto entre os três pré-candidatos, que isso seria comunicado. Todos querem um entendimento entre os três pré-candidatos – afirmou.

Dinheiro estadual para rodovias federais

Lunelli comentou a medida do governador Moisés, de transferir recursos do governo do Estado para obras em rodovias federais, como a duplicação da BR-470 e da BR-280.

– O que o governador fez está correto, de certa forma, porque vai resolver a situação das pessoas. E as pessoas não querem saber se é federal, estadual ou municipal. Tem que resolver o problema que existe na região. Mas vai existir a compensação? O governo federal vai compensar em relação à divida que Estado tem com a União? Isso tem que estar colocado – cobrou.

O prefeito de Jaraguá do Sul ainda criticou a situação de rodovias e escolas estaduais, dizendo que “estão uma vergonha”, e que o governo atual não teria projetos e, por isso, estaria distribuindo recursos aos municípios que os têm.

Chapa pura do MDB?

Lunelli disse que a maior parte dos filiados do MDB gostaria que o partido lançasse candidatura em chapa pura (sem alianças com outras legendas). O pré-candidato disse acreditar que quando se consegue vencer as eleições sem coligações, seria mais fácil de administrar, mas considera que o MDB não tem mais musculatura para ganhar a disputa pelo governo de SC “sem compor com ao menos um ou dois partidos”.

Ele também defendeu que o partido precisa se renovar ao comentar o surgimento de partidos como o União Brasil, que pode ter a maior bancada da Câmara Federal.

– Se o MDB não fizer seu dever de casa, não se renovar, se reinventar, vai ser reduzido ao tamanho de qualquer outro partido pequeno. É isso que vai acontecer, se ficar olhando as coisas dentro de uma sala, sem ver a realidade do que acontece nas ruas com nosso povo no dia a dia, vivendo de passado – criticou.

“Chave” para Moisés

Lunelli disse que o MDB deva ser alternativa ao governo e que se tivesse que contratar o governador para ser diretor das suas empresas, não o contrataria.

– Não dou a chave do cofre das minhas empresas ao nosso governador. Acho que não tem capacidade para isso – alfinetou.

Nota para Bolsonaro

Questionado se buscaria o apoio de Bolsonaro, Lunelli disse que o presidente “tinha uma nota 10” com ele, mas que a situação mudou.

– Hoje não tem mais nota 10, porque quando vamos para a polarização como temos hoje, é ruim para o país. Mas até o presente momento, tem uma nota 7. Continua passando de ano. Foi responsável por muitas coisas boas, mas tem muita picuinha, que não precisava estar se discutindo – cobrou.

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As entrevistas com pré-candidatos ao governo de SC

As entrevistas com pré-candidatos a governador de Santa Catarina ocorrem nas próximas duas semanas, sempre às 10h, com transmissão da CBN Diário e dos canais digitais da rádio, do DC e do NSC Total. Oficialmente, a definição dos candidatos só ocorre nas convenções partidárias, três meses antes da eleição. No entanto, a série de entrevistas busca permitir que o eleitores comecem a se preparar para a escolha e a se conscientizar sobre a importância do voto.

A NSC também promove uma rodada de entrevistas com pré-candidatos à presidência da República em 2022. Já foram ouvidos nomes como Lula (PT), João Doria e Eduardo Leite (PSDB) e Luiz Henrique Mandetta (DEM).

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