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'Compadrios' e tríplices alianças estão esgotados em SC, diz Fabrício Oliveira (Podemos)

Prefeito de Balneário Camboriú é apontado pelo partido como possível candidato ao comando do Estado nas eleições de 2022

22/10/2021 - 06h32 - Atualizada em: 22/10/2021 - 11h45

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Jean
Por Jean Laurindo
Prefeito Fabrício Oliveira tem nome cotado para concorrer a governador em 2022
Prefeito Fabrício Oliveira tem nome cotado para concorrer a governador em 2022
(Foto: )

O prefeito de Balneário Camboriú, Fabrício Oliveira (Podemos), reafirmou a pré-candidatura ao governo de SC e defendeu uma “reconfiguração” do que chamou de histórico de compadrio na política de Santa Catarina. Ele chegou a citar a expressão tríplices alianças, em referência à união de partidos que governou o Estado de 2003 a 2018, e disse que considera o modelo esgotado.

Eleições 2022: quem são os pré-candidatos ao governo de SC a um ano da disputa

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As afirmações ocorreram em entrevista nesta sexta-feira (22) ao Diário Catarinense e à CBN Diário. Fabrício foi ouvido na série que os veículos da NSC fazem com pré-candidatos ao governo de Santa Catarina nas eleições de 2022.

– O que não deve nos unir (a outros partidos) é a maneira que foi estabelecido o compadrio político de forças e tríplices alianças, que hoje está exaurido na sua forma – afirmou.

Fabrício Oliveira é empresário, foi duas vezes vereador, deputado federal e secretário regional durante o governo Raimundo Colombo (PSD). Em 2020, foi reeleito prefeito de Balneário Camboriú com 53,3% dos votos. Tem o nome indicado pelo Podemos como pré-candidato ao governo de SC.

Assista à entrevista

Candidatura confirmada?

Fabrício disse que o partido está fazendo um circuito por todo o Estado para ouvir “forças políticas, cidades e segmentos”, e defendeu a construção conjunta de “uma agenda para Santa Catarina”.

Apoio a Bolsonaro

Fabrício Oliveira tende a ser mais um pré-candidato a governador com apoio declarado à reeleição do presidente Jair Bolsonaro. Na entrevista desta sexta, reconheceu críticas feitas ao governo federal como baixos investimentos no Estado, mas defendeu o objetivo a “não permissão do retorno ao governo do PT no país”

– Há uma polarização que está posta. Essa polarização, primeiro, na minha ótica, tem como base o não retorno do PT. Depois, por outro momento, a consolidação de alguns temas que têm que ser colocados na pauta. Atenção do governo federal principalmente na infraestrutura, e outros temas que vão fazer parte desse diálogo. Mas se houver essa polarização, eu aqui continuo o apoio ao presidente Jair Bolsonaro – afirmou.

Sergio Moro

O Podemos, partido de Fabrício, é apontado como possível destino do ex-juiz federal Sergio Moro, que concorreria à presidência da República pela legenda no próximo ano. Sobre esse tema, o prefeito de Balneário Camboriú disse que as conversas são “introdutórias” e evitou se manifestar.

– Tenho minha opinião que me reservo a fazer, de maneira respeitosa, no momento adequado, à Executiva do partido – afirmou.

Relação com Moisés

O prefeito criticou a atitude do governador Carlos Moisés que discutiu temas como possível filiação com a direção nacional do Podemos, em Brasília, mas sem ter mantido diálogo com o partido em nível estadual.

– Acho esse trajeto inapropriado – resumiu.

O prefeito disse ainda que “sentaria para conversar com o governador” e que o respeita, mas alfinetou o governo ao dizer que as alianças “não pode se estabelecer na divisão de recursos pelos apoios políticos possíveis”.

Obras em Balneário Camboriú

Fabrício já sinalizou que as obras e ações feitas em Balneário Camboriú poderão ser um “cartão de visitas” para apresentar na campanha de 2022. Na entrevista, citou intervenções como o alargamento da praia central e programas na área social, no saneamento básico e meio ambiente. Ele defendeu a integração entre diferentes setores econômicos e a própria sociedade.

– Temos que construir pontes e não estabelecer diques de afastamento da realidade catarinense com as pessoas – sustentou.

Ser conhecido em outras regiões

O pré-candidato disse que Balneário Camboriú recebe todos os fins de semana, mas reconheceu que isso não seria suficiente para divulgar o nome dele em todas as regiões. Para esse desafio, citou os circuitos do partido e defendeu uma “reconfiguração” diferente da política de SC, criticando o que chamou de “compadrios” das últimas décadas.

– para que haja essa reconfiguração, temos que entender a diversidade do Estado. Econômica e em alguns pontos até cultural – afirmou.

Gestão

Fabrício defendeu o que chamou de “tripé bolso, cabeça e coração” na definição de política salarial para o serviço público (o tema rendeu polêmica durante negociação com a categoria em Balneário Camboriú). Também defendeu a conversas com setores econômicos na definição do planejamento de governo.

– Não podemos estabelecer um plano de SC dentro de quatro paredes – afirmou.

A série de entrevistas

As entrevistas com pré-candidatos a governador de Santa Catarina ocorrem nas próximas duas semanas, sempre às 10h, com transmissão da CBN Diário e dos canais digitais da rádio, do DC e do NSC Total. Oficialmente, a definição dos candidatos só ocorre nas convenções partidárias, três meses antes da eleição. No entanto, a série de entrevistas busca permitir que o eleitores comecem a se preparar para a escolha e a se conscientizar sobre a importância do voto.

Outros nomes apontados como pré-candidatos ao governo de SC em 2022 também já foram entrevistados, como Antídio Lunelli (MDB), Décio Lima (PT), Esperidião Amin (PP) e Gean Loureiro (DEM).

A NSC também promove uma rodada de entrevistas com pré-candidatos à presidência da República em 2022. Já foram ouvidos nomes como Lula (PT), João Doria e Eduardo Leite (PSDB) e Luiz Henrique Mandetta (DEM).

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